sábado, 27 de fevereiro de 2016

26-02-2016

O tempo sempre foi o meu grande desafio e de alguma forma, estou a conseguir superá-lo e não é por simplesmente já não ter de ir trabalhar, aquela rotina da qual não me conseguia escapar, até porque aos fins-de-semana tinha o mesmo problema e chegava deprimido ao domingo não por ter de ir trabalhar no dia seguinte mas principalmente por não ter feito tudo aquilo que queria ter feito. A verdade é que nunca vamos estar no controlo absoluto e quanto mais lutamos contra isso, mais infelizes somos. É engraçado como tive que me despedir e arriscar tudo o que tenho para aprender isso. Por vezes é quando estamos a cair que conseguimos ficar lúcidos e finalmente abrir os olhos para ver aquilo que sempre foi óbvio. Muitas vezes ficamos cegos por conveniência ou por medo, mas sabendo que nada dura para sempre, nem mesmo a lucidez, é tentar procurar a felicidade o máximo possível. Aceitar sobretudo. Não escondo a preocupação que tenho acerca do futuro e evito falar disso com as outras pessoas porque não tenho resposta para lhes dar. Sei que tenho que me proteger dessa incerteza. Alguns diria que estaria a fugir à realidade e talvez esteja. Estou a fugir à realidade que não quero viver. Aquela que sempre vivi. Há algo mais para lá disto tudo, há algo mais para mim, eu sei que sim. Ainda não consigo explicar o que é, nem descrever, mas sei que está lá, sinto-o. Nos meus ossos, tenho uma certeza inabalável. E apenas tenho que me agarrar a isso.

Hoje segui o meu coração e comecei a pesquisar sobre que forma posso fazer a rádio um meio de subsistência, com publicidade, com parcerias. A Marta tem sido incansável nesse aspecto, dando-me um apoio fenomenal. As terapias também estão a começar a pegar, tenho tido alguns pedidos de trabalho. Ainda nada de extraordinário mas o suficiente para que eu veja que escolhi mesmo o caminho certo, o caminho do meu coração.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

25-02-2016

A terapia correu muito bem e aconteceu exactamente como me disse. Fez-me ter mais ânimo para partilhar e fazer publicidade ao site. No entanto, também tenho sentido vontade de voltar a escrever. Não só no diário mas voltar a escrever como quando fazia quando era adolescente. O querer materializar as histórias que tinha na cabeça. Tinha saudades de ouvir as personagens de me dizerem o que iam dizer. No meio de tanta coisa acabei por deixar essa parte para trás, por não ter tempo, por não ter energia, aliás, tal como aconteceu com as terapias. Mas agora... tenho tempo e tenho energia para dar e vender. Não tenho mais desculpas nem quero. Primeira fase: Terapias, construí a base e lancei a semente, agora tenho que cuidar do fruto até que comece a dar o fruto que pretendo. Segunda fase: Escrita.

24-02-2016

A terapia é hoje. não deixo de me sentir um pouco nervoso mas é normal sempre que deixo de fazer alguma coisa durante muito tempo, principalmente algo de responsabilidade como as terapias. Fico sempre um pouco mais inseguro mas é engraçado como este sentimento que paralisava agora já é devidamente identificado à distância e minimizado, porque sei que pouco tempo depois de começar a terapia, que ficou concentrado no objectivo e todas as dúvidas e questões desaparecem por completo. E sei ainda que no final sinto-me realizado com a sensação de que o meu objectivo de vida sem dúvida que passa por aqui. Não só por aqui mas também.

23-02-2016

O site já está feito e quando me estava a sentir satisfeito por estar a produzir algo, por estar a cumprir o meu caminho tive a notícia de que tinha uma pessoa interessada nas minhas terapias. Que maior indicação de alinhamento poderia eu querer. No momento em que me dedico a apostar nas terapias, trabalhar na forma de melhor chegar às pessoas, tenho uma pessoa interessada nas terapias, mesmo antes de sequer acabar de trabalhar nessa ferramenta de divulgação. Só me prova que estou no caminho correcto, agora continuar porque nem era este objectivo nem é suficiente para o que quero, mas é uma maravilhosa confirmação. Estou no ponto em que já deveria ter estado anos atrás, mas não é tarde demais, é excelente estar aqui e agora neste momento. É a prova que eu não precisava de que quando entramos num caminho, quando apanhamos a corrente, as coisas fluem de forma natural e tudo o que queremos e trabalhamos por vem a nós.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

22-02-2016

Site feito e lançado, agora é estruturar programas. Já me tinha esquecido como isto me dá gozo. Antes apenas podia fazer um programa e dava-me um gozo danado e quando acabei, apesar de ter sido vencido pelo cansaço e por alguma instabilidade emocional na altura, agora tenho que estabelecer a programação de toda uma rádio e posso explorar todas as sonoridades que aprecio. Por mim estava sempre a fazer isto. Agora fazer isto e ser pago... esse é o sonho. Bem, chamemos-lhe outra coisa, chamemos-lhe... objectivo!

21-02-2016

As ideias fluem como se não houvessem amanhã. De tal forma que tenho que as apontar para não me esquecer. Primeira ideia. Vou fundar uma rádio, voltar a mergulhar no vício. A Marta puxou por mim e descobri que não foi preciso muito. Já tenho nome e amanhã, segunda-feira, vou dedicar-me a fazer o site. E a pensar que teria que ir para o trabalho fazer outra coisa qualquer que não me transmitia o mínimo de entusiasmo e paixão. Apesar de saber que a paixão nem sempre traz rendimento, agora isso não será razão para não fazer as coisas. Se fizer tudo com o coração, a recompensa virá, mais que não seja na forma de inspiração. E agora sinto-me inspirado!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

20-02-16

Fim-de-semana. E a pensar que na semana passada estava a sentir-me deprimido e fracassado por me ter despedido. Não foi uma derrota da minha parte, foi uma oportunidade, uma segunda, ou terceira oportunidade (quem é que está a contar?) para começar a viver, finalmente. Nunca me senti tão acompanhado como ultimamente e não estou a dizer pela Marta, mas principalmente acompanhado pelos meus guias, mestres e anjos que me acompanham. Sinto a sua presença - eu que nunca fui, embora quisesse muito, capaz de sentir ou receber as suas mensagens, talvez por ter também tanto medo quanto vontade - e é daí que também surge o apelo às terapias. Tirei um curso de leitura de aura que não sou capaz de usar em meu proveito, não conseguindo visualizar as mensagens que me são enviadas. Visualizar ou validar. A minha desculpa era sempre a falta de tempo. Pois agora vou ter tempo, mas preciso também de ter disciplina, para não me perder.

Por falar em apoio, fui ter hoje com os meus pais, falar com eles e contar-lhes o que se passou. Ainda não tinha dito nada porque ainda não me sentia preparado e queria que fosse pessoalmente. De certa forma tenho andado meio apreensivo por este encontro porque sabia aquilo que me iam dizer e tinha medo de não ser capaz de suportar com as questões que, compreensivelmente, iriam colocar, mas correu tudo bem. Não me abalaram as convicções e consegui, acho eu, que me compreendessem. De certa forma também sei que posso contar com eles e nesse ponto a Marta, sempre ela, também foi uma ajuda fundamental. Não sou mais um rapaz assustado. Sou um homem falível como todos os outros, mas sou um homem. O rapazinho não morreu, nem se foi embora, ele está cá, mas ele não está mais assustado. Ele está feliz e eu sou dono do meu destino. O rapaz vai-me guiar até à felicidade e eu vou protegê-lo do mundo lá fora, mantendo-nos alinhados com aquilo que queremos.

Juntos, somos todos um.

19-02-16

Odeio estas formalidades, mas faz parte e estou agradecido. É melhor do que estar nove horas num sítio onde não quero estar. Não posso pensar que perdi uma manhã e sim que ganhei uma tarde. E enquanto estava lá, muita coisa me surgiu na cabeça. Vou criar um site para as terapias. E também senti o apelo de aprofundar os meus conhecimentos ou pelo menos aplicá-los mais. Sei que ainda ontem escrevi de que queria focar-me numa coisa de cada vez, mas simplesmente não estou a conseguir e aquilo que eu já aprendi é que quando o rio me leva numa direcção, não devo oferecer resistência. Vou onde o rio me levar. Escrita e terapia e seja o que vier mais. E sim, há mais, pelo menos estou com outras ideias. Estou on fire e é bom. Sinto-me capaz de fazer tudo e se antes tinha pena de que o meu dia não estivesse mais horas, esse sentimento não mudou já que com as ideias que estou a ter, parece que não há tempo suficiente.

Uma coisa também tenho que dizer, o apoio da Marta é fundamental. Ela não deixa sequer eu começar a desanimar. A minha tendência para pensar negativo não foi erradicada e assim que por algum motivo começo a demonstrar dúvidas em relação ao futuro, ela surge como uma barra de ferro - que me atinge na cabeça para eu recuperar a sanidade. 

Sou ou não sou o homem mais feliz do mundo?

18-02-16

Passei o dia de volta da internet, à procura de um curso. E foi positivo. Claro que se tivesse no trabalho ia ficar frustrado por usar o meu tempo livre todo numa só coisa. Bem, curiosamente... acabei por usar o meu tempo livre todo numa só coisa, mas deu frutos. Encontrei um curso de escrita criativa que me deixou mesmo entusiasmado. Comecei logo a imaginar-me a viver da escrita, sem ter de sair de casa. Mas não vou ficar por aqui. Tenho mais uns planos, voltar apostar forte nas terapias, tenho sentido o apoio mas não me posso perder, tenho que fazer uma coisa de cada vez para não me deslumbrar. Amanhã também já tenho o dia ocupado, tenho que ir ao centro de emprego, apresentar o papel para o fundo de desemprego. É só uma fase. Vai servir para dar o salto para aquilo que desejo.

A liberdade está aqui.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

17-02-16

Excelentes notícias! Graças à minha chefe, que mexeu uns cordelinhos, vou ter direito ao fundo de desemprego. Não contava com isto, até porque a minha decisão foi impulsiva, mas o que é certo é que ela compreendeu inteiramente a situação e fez com que me passassem a carta para o fundo de desemprego. Pelo menos agora tenho alguma segurança, voltar a estudar e  a aprofundar aquilo que quero seguir, seja na escrita, seja na música ou até mesmo na parte mais esotérica. Não interessa muito agora, o que interessa é que eu tenho escolhas ilimitadas. As oportunidades estão em todo o lado. E isto não me sai da cabeça. Eu tenho escolhas ilimitadas, as oportunidades estão em todo o lado. E é o que eu sinto. Sinto que abri uma porta que sempre esteve fechada, não porque a vida é má, ou porque tudo conspira contra mim, mas sim porque eu não a abri. Finalmente que me permiti a tal! Finalmente consigo ver para além o que tenho à minha frente. Agora é a parte divertida, a parte de começar a ver o que há para mim. Começar a deixar fluir. Ver e sentir aquilo que o rio me traz e sem resistência, seguir no melhor momento.

Bons momentos, boas ondas, boas sensações que me chegam.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

16-02-16

Hoje foi um dia produtivo. Começo a encontrar finalmente forma de organizar o meu tempo. Tudo bem que não estar ocupado durante nove horas também me dá mais tempo livre, mas a verdade é que independentemente disso, sempre tive dificuldade em gerir o meu tempo. Quanto mais tempo livre tenho mais tempo desperdiço em coisas que não têm interesse. Pois hoje foi o início de uma nova fase na minha vida (isto após a nova fase que foi despedir-me após quase nove anos na empresa), em que consegui dar pequenos passos muito importantes para a conseguir aquilo que quero. Trabalhar a partir de casa. Inscrevi-me num curso online de escrita criativa - vai exigir investimento mas estou a seguir o meu coração e não há como errar com isso. Também consegui fazer exercício. Correr até não conseguir mais. Foram os cinco minutos intensos, mas espero ir aumentando aos poucos, afinal, um dia inteiro sentado, isto durante todos os dias da semana, faz com que a minha resistência seja bem baixa. Também comecei a criar um site para as minhas terapias e espero amanhã começar a fazer alguma divulgação.

As coisas estão em movimento.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

15-02-2016

Chega de me lamentar. Eu não escolhi despedir-me por ser um fracassado que não aguento estar num trabalho que me consume. Eu escolhi despedir-me porque sei que a minha vida passa por um outro caminho, que há coisas melhores para mim, que há algo mais, algo maior para mim, que tenho capacidades para muito mais. Demasiado tempo estive adormecido e demasiado tempo estive à espera. É chegado o momento de tirar a cabeça do rabo e começar a fazer algo por mim, por aquilo que quero para mim, por aquilo que há para mim, por aquilo que mereço e se antes poderia pensar que eram três coisas distintas, agora tenho a certeza que não. Há um mundo de possibilidades à minha espera, eu sei que sim, eu sinto que sinto. Sinto-o como se estivesse à minha frente. A sensação de estar no caminho errado, de estar preso enquanto a vida passa no outro lado da vedação acabou. Hoje estou verdadeiramente livre para seguir o caminho que vi sempre à distância. 

Eu estou no caminho!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

14-02-2016

Dia dos Namorados. Acho que não fui a melhor companhia para a Marta mas ela... ela está sempre presente para mim. Incansável. Acho que se não fosse isso não seria capaz de avançar, mas agora o peso da responsabilidade da minha acção vai falar mais alto. Não posso trair a confiança dela, não vou trair a confiança dela!

Amanhã... é o primeiro dia em que não vou me levantar cedo.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

13-02-2016

O dia passou à frente dos meus olhos e não fiz nada. Cada vez mais sinto-me inútil e eu sei que tenho que sacudir este sentimento, não posso cair nos mesmos poços onde caí antes. Tenho que me dar um abanão a mim próprio. Mas não hoje, hoje estou exausto demais para isso. Amanhã, amanhã é um novo dia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12-02-2016

Hoje deve ter sido um dos dias mais difíceis da minha vida.Ter uma conversa sobre algo que tenho dentro de mim há tanto tempo e manter a coerência emocional não foi fácil. Foi neste momento que passei em revista tudo aquilo que vivi desde o início de Novembro de 2007. Todas as quedas que dei, todos os buracos fundos que escavei e a forma como consegui recuperar de tudo isso. Conseguir fazer algo que nunca julguei pensar ser capaz, vencer os meus medos, vencer os meus traumas, conseguir ter auto-estima. Este trabalho trouxe-me muito destas conquistas mas foi graças à minha perseverança que consegui superar tudo. Estou grato ao trabalho pelo desafio e pela estabilidade que me trouxe, mas neste momento estava mais que provado que tinha que dar o passo seguinte. O passo que nunca dei por receio. Nunca contei isto nestas páginas mas já antes me despedi. Foi no final de 2000... Outubro, se não estou em erro. Na altura fiz um braço de ferro com o meu patronato que resultou em ter de me demitir para não perder face. Sei que o fiz (por muito que a memória e a distância do tempo nos deixe a tendência para romantizar o que se passou) como uma forma de fuga. Não quis enfrentar as mudanças que iam haver e estava até revoltado com elas. Comparando-me com agora, 16 anos mais velho (tanto tempo, e parece que foi ali tão perto... e mesmo assim, uma vida inteira de mudanças passou) não é uma fuga, por muito que já me sentisse sufocado por tudo. Não é uma fuga, é o início do meu caminho. Do meu projecto pessoal. No início de hoje tive muito medo do início do dia de amanhã. O dia em que me levanto e sento na cama e faço a pergunta.

"E agora?"

No final do dia de hoje não fiquei mais esclarecido. Estou mais leve, sem dúvida, mas continuo sem saber o que raio vou fazer à minha vida. Encará-la. Foi o que me decidi a fazer. Deixar de fugir de mim mesmo, daquilo que sinto e encarar o que me estava acontecer. Não fugi com receio, fui em direcção à paz. Tenho valor, sei aquilo que valho, sei o que consigo fazer, sei o que quero. Quero fazer muita coisa... demasiadas coisas, é certo, mas mesmo assim, quero começar por algo. Quero ter o orgulho de poder dizer "Eu criei isto. Estão aqui as minhas lágrimas, o meu sangue e suor". Neste momento já consigo dizer isto pela minha passagem neste trabalho. Foram quase dez anos, mas agora... agora vou começar o meu caminho. O meu verdadeiro caminho.

Tudo começa aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

11-02-2016

Estou exausto. Embora possa dizer hoje, com ou sem orgulho - não interessa - que já passei por muitas merdas na minha vida, que já consegui superar muito buraco negro na minha vida, neste momento... estou exausto. Não estou triste, não estou deprimido. Apenas estou exaurido. Sem energias, sem vontade de fazer o quer que seja. Não há nenhum pingo de emoção nisto de tristeza. Apenas cansaço. Estou tão cansado que nem tenho energias para tentar perceber se cansaço é uma emoção. Não interessa... por mais que ande cheio de raiva pelo mundo, não passo de um hamster às voltas na roda. E esta conclusão sempre me deixou resignado. Não há nada que possa fazer, não há nada a fazer. Estou preso. Bem... que se lixe.

Vou-me despedir!