Engraçado por vezes como nós nos esquecemos das coisas mais importantes da nossa vida... ainda há pouco tempo falei de que devo seguir o meu coração e de focar a minha atenção nisso. E não nas coisas. E com estas coisas todas, deixei em segundo plano o que deveria estar sempre em primeiro: a Marta. E não se trata de dar-lhe mais atenção ou de lhe comprar coisas ou seja do que for... é estar presente. Estar presente para a luta da vida dela, para a missão da vida dela, uma luta que tem travado sozinha e em desvantagem porque tem um inimigo formidável - ela própria. Muitas vezes sinto que não há nada que posso fazer mas não posso conformar-me com isso. Não posso e não vou.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
26-05-16
Hoje é dia de exercício. Amanhã não me mexo. Engraçado como os feriados se tornaram em dias iguais a tantos outros. É assim que soa a liberdade.
25-05-16
Entre esta semana e a próxima vou dividir o meu dinheiro e doar às pessoas mais próximas. As coisas boas não acontecem apenas às pessoas más, nem aos que enganam, nem aos que roubam. Está na hora de equilibrar um pouco a balança.
24-05-16
A questão que me fica na cabeça é... porquê? Porquê tanto tempo a negar-nos aquilo que somos e aquilo que queremos? Medo, sem dúvida. Quem me ouvisse falar diria que toda esta retórica advém do facto de ter ganho o euromilhões, mas a verdade é que me despedi antes de ter o prémio. Segui o coração. Esse facto não me posso nunca esquecer. Seguir o coração. Acreditar. Acreditar em mim. Acreditar. Na próxima semana, saiem os resultados do concurso de escrita infantil. Eu acredito que já ganhei, porque acredito no trabalho que fiz. Não é pela necessidade, não é por carência. É justiça. Fiz o melhor trabalho, mereço ganhar, mereço ser recompensado por isso, pelo que a vitória é completamente justa.
23-05-16
Hoje passei o dia a escrever. Não nas críticas, que é algo mais natural, mas de volta a escrever personagens. Histórias. É como voltar a falar com velhos amigos. Não fluiu totalmente e nem eu esperava que fluísse mas eu também não tenho pressa. Aquilo que o dinheiro me trouxe foi a capacidade comprar tempo.
22-05-16
Acho que vou adiar a coisa da capa durante uns tempos. Aquilo que disse ontem faz cada vez mais sentido. Não estou a dizer que não seja importante mimar-me e mimar a Sónia com tudo aquilo que queremos ter. Muito importante mesmo, mas a verdade é que estas coisas todas - uma nova casa, possível novo carro, seja o que for - são apenas coisas e não foi para acumular coisas que eu me despedi e iniciei esta nova fase. Foi para ir à procura da minha felicidade. E onde está a minha felicidade? Meses atrás felicidade era não ter que ir trabalhar no dia seguinte, neste caso amanhã, que é segunda. E isso já consegui. Então o que vem a seguir? Trabalhar naquilo que me dá prazer. É esse o grande objectivo. Desde o início. Por muito que tente mascarar com outras coisas, com stresses de relações, com preocupações financeiras, a grande questão, a grande luta sempre foi essa. Não ocupar o tempo com aquilo que quero fazer. E é isso que quero fazer.
21-05-16
Não perder do horizonte aquilo que é realmente importante. Não ceder às distracções que nos desviam do caminho. Este é o meu foco.
20-05-16
Por vezes a vida coloca-nos em contacto com o passado apenas para nós termos a percepção de como as coisas mudaram e como continuam, na sua essência, na mesma. Hoje encontrei três amigos meus, por acaso, sem qualquer plano e acabei, ao falar com eles, por reparar em como tanto mudou desta a última vez que estivemos juntos. Três conversas, no mesmo dia, de pessoas diferentes, que não se conhecem umas às outras - pelo menos não creio que se conheçam e com as quais consegui falar de coisas diferentes, todas me contaram coisas diferentes, mas o tópico foi todo o mesmo: mudança de vida. Todos mudaram de vida, todos, com mais ou menos apoio, mas igual convicção, se mandaram para o grande vazio, dando um salto de fé, em direcção à busca. A busca que o coração ditou, tal como eu. Foi bom. Além de matar as saudades destas pessoas - e demasiadas vezes acabo por me esquecer das pessoas, apesar da elevada estima que tenho por elas, por não me conseguir afastar do quotidiano e da rotina para dedicar-me a elas. A vida dá muitas voltas e nós só temos que aproveitar a boleia. Aproveitar a onda e deixar-nos ir. E quando nos deixamos ir, não há lugar para preocupações. Vamos ser levados até onde precisamos de ir. Apenas temos que aprender a desligar.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
19-05-16
E o carro já está encaminhado. Menos uma coisa. Poderia muito bem continua a pagar a prestação, o dinheiro agora não é um problema mas preciso mesmo de me sentir livre. E quero despachar esta fase o mais rápido possível. O proxímo passo será comprar uma nova casa para nós, quero dar a casa dos sonhos da Marta. Sei que ela não quer algo muito grande, mas gostava de arranjar algo rústico, que tivesse um espaço para um jardim, um espaço para os animais andarem à vontade... e queria fazer-lhe uma surpresa. Ando a começar a ver casas, algo tipo vivenda mas acolhedor. Vai ser um desafio tratar disto sem que ela se aperceba de nada, mas tudo se consegue.
terça-feira, 24 de maio de 2016
18-05-16
Incrível... não tinha dinheiro e o meu maior problema era o tempo. Agora já tenho dinheiro e estou a tratar de tantas coisas que acabo por não ter tempo para aquilo que me dá mais prazer e acabo por sentir que também não dou a atenção que a Marta merece e acabo por sentir culpa. Não é que não esteja com ela, mas é por sentir que não faço tudo aquilo que queria fazer. Lá está, é um problema meu, das minhas expectativas. Esse sempre foi o problema, diga-se de passagem. O dinheiro não passa de uma ilusão, assim como a falta de dinheiro é impeditivo para o quer que seja. E isso coloca muita coisa em perspectiva.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
17-05-2016
Burocracia. Às vezes até apetece ter dívidas apenas para não ter que lidar com a burocracia. Apetece mas não passa disso porque a vontade de me livrar do sistema é tão grande que podia passar mais um mês nisto. A primeira etapa é a casa, pagá-la de uma vez, fica em meu nome e acabou-se os problemas. Incrível as dificuldades que um banco levanta e aquilo que tem que se pagar para nos livrarmos dos juros. Espero esta semana ficar com isto resolvido. A segunda etapa é tratar do carro. Amanhã é que vou pegar nisto mas pelo o que estive a ver também vou ter que pagar um balúrdio para me ver livre da prestação. Não quero saber, pelo menos já não me espremem mensalmente, espremem-me de uma vez só. Liberdade!
Bem... entretanto, enquanto me foco nisto, estou com a cabeça noutros sítios: nova casa, até porque se a família se vai expandir (e ela vai-se expandir) precisamos de mais espaço. Depois... ando com umas ideias loucas... e que tal uma editora? Não, para já não, é muito cedo. E uma rádio? Real, profissional... Tentador... mas será que eu quero mesmo andar mais preocupado depois com algo que deveria me dar prazer. E um estúdio? Igualmente tentador, mas precisaria sempre de uma parceria, de alguém que pudesse partilhar. Uma casa de terapias? Eu bem vejo pelos meus amigos e amigas terapeutas que têm um espaço, abrir e fechar a loja, trabalhar mais de 12 horas por dia. Claro que há amor à coisa mas não é isso que procuro. Não mesmo. Quero dedicar-me às terapias, à escrita, à música. Não quero mais prisões. Não, tudo a seu tempo. A tentação para dispersar é muita mas estou focado no que quero. Liberdade!
terça-feira, 17 de maio de 2016
16-05-16
Segunda-feira, início da semana, início de uma nova fase. Primeira, ir levantar o dinheiro e ter o apoio psicológico. Estou tão motivado, que acho que eu é que vou dar apoio psicológico a eles todos. Já tenho muitos planos para o dinheiro e sei que no final não vou ficar com quase nenhum, a não ser o essencial para a minha ou nossa sobrevivência. Já lá vamos, temos tempo para ver isso depois.
14-05-16
Houve uma vez que me queixei que o meu sobrinho recebia demasiadas prendas e demasiados mimos materiais. Isto foi por demais evidente num natal em que ele recebeu tanta prenda que nem sabia para onde se devia voltar. Assim estou eu. Abriram-se todas as possibilidades ou grande parte delas e eu não sei o que fazer. Ou melhor sei, porque o deslumbramento é momentâneo mas é fácil perder-me naquilo que quero fazer. Para já, não quero descurar o trabalho. Nada mudou. Eu não tinha os meus planos de trabalho para ficar rico, seria para ficar feliz. A partir do momento em que o dinheiro não é um problema, não quero perder muito tempo com ele. Vou concentrar-me no ser feliz. Hoje vou aproveitar e vou passear mais a Marta. Há muito tempo que não passeamos sem destino. Quer dizer, acho que nunca o fizemos... não interesa, é agora!
segunda-feira, 16 de maio de 2016
13-05-16
Querido diário, lembras-te da conversa de ontem? É só para te dizer que ganhei o Euromilhões.
É verdade, podes não acreditar mas é verdade. Ganhei o euromilhões, quando finalmente estava em paz, vá lá, paz relativa. E sabes o que mudou? Nada. Quer dizer vou começar a tratar de uma série de questões, como pagar a casa e o carro, mas fora isso, o plano é o mesmo. Apenas com mais calma.
Calma... nunca esta palavra me soou tão verdadeira.
12-0516
Não devemos colocar as nossas esperanças numa coisa... não é por nos virmos a desiludir - a velha máxima de toda a minha vida até o ano passado ou coisa que o valha - é porque quando estamos a colocar as nossas esperanças numa coisa, estamos a fechar as portas às outras que não conhecemos. Estamos a dizer que "tem que ser isto", ou "tudo ou nada", quando há tanta coisa que não conhecemos. Como por exemplo, o facto de eu ter concorrido ao concurso de escrita infantil. Sei que vou ganhar, ou melhor, já ganhei, não por causa do prémio cair que nem gingas mas principalmente porque sei que mereço, que a história que escrevi é mesmo muito boa. Mereço o prémio que vou ganhar, não é um prémio de consolação de por ser um rapaz porreira e sofredor, por ter passado por muito na vida nas mãos das outras pessoas e sobretudo nas minhas. O trabalho que fiz merece!
Mas é difícil contrariar anos e anos de pensamentos contrários. Mas não é impossível. Manter-nos abertos a tudo o que seja positivo, sem ter interferências do negativo. Apenas é necessário algum treino, persistência e acção - mais que não seja ao nível da escolha dos pensamentos.
11-05-16
Confesso que esta fase está a superar todas as minhas expectativas. Sei que sempre vi isto como o El Dorado e que as coisas não são tão douradas assim - até porque o que não falta é trabalho, mas a verdade é que desde muito novo senti desejo de ser reformado. De poder ter o rendimento certo, muito ou pouco não interessa, e poder fazer aquilo que desejasse. Seguir as minhas paixões. É basicamente o que estou a fazer. Obviamente que tenho que ter cuidado para não viajar na maionese - já saquei o programa para orientar o meu trabalho, as minhas pausas e os meus pedaços de exercício que faço para me manter a mexer - e motivar-me constantemente a procurar e estar aberto a novas coisas. Dá trabalho, é certo, mas quando é feito com paixão, não é trabalho. É diversão. É paz, uma paz que se traduz em noites melhores dormidas - ainda falta um pouco para chegar ao ideal, mas a melhoria é palpável - e a viver com esperança.
Viver com esperança... parece coisa de ficção ciêntifica não parece? É real!
sexta-feira, 13 de maio de 2016
10-05-16
Ainda ontem estava a pensar na evolução que fiz em relação à flexibilidade do tempo e hoje estava a pensar como apesar do futuro ainda ser um horizonte difuso, em como as minhas perspectivas são postivas. Não se trata de simplesmente ter a esperança de que vai surgir algo num futuro - essa expectativa tive eu no ano passado e foi por chegar à conclusão de que ela nunca mais chegava que tive que mandar-me para a frente e despedir-me. É ter a certeza de que as oportunidades estão aí e que lentamente, por vezes a minha ansiedade diz que é lentamente de mais, estou a conseguir permitir que elas venham até mim. Estou a conseguir estabelecer mais parcerias e a conseguir chegar a mais pessoas, cada vez mais, através do facebook. Ainda não encontrei a tal ferramenta para conseguir cronemetrar o tempo e emitir uma espécie de alarme, mas não passa desta semana!
09-05-16
Uma das consequências do concerto e de todas as coisas que surgem quando não estão na rotina, é eu sentir que não tenho tempo para tudo. Talvez continue a gastar demasiado tempo com coisas que não interessam. Talvez não, definitivamente. Acabo por dar por mim a navegar na maionese e a perder demasiado tempo e sobretudo com energias com coisas que não têm finalidade nenhuma. Dão-me um certo gozo, confesso, mas mesmo assim, encaro-as como obrigação. Até poderiam fazer sentido a uma certa altura, mas que neste momento não fazem sentido nenhum. Lá está, é aquilo que disse uns dias atrás, flexibilidade. Flexibilidade para ter paz de espírito, para não me obrigar a fazer coisas que não são mais do que sobrecargas em termos de tempo e energia. Não é uma questão nova, e sei que não é a primeira vez que falo disto aqui, mas também acabo por sentir que já não encaro da mesma forma. Ainda estou longe do ideal, mas também não estou totalmente insensível, cego e surdo a esta questão. As coisas também não acontecem de um dia para o outro e só acontecem se nós permitirmos que aconteçam. Esta última parte é grande bloqueio, para tudo.
08-05-16
Chuva torrencial, mais de sete horas em pé e um concerto que não me encheu as medidas, mas mesmo assim não me arrependo. O facto de ter estado sempre com a Marta facilitou. Facilita tudo. Mas a realidade é que o concerto não teve o impacto desejado e aquilo que acho que está na base deste sentimento é o facto de ter de fazer a reportagem. Acho que desde que faço críticas e reportagens, torna-se tudo muito racional e pouco sentido. Não que seja o paradigma da racionalidade a escrever porque é tudo à base do sentimento mas mesmo assim, o concerto não bateu da forma como desejaria - os bilhetes foram tão caros que justificaria-se ir à lua e voltar. Talvez apenas seja uma indicação da mudança dos tempos, ou da minha mudança através dos tempos.
06-05-16
Véspera de concerto. É incrível como ultimamente desvalorizo completamente os concertos. Antes era algo pela qual ansiav, principalmente uma banda como AC-DC mas cada vez valorizo mais o facto de estar em casa no meu cantinho, mas lá está, não me posso acomodar, não posso deixar de expandir a minha zona de conforto. O problema é conseguir distinguir entre o que é expandir a minha zona de conforto ou simplesmente fazer coisas que não quero fazer apenas por obrigação de sair da zona de conforto. Lá por fazer queda livre ou injectar heroína para a veia seja sair da zona de conforto não quer dizer que sejam coisas propriamente úteis. Bem, mas divado, estamos a falar de AC-DC, a banda do primeiro concerto que vi e a banda do primeiro concerto que a Marta viu. É justiça poética ir com ela e ser o nosso primeiro concerto de AC-DC lado-a-lado. Só por isso chega.
05-05-16
É engraçado como passo quase toda a minha vida a lutar entre extremos, entre o muito bom e o muito mau, entre o andar ao sabor da ordem neurótica ou do caos selvagem. Já experimentei muita coisa e já vivi muita coisa e a conclusão a que chego neste ponto é que preciso de rotinas para produzir. Para fazer. Seja o que for. Preciso de rotinas. No entanto, também preciso flexibilidade. Ser como o bambu para me vergar e não partir. Como a água para me adaptar, para fluir, para seguir o meu caminho não importando os obstáculos. A água, tal como a vida, encontra sempre uma forma, encontra sempre um caminho para se desenvolver. Talvez não seja o caminho desejado, talvez não seja a forma desejada, mas é algo que poderá levar a coisas melhores até do que aquelas que se desejavam. Assim sendo, vou estabelecer horários para tudo. Para trabalhar na escrita, para trabalhar na divulgação das terapias e para fazer exercício. Vou ver se existe alguma espécie de registo em programa ou no pc ou no telemóvel para conseguir fazer um controlo mais fiável. Não apertado, mas pelo menos para ter uma orientação de quantas horas estou a dedicar e se é tempo de passar à coisa seguinte. Claro que se estiver a fluir, não será razão para interromper a meio, daí vem a questão do saber deixar fluir, mas um passo de cada vez.
terça-feira, 3 de maio de 2016
04-05-16
O facto de fazer mais exercício tem-se notado na hora de fazer as massagens, principalmente naquelas que faço no chão. Já não acabo de fazer a massagem e sinto que tenho que ir para fisioterapia. Estou tentado em meter-me numa aula de Yoga para ganhar ainda mais flexibilidade. Aquela aula no final do ano passado, uma coisa muito, muito, mas muito leve, serviu para ver as vantagens que posso ter para o corpo.
03-05-16
O que mais me lembro nesta altura é do meu reflexo de meses atrás. Dormir mal, andar stressado. Não é que agora não tenha coisas que me preocupem mas é muito mais leve em relação a uns tempos atrás. Agora tenho uma perspectiva de algo melhor. Agora sinto que estou a construir um futuro e não apenas a tentar sobreviver no presente. Não chega, eu sei, quero muito mais. Mas é o sentir que estou no caminho, que estou na estrada, onde tudo acontece, onde a vida acontece. Numa vasta floresta onde existem perigos, é certo, mas também oportunidades e não levado em correntes de sítio para sítio, sempre os mesmos sítios. Com os olhos abertos mas a alma fechada. É eu poder dedicar mais tempo ao que me preenche à alma, poder dedicar mais tempo ao meu corpo. Com disciplina, inegável, porque de outra forma nada se faz, mas também com flexibilidade, com compaixão. Sendo capaz de ouvir o que sinto, ouvir o que quero, ouvir o que preciso. Capaz de viver melhor ou viver realmente. Sempre tive medo da vida fora da bolha... agora... o ar cá fora é bem mais agradável.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
02-05-16
Olhando para trás, consigo perceber que uma das coisas que também pesou para o meu cansaço ou esgotamento quando trabalhava era ficar tanto tempo longe da Marta. Pode parecer parvo já que estávamos juntos todos dias mas mesmo assim, acabava por ficar com saudades, apesar de nunca lhe ter confessado isso. Continuamos a não estar juntos todo o dia, porque ela vai trabalhar, mas passamos mais tempo juntos. Levantamo-nos à mesmo hora e acaba por ser diferente. Melhor.
domingo, 1 de maio de 2016
01-05-16
Dia da mãe. Engraçado, não me recordo como foi o ano passado, mas este ano parece que estou a dar uma importância ainda maior neste dia. Não sei se é de todas as mudanças que estou a fazer na minha vida, se essas mudanças tiveram algum impacto inesperado interiormente ou se simplesmente estou a ficar mais velho e mais sensível, mas o que é certo é que sinto algo que me faz querer estar mais próximo da minha mãe. Não só neste dia, mas de futuro. Infelizmente a distância geográfica não me permite a isso, mas sei que é algo temporário. Não sei porquê. Nem se trata propriamente de um desejo, é algo que sinto como verdadeiro, é algo temporário. É graças a esse desejo e essa vontade é que o que antes era impossível se torna possível. O longe faz-se perto e o impossível, possível.
Feliz dia, mãe.
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