O que mais me lembro nesta altura é do meu reflexo de meses atrás. Dormir mal, andar stressado. Não é que agora não tenha coisas que me preocupem mas é muito mais leve em relação a uns tempos atrás. Agora tenho uma perspectiva de algo melhor. Agora sinto que estou a construir um futuro e não apenas a tentar sobreviver no presente. Não chega, eu sei, quero muito mais. Mas é o sentir que estou no caminho, que estou na estrada, onde tudo acontece, onde a vida acontece. Numa vasta floresta onde existem perigos, é certo, mas também oportunidades e não levado em correntes de sítio para sítio, sempre os mesmos sítios. Com os olhos abertos mas a alma fechada. É eu poder dedicar mais tempo ao que me preenche à alma, poder dedicar mais tempo ao meu corpo. Com disciplina, inegável, porque de outra forma nada se faz, mas também com flexibilidade, com compaixão. Sendo capaz de ouvir o que sinto, ouvir o que quero, ouvir o que preciso. Capaz de viver melhor ou viver realmente. Sempre tive medo da vida fora da bolha... agora... o ar cá fora é bem mais agradável.
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