Uma das consequências do concerto e de todas as coisas que surgem quando não estão na rotina, é eu sentir que não tenho tempo para tudo. Talvez continue a gastar demasiado tempo com coisas que não interessam. Talvez não, definitivamente. Acabo por dar por mim a navegar na maionese e a perder demasiado tempo e sobretudo com energias com coisas que não têm finalidade nenhuma. Dão-me um certo gozo, confesso, mas mesmo assim, encaro-as como obrigação. Até poderiam fazer sentido a uma certa altura, mas que neste momento não fazem sentido nenhum. Lá está, é aquilo que disse uns dias atrás, flexibilidade. Flexibilidade para ter paz de espírito, para não me obrigar a fazer coisas que não são mais do que sobrecargas em termos de tempo e energia. Não é uma questão nova, e sei que não é a primeira vez que falo disto aqui, mas também acabo por sentir que já não encaro da mesma forma. Ainda estou longe do ideal, mas também não estou totalmente insensível, cego e surdo a esta questão. As coisas também não acontecem de um dia para o outro e só acontecem se nós permitirmos que aconteçam. Esta última parte é grande bloqueio, para tudo.
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