sexta-feira, 13 de maio de 2016

05-05-16

É engraçado como passo quase toda a minha vida a lutar entre extremos, entre o muito bom e o muito mau, entre o andar ao sabor da ordem neurótica ou do caos selvagem. Já experimentei muita coisa e já vivi muita coisa e a conclusão a que chego neste ponto é que preciso de rotinas para produzir. Para fazer. Seja o que for. Preciso de rotinas. No entanto, também preciso flexibilidade. Ser como o bambu para me vergar e não partir. Como a água para me adaptar, para fluir, para seguir o meu caminho não importando os obstáculos. A água, tal como a vida, encontra sempre uma forma, encontra sempre um caminho para se desenvolver. Talvez não seja o caminho desejado, talvez não seja a forma desejada, mas é algo que poderá levar a coisas melhores até do que aquelas que se desejavam. Assim sendo, vou estabelecer horários para tudo. Para trabalhar na escrita, para trabalhar na divulgação das terapias e para fazer exercício. Vou ver se existe alguma espécie de registo em programa ou no pc ou no telemóvel para conseguir fazer um controlo mais fiável. Não apertado, mas pelo menos para ter uma orientação de quantas horas estou a dedicar e se é tempo de passar à coisa seguinte. Claro que se estiver a fluir, não será razão para interromper a meio, daí vem a questão do saber deixar fluir, mas um passo de cada vez.

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