terça-feira, 25 de novembro de 2014

25-11-2014

Uma coisa que tenho reparado, desde que tive a percepção de onde estava o meu verdadeiro inimigo, é a quantidade de vezes que me vêm coisas à mente, lembranças, do passado onde fiz algo que considero errado. Coisas que fiz às outras pessoas, momentos onde estive menos bem. Não é raro também interrogar-me se as pessoas a quem fiz essas coisas ou pelo menos as presenciaram, se ainda se recordam ou dão a importância que eu dei a tais eventos. Dei e infelizmente dou. Como é que eu posso não querer perder energia quando sou assaltado por estas coisas que ainda não consegui ir. Coisas tão distantes como aquelas que aconteceram vinte anos atrás ou mais. Quando me dizem que tenho que aceitar, que devo deixar ir, por vezes sinto-me perplexo. Sinto-me desarmado. Como deixar ir algo que me envergonha e pela qual me sinto responsável? Bastaria ter alguém ao meu lado a dizer-me que não tem importância? Não... é algo interno. Tenho que ter alguém dentro de mim a dizer que não tem importância e esse alguém é sempre quem me aponta e atira as coisas à cara. 

Trabalho para o futuro, cada vez que surgir algo assim, vou dizer para mim mesmo, fiz o melhor que sabia e aprendi com o que fiz. Já estou por tudo.

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