segunda-feira, 30 de junho de 2014

30-06-2014

Tempo. Nunca o tempo teve um peso tão importante desde que conheci a Marta, ao ponto de falarmos sobre isso. Sempre tive uma forma de esconder as minhas preocupações de tudo e de todos, principalmente por medo de não ser compreendido, por passar por fraco e/ou por me dizerem que isso não seria problema, mostrando-me a solução. No fundo, a maior parte dos meus problemas, desculpas... eu sei que têm fácil solução, porque eles são apenas falsos problemas que revelam apenas um: não querer quebrar com rotinas, ser rígido a esse ponto, não querer mexer com aquilo que está instituído na minha vida, tenha sido por mim ou por outra pessoa qualquer. E essa barreira sempre teve cá, estando disfarçada por alguns momentos, sendo criada a ilusão de que tinha sido ultrapassada por mim, mas nunca o sendo verdadeiramente. Digo, ou escrevo estas palavras sem qualquer intenção de fatalismo ou de vitimização. É apenas um admitir de algo que tenho vindo a lutar nestes últimos anos E é engraçado ver como as pessoas com as quais mantenho relações me ajudam a fazer isso de formas diferentes. A Catarina obrigava-me a cortar - não que ela fizesse de propósito, pelo menos todas as vezes - através de colocando outras coisas em cima da mesa e era um trabalho feito pela pressão. Com a Marta as coisas são diferentes. A pressão vem principalmente de mim e ela, por outro lado, tenta aliviar. A responsabilidade que sinto de estar a dividir a minha vida com ela faz com que queira estar presente, como é normal e expectável, no entanto, sem libertar o mínimo de pressão sobre as coisas que quero fazer. O facto de amanhã ter uma massagem e um concerto e de na quinta e sexta-feira ir para o norte em trabalho e de no fim de semana ter curso de leitura de aura, também ajuda a cimentar essa pressão.

Por falar em curso de leitura de aura, as minhas tentativas de treinar não têm sido bem sucedidas, as imagens que me surgem têm tudo menos a rosa. Quer dizer, comecei por ver a rosa, mas depois apareceram-me montes de imagens nas quais não consegui encontrar nem sentido nem identificação. De alguma forma, isso também me está a causar confusão, mas vou fazer um pacto comigo mesmo, um pacto que já fiz antes e que resultou. Vou baixar a pressão, vou deixar fluir, vou deixar ir o controlo.

Ah e não me posso esquecer de limpar a casa. Eu e a Marta sentimos que ela precisa de ser limpa. Principalmente a sala.

domingo, 29 de junho de 2014

29-06-2014

Hoje foi um dia de descanso. Quando normalmente há um dia de descanso, há sempre um pouco de culpa, por tudo aquilo que há para fazer e também hoje isso não foi excepção. Mesmo assim, o prazer que foi dormir até tarde, dormir a sesta, ou simplesmente deixar-me dormir foi superior a qualquer sentimento de culpa que pudesse aparecer. E apareceu. Mesmo assim, o mais forte foi mesmo em relação ao curso da leitura de aura. É no final desta semana e em todos estes dias, cinco semanas, apenas pratiquei um dia e mesmo assim foi mal. A Marta também está na mesma situação, embora ela não esteja tão preocupada como eu. Também não se pode dizer que seja propriamente preocupação. É mais culpa. Afinal, numa altura em que tenho dificuldades de dinheiro, o gastar dinheiro no curso e se calhar não o aproveitar verdadeiramente ou a mera hipótese de o estar a gastar para nada... é um pensamento que me incomoda.

Aquilo que nós pensamos é aquilo que nós temos. Talvez a Marta tenha razão, embora, nessa linha de raciocínio, se pensar bem... como é que posso ter resultados se não me aplicar para os ter? A não ser que seja algo que não me interesse verdadeiramente. Sendo assim, porque é que estou a gastar dinheiro nisso? Talvez seja algo como os artistas que têm sucesso. Dificuldade em ter inspiração, quando deixam de ter aquela fome, aquela que tinham quando precisavam de ter sucesso. É tudo uma questão de inspiração e eu ainda não encontrei a minha.

Mesmo assim, foi um domingo descansado.

sábado, 28 de junho de 2014

28-06-2014

Cheguei a casa e caí para o lado. Apesar de não ter sido uma noite perfeita em termos de descanso - acho que ainda me estou a habituar ao colchão - acho que descansei mais do que o costume. E o concerto foi brutalíssimo. Ouvir aquelas músicas todas que me marcaram na minha infância e adolescência, que basicamente foram os meus melhores amigos quando senti que não tinha nenhum, foi uma sensação forte demais. Ver aquele sósia do Freddie Mercury e restantes companheiros e ouvir aquelas músicas ao vivo foi um voltar atrás, um visitar um passado que não visitava há muito tempo. Fazê-lo ao lado da Marta, foi como se estivesse seguro, como se ela fosse a minha âncora com uma realidade que sempre desejei mas que muitas vezes julguei impossível. Houve uma música, no entanto, que me deitou abaixo. Ouvir a "Save Me", ouvir aquele poema quando ele já foi cantado tantas vezes da minha boca acompanhado de lágrimas a cair, levou-me novamente a tê-las à beira dos olhos. Não foram os tempos passados, a dor, a saudade, o relembrar do que já vai. Foi pegar na intensidade desses tempos, na intensidade que esses tempos dão à música e ao seu tempo e juntar ao facto da Marta estar ali comigo e na forma como ela realmente me salvou sem eu querer admitir ou reconhecer. Por muito que diga (e saiba que seja verdade) que antes de começarmos, eu ser um completo, a verdade é que com ela sou mais que um, sou mais do que apenas eu. Sou algo mais. Algo que não fui antes. Algo que sempre quis ser. E ao tentar cantar, as palavras não saíram por embargo das lágrimas que tentei conter a todo o custo. Agarrei-a e apenas consegui repetir em uníssono com o falso Freddie Mercury:

"I'll love you 'til I die"

Nunca antes uma música, um sentimento e um momento se uniram de forma tão perfeita. Só por isso já valeu todo o cansaço do mundo.

27-06-2014

É engraçado como as coisas funcionam. Na quarta-feira fui fazer uma massagem quando não me apetecia e acabei por ficar grato. Não é a primeira vez que acontece e por isso já sabia de antemão que ia acontecer. Assim como sei que vai acontecer o mesmo com a massagem que tenho para o dia um de Julho. Depois do trabalho. Antes de uma reportagem de um concerto. Mais uma vez, não tenho a vontade de andar para um lado e para o outro, mas sei que depois me vou sentir muito realizado. 

Hoje o dia foi cansativo. Tive todo o dia na loja e agora estou de rastos. Apenas a fazer um pouco de tempo para fazer mais uma reportagem de uma banda tributo aos Queen. A forma como os Queen são importantes para mim não há palavras. É certo que hoje em dia repartem essa importância por muitas mais bandas mas houve uma altura de que eram apenas eles que estavam ao centro. É essa criança que vai ao concerto hoje, apesar do cansaço e apesar de querer ficar a dormir ou simplesmente a vegetar em frente à televisão. E o cansaço e as rotinas e tudo o resto que supostamente tenho em atraso passa para segundo plano. Supostamente é o que acontece quando se tem prioridades. Logo eu que nunca as consegui fazer, não da forma correcta, começo a tê-las quase sem me aperceber. Deve ser um sinal de que estou finalmente a ficar adulto.

26-06-2014

Que dia massacrante. Ultimamente só venho aqui escrever para contar do meu cansaço e só hoje reparei que já não o fazia há muio tempo. As novas tarefas estão cada vez a tornar-se mais pesadas. Não que as tenha já começado a fazer mas é o peso da responsabilidade que já começa a pesar. Peso da responsabilidade... quer dizer, é o peso da preocupação. Quando julgo que ando preocupado, na verdade as preocupações andam nas minhas costas a cozinhar formas de me atingir. Mas a questão principal não é surpresa nenhuma. Não para mim. Não gosto de surpresas, não gosto de mudanças da minha rotina, não gosto de pessoas novas a entrar na minha vida, nem de pessoas velhas a sair - se bem que existem algumas das quais não sinto saudades quando isso acontece. E isto tudo foi uma enorme mudança. Não é só o facto de estar a partilhar a minha vida com a Marta, é tudo o resto. As mudanças estão a acontecer, umas atrás das outras e depois de uma tão grande como esta, o que sinto a caminho é que vêm aí mais. Enquanto estou a tentar manter os pés no chão, a tentar familiarizar-me com o que tenho à volta, vem mais uma vaga que me desequilibra. Se antes, não ter o controlo de nada me assustava e paralisava, agora apenas me deixa ligeiramente hesitante e um pouco confuso. Ontem cheguei a casa e recebi uma chamada a dizer que tinha uma pessoa interessada para uma massagem, às sete e meia da noite. Inicialmente não sabia o que dizer. O meu lado comodista gritava não, que não queria ir, que ainda havia tanta coisa a fazer que não podia ir, mesmo que fosse para fazer aquilo que gostava. Não tendo mais razão contra que essa, disse que sim e agradeci. A massagem correu bem, embora tenha sido confrontado uma pessoa com algumas dificuldades em relaxar. Não fiquei tão satisfeito por não ter sentido que a tenha realmente ajudado, mas acabei por ficar grato, porque estes desafios são importantes para que cada vez me torne melhor naquilo que faço. Mais do que isso, ter as pessoas do espaço a agradecer-me por ter aceite em tão pouco tempo fazer a massagem, quando na verdade sou eu que fico grato por ter surgido a oportunidade.

Mesmo que a primeira reacção fosse não querer ir.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

20-06-2014

Hoje foi um dia especial. Um daqueles que marca o fim de uma era e o início de outra. O meu desejo sempre foi encontrar alguém que me compreendesse. Alguém que pudesse sentir o que eu sinto, que pudesse compreender aquilo que sinto, que pudesse ver o mundo pelos meus olhos. Susana e Catarina foram aquelas que mais me fizeram acreditar nisso. A primeira pela forma como me amava e idolatrava, a segunda pela forte ligação, inexplicável, que temos. A Marta foi a pessoa que mais perto chegou e sem esforço. Sem esforço da minha parte, sem esforço da dela. Foi ela que me ensinou o que é amar e amar, falta de melhor definição, é acontecer. Amar é ser. sem esforço. Simplesmente ser. Apesar disto, hoje apercebi-me que nem a Marta poderá ser aquilo que sempre procurei, porque na verdade - e disto eu sempre soube - eu procurava na Susana e na Catarina, de diferentes formas, amar-me a mim mesmo. Depositei nelas todas as minhas esperanças para essa tarefa que julgava ser impossível para eu próprio cumprir. Hoje sei que precisei delas para me destruir as minhas esperanças. Precisei de alguém que me amasse desesperadamente me abandonasse para saber que é possível amar-me intensamente, sem concessões. E a diferença que é não ter alguém que me ame dessa forma. Foi como se a minha parte que tivesse depositado na Susana, tivesse desaparecido assim que ela saiu da minha vida. Foi sentir, verdadeiramente, na pele aquilo com que fico quando coloco nos outros a tarefa de me amar a mim próprio. Precisei de alguém para amar desesperadamente para saber como é quando o amor está depositado na outra pessoa que não nos dá. Quando entregamos o coração a outra pessoa, que não nós próprios. E como ele fica aprisionado, refém, de dor, mágoa, solidão. Posso dizer que a minha vida bateu no fundo com estas duas mulheres.

E que lhes estou grato de uma forma gigantesca por isso.

A Susana está grávida e feliz com o seu marido. O único contacto que tenho com ela é através do facebook, onde de vez em quando vejo as suas actualizações. Tive a tentação de lhe dar as felicidades, mas depois pensei que... ela é feliz. Eu não lhe preciso de lhe dar nada.

A Catarina, apesar da fase algo conturbada que está a passar, também sinto que encontrou quem ama, apesar de todas as dificuldades que tem e apesar dos desentendimentos que tivemos os três, mas, sinto que o essencial está lá. E estou feliz por ela. E sei que estarei sempre com ela, nos momentos mais importantes, por perto ou à distância.

Elas duas contribuíram de forma inexplicável para o meu coração ter estado em paz, para que finalmente tivesse mais auto-estima. Elas aprisionaram o meu coração e deram-me a chave, dizendo:

"Depende de ti libertares o teu coração, quando estiveres pronto, vais fazê-lo".

E eu fiz. E quando o fiz, a Marta apareceu na minha vida. Temos descoberto que já tivemos montes de sítios, que temos muito em comum, mas aquilo que interessa nem é isso, o que interessa é o que sentimos um pelo o outro. Sem pesos, sem esforços, sem obrigações. 

Hoje marcou o dia em que o meu coração, segundo aqueles que se regem pelas modernas leis urbanas, se colocou numa prisão, em que vai, mesmo sem se casar, vai viver uma vida em comum com outro. E só me recordo de uma imagem que diz que quando se tenta aprisionar o quer que seja, o desejo de fugir será enorme. Quando a mente e coração é livre, nenhumas barras o aprisionarão.

Sinto-me grato por todas as pessoas que entraram na minha vida, sinto-me grato por todas as pessoas que participaram, que me marcaram, sinto-me grato pelas pessoas que permanecem na minha vida, mesmo sabendo que é tudo um momento, que tudo é efémero mas que nessa efemeridade, tudo é eterno. E as lágrimas caem do meu rosto, não por tristeza, não por alegria, mas por imensidão de sentimentos, por um vasto oceano de emoções e sobretudo de gratidão. Por ter sentido tanto amor, por ter tanto amor à minha volta, por ter as pessoas certas no momento certo e por chegar a este ponto. O ponto que sempre ansiei, o ponto em que eu disse que ia começar a viver, que ia ser adulto. Não me sinto adulto, mas sem dúvida que me sinto mais completo, sem dúvida que me sinto mais abençoado. Talvez este ponto tenha chegado catorze anos depois daquilo que tinha planeado, se calhar catorze anos foi o que eu precisei para estar pronto. Estando doze anos na escola, precisei de mais catorze na escola da vida para aprender o necessário - amar-me a mim próprio, deixar que me amassem, abrir o coração e... amar. 

Sem medos, sem inseguranças. 

Amar.

Esta é a tua dádiva para mim, Marta, meu amor. Conforme choro a escrever-te estas palavras que sei que tu vais ler mais cedo ou mais tarde, sei que quer estejamos juntos um dia ou cinquenta anos, aquilo que nos une é transcendental, aquilo que nos une é único. Aquilo que nos une não é uma prisão que prende os nossos corações, é uma casa, onde queremos estar. Dia após dia, a olhar um para o outro. Sem palavras para dizer.

E muito amor para sentir.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

19-06-2014

Hoje foi um dia exaustivo. Preparações para o começo das mudanças que são amanhã, a luta para que tudo corra bem com os preparativos e o stress a aparecer quando vejo que as coisas estão a correr fora do plano. Nem as palavras da Catarina, que me disse que tudo vai correr de forma a que tudo tenha que ocorrer no momento correcto, ajudaram a acalmar. Na verdade, até ajudaram, não fosse a minha teimosia. Sei que tudo acontece de forma perfeita e que mesmo que eu não consiga aceitar essa perfeição, tudo acontece pelo melhor. Só me resta largar o controle, largar o querer que tudo ocorra de forma como considero perfeita, que mais não que pura teimosia por ser uma visão que eu tinha pré-visualizado e com a qual estou preparado para viver.

Depois no trabalho, o Outlook morreu, o que significa que fiquei sem ferramenta de trabalho. Deram-nos acesso para um webmail, mas não tem metade das funcionalidades que preciso, principalmente ao nível de arquivo. Também fiquei a saber que dia 27, na próxima semana, vou ajudar para uma loja, por ser o dia sem iva da empresa. Acho que estava tão stressado que isto nem me aborreceu o suficiente... talvez para a semana me aborreça... para a semana, quando tenho o segundo fim de semana do curso da leitura de aura, aquele que não vi nada no decorrer destas três semanas...

Estou revoltado comigo por não estar mais preocupado com o curso.

18-06-2014

Hoje já andei bem melhor, o alívio com que me levantei não tinha nada a ver como me sentia ontem. Mais leve. Mas mesmo assim, acho que não estou a dormir o suficiente. Lá está, dormir acompanhado foi algo que nunca fiz durante a minha vida, é algo que vou ter que me habituar agora, mas poderiam haver coisas bem piores para me habituar. Não tem nada a ver mas a Marta contou-me uma série de ligações que ainda não tinha partilhado comigo. Uma delas foi...

Estávamos no meio de árvores deitados numa clareira e eu levantei-me para plantar algo, parecia uma simples planta, mas depois começou a crescer, o caule transformou-se num enorme tronco e a planta passou a ser uma árvore gigantesca. No tronco da árvore havia cristais de várias qualidades e formavam uma espécie de espiral. Nisto a árvore começou a emitir uma música calma, suave, angelical e eu disses: "esta é a nossa música". E ela depois adormeceu. Perguntei-lhe se a música lhe era familiar. Ela disse que já tinha ouvido aquela música antes ou pelo menos aquele tipo de música antes. Disse-lhe que numa das meditações que fiz com os arcanjos, eu ia ao meu jardim secreto e plantava uma árvore, que significava um sonho. Questionei-me se não seria no mesmo sentido. Ela respondeu que não sabia, que a planta na ligação ficou gigante e que se transformou em árvore de uma forma rápida.

Se calhar está relacionado com a nossa relação, da forma como tudo flui rapidamente. Hoje encontrei na minha carteira um papel que já andava com ele há bastante tempo. Basicamente nesse papel escrevi o meu agradecimento ao Universo, a Deus ou à Fonte de tudo o que é, seja como for a designação mais correcta pela mulher da minha vida e toda a descrição que faço da mulher da minha vida, em cada linha, em cada frase, vejo a Marta. Sei que não escrevi à muito tempo o agradecimento, mas já nem me lembrava dele. Nestas alturas é que me recordo que estou com a Marta há pouco mais de dois meses. Depois de tudo o que tem estado a acontecer, faz-me todo o sentido pensar... a nossa árvore está mesmo a crescer depressa.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

17-06-2014

Tempo mais frio, mas de certa forma, um alívio. O único que tive, já que o dia de hoje (ontem) foi ainda pior que o de ontem (antes de ontem). Um peso descomunal no corpo e no final do dia, nos olhos. Quando cheguei a casa, só me apetecia fechar os olhos e só de pensar que tinha de fazer a reportagem… é daquelas alturas em que as coisas que quero fazer se tornam nas coisas que tenho de fazer e eu encurralo-me a mim próprio na rotina. Neste caso, poderia fazer a reportagem noutra altura mas a verdade é que prefiro fazer as reportagens enquanto as tenho frescas na memória para usar mais a memória do que o meu lado criativo. E normalmente flui bem e hoje não foi excepção. Só não fluiu tão bem por causa do meu mau estar. Nem fome tinha, acabei apenas por comer uma pequena coisa – o almoço também foi puxado o que também deverá ter ajudado à minha tarde letárgica. Depois de jantar, enquanto a Marta me dava uns mimos e me contava coisas do dia dela, tive que pedir desculpa e fechar os olhos, já que cada vez mais se tornava difícil mantê-los abertos. Não demorou muito a que fosse para a cama e adormecesse rapidamente. Desta vez até adormeci primeiro do que ela, desconfio. E sim, estou a escrever isto, na manhã de dia 18. Ontem, apesar de ter feito muita coisa de olhos fechados, duvido que conseguisse escrever o quer que seja de forma coerente. Hoje, dia 18, sinto-me bem mais leve.

16-06-2014

Portugal levou na pá. Mesmo à grande. De certa forma já esperava ou pelo menos temia e não creio que tenha sido devido ao meu pessimismo que me caracteriza. Não sei porquê, quando começa a haver muita euforia, principalmente por parte do povo, é sinal de que a coisa vai correr mal. De qualquer forma, foi o suficiente para me irritar e deixar algo resignado à nossa sorte. Escusado será dizer que depois do jogo, ir fazer uma reportagem era das últimas coisas que me apetecia embora também não foi devido ao resultado ou à exibição. A doença ainda está bem presente no meu corpo. O facto de estar-me constantemente a assoar cansa-me, além de me deixar o nariz ferido, mas é principalmente a falta de energia. Não tenho descansado nas últimas noites e parece que estou a sentir no corpo os efeitos de uma gripe, algo que não tinha sentido antes, da última vez que estive constipado, uns meses atrás. A música era ideal para se ouvir de olhos fechados, mas não deixei de me sentir culpado por querer que acabasse depressa. Para que tudo acabasse depressa, só queria um alívio. Acabei por me deitar à uma e tal e dormir cerca de quatro horas. Só hoje estou a escrever isto porque ontem não tinha energia para mais. Hoje com tão pouco descanso… também não estou melhor. Um peso descomunal em cima do corpo que só me apetece deixar cair. O que faz a diferença é mesmo o facto de ter a Marta comigo. De sentir o seu apoio e sobretudo o seu amor. Faz toda a diferença. Nem sinto que tenha os sentimentos ou pensamentos negativos próprios de quando estou assim. Uma mudança das boas.

domingo, 15 de junho de 2014

15-06-2014

A noite de hoje foi mais positiva, mas mesmo assim, não sinto que tenha descansado o suficiente. Mesmo assim, não falhou o meu reiki semanal - que não fiz a semana passada em Beja. Foi a primeira vez que fiz ao lado de outra pessoa, que por acaso depois até se juntou a mim. Ela fez reiki e quando o estava a fazer acabou por se ligar à minha alma. Então estávamos os dois num palácio, o mesmo onde estivemos com os mestres e guias nas duas últimas meditações que fizemos. Nesse palácio, estava uma árvore com um tronco muito invulgar mas bonito, pela descrição da Marta. Demos sete voltas à árvore, até que na sétima, do tronco abriu-se uma porta, na qual entrámos e de baixo vinha uma luz brilhante que subia aos céus. Uma luz que vinha de uma flor branca, tal como a luz. E não sei porquê, associei isto ao nosso filho. Era para não lhe dizer nada mas acabei por partilhar com ela. A resposta dela foi de que não tinha medo. De certa forma tranquiliza-me e incomoda-me ao mesmo tempo ser o único com receios e incertezas quanto a esta questão da paternidade. Sempre desejei muito. Se tudo tivesse seguido com o planeado, o meu filho ou filha já teria neste momento treze ou catorze anos. Ora aí está algo difícil de imaginar.

A dor da garganta tornou-se apenas uma impressão mas agora veio o muco e estou tão farto de me assoar... com um calor destes ainda por cima...

14-06-2014

A primeira noite que passámos juntos, pelo menos numa cama mesmo e não num colchão de campismo, não foi a mais descansada de sempre. Muitos barulhos durante a noite - não ajudou o facto de ter a janela aberta, mas com este calor não havia muita hipótese - a desgraçada de uma melga ou uma colónia delas andaram de volta de nós. O que resultou numa noite mal dormida mas mesmo assim foi muito positivo, não a questão de termos dormido juntos mas o simples facto de termos passado a noite e todo o dia juntos. Se isto foi uma amostra de tempos que hão-de vir, então o futuro traz-me muita confiança. Da parte da tarde, fomos à nossa casa receber uns móveis que a mãe da Marta nos ofereceu. Ainda não conheci a senhora e por acaso, sendo eu, sendo ainda eu, não é uma ocasião pela qual anseie. Estou muito mudado, mas também seria uma mudança brusca demais, eu ansiar por socializações, ainda para mais uma que coloque tanta pressão sobre mim. Lá está, a partir do momento em que estou com a Marta, tudo o resto parece perder a importância ou o peso que tinha, mas mesmo assim, é algo que não quero pensar. 

Na quinta-feira, no meio da exaustão extrema em que estava... a Marta disse-me, antes de entrarmos no recinto, que eu tinha gripe ou que estava engripado. Achei a ideia descabida até porque associei o meu cansaço à falta de descanso nos últimos dias e toda a ansiedade. Ontem à tarde começou a doer-me a garganta e hoje assim continuou.

Fora isso, foi um dia de paz e de partilha de amor. Espero que o primeiro de muitos.

sábado, 14 de junho de 2014

13-06-2014

Não dormi duzentos anos mas acho que já deu para descansar um pouco. Aproveitei o feriado para não fazer nada. Acho que nem fiz aquilo que tinha dito a mim mesmo que ia fazer para recuperar o atraso da rotina. Simplesmente não quis saber. Reduzi a velocidade para mais de metade e acho que algumas vezes parei mesmo. Não vou dizer que foi totalmente livre de culpa e de remorsos. Na verdade, até senti remorsos por não ter ido com a Marta comprar coisas para a casa, por outro lado, soube-me bem este dia de inércia. Amanhã vamos para a nossa casinha à tarde, esperar a entrega dos móveis. Ah, e descobri que tenho mais uma reportagem para fazer na próxima segunda-feira. Estou mesmo sem vontade nenhuma para tal. É daqueles momentos em que gostava de ir ter com o meu eu de uns meses atrás para lhe dar um valente pontapé no cu. Numa nota mais positiva, os meus pais foram uma semana para o Alentejo com o meu irmão e sobrinho e eu vou ficar a tomar conta da casa com a Marta. Sem estar planeado, é um treino para a vida a dois que vamos fazer juntos. De certa forma deve ajudar a mitigar a ansiedade que vou tendo para a mudança que será oficial desde domingo a oito. Amanhã vou tentar sornar mas desta vez na companhia da Marta. Acho que nunca sornei a dois. Há muita coisa que nunca fiz a dois. É o bom desta relação, ter a pessoa ideal para fazer muita coisa pela primeira vez em conjunto.

12-06-2014

Não estou a conseguir recuperar do cansaço. E hoje teve um calor desgraçado. Não sei se isso também é algo que dificulta  o meu cansaço ou se é algo que ajuda a que eu me sinta sem vontade nenhuma. Ter trabalhado apenas dois dias esta semana também de certeza que não ajudou. Não posso dizer que seja um poço de motivação no trabalho que faço, mas esta semana, ou estes dois dias foram mesmo para esquecer. Senti-me culpado por achar que não consegui ajudar os meus colegas. Eles não disseram nada e provavelmente está tudo na minha cabeça mas... a verdade é que não me sinto bem. Um cansaço extremo. Sei que isto é fruto da falta de descanso, da pressão colocada em cima de mim por causa das mudanças e até pela ansiedade que à primeira vista pareço não sentir, mas que é impossível ser insensível a ela. Imune. É uma grande mudança por isso este tempo de espera também é algo que me está a corroer os nervos aos poucos. Noutra nota... hoje tenho uma reportagem para fazer e não me apetece nada. Neste momento só me apetece ir para a cama e acordar daqui a duzentos anos. Talvez o faça amanhã.

11-06-2014

Voltar ao trabalho foi uma verdadeira tortura. Não que me tenha habituado à boa vida de estar de férias, até porque não foi propriamente uma vida descansada, mas foi uma verdadeira tortura porque não deu para recuperar. Vir de madrugada para casa, fazer mais de duzentos quilómetros, dormir cerca de quatro horas e tentar recuperar o atraso de todas as coisas que quis. Recuperar o atraso da rotina.Nisso eu sou engraçado. Quer dizer, de certeza que sou engraçado por muitas mais questões, mas esta é uma daquelas que consigo fazer um brilharete. Reger-me pela rotina. Fazer um esforço para quebrar a rotina. Quando quebro a rotina, tentar recuperar tudo aquilo que teria feito caso a rotina não tivesse sido quebrada. Ou seja, não há propriamente uma quebra da rotina, que pressupõe uma substituição de uma coisa por outra. Não há substituição, apenas uma adição. No fundo sempre soube isso e é apenas mais um exemplo da forma como o ser humano se engana a ele próprio de forma a continuar a viver de forma aparente mais feliz. Neste caso, o dizer a mim próprio que depois ia recuperar todo o atraso que tinha foi uma forma de me fazer ir para o fim de semana de forma mais leve e sem pressão. O não ter conseguido recuperar o tal atraso fez com que a adicionar o cansaço acumulado, tivesse a pressão de querer tudo efeito. Tive o dia todo de segunda-feira, a escrever a reportagem, ontem tive na minha nova casa e hoje dei conta que, no trabalho, apenas gostava de ter um tempinho para mim. Um tempinho para descansar, um tempinho para fazer as minhas coisa.

Queria a minha rotina de volta.

terça-feira, 10 de junho de 2014

10-06-2014

Estes últimos dias passaram num repente. Num piscar de olhos. Recuando um pouco e nem sequer me consigo lembrar o que fiz uma semana atrás, nem porque razão não tive tempo para escrever aqui. Alguma coisa terá sido... ou então, talvez por agora as coisas estarem a correr em velocidade supersónica com a Marta, não encontre razões para escrever. Sei que na passada quarta-feira não saí mais tarde porque a Marta veio ter comigo como é costume, mas na quinta, cheguei tarde a casa e o tempo escapou-se-me das mãos como tem sido costume. Sexta-feira saí à hora do almoço para irmos para o festival durante a semana e foi um fim de semana em grande. Não só pela música, claro, nem pelo facto de ter ido acampar com ela, nem sequer por ela se meter nestas aventuras comigo sem hesitar. Foi excepcional apenas porque ter sido tudo... normal. Quando numa relação se pensa nas várias etapas, a mais importante é o tempo que se passa um com outro, nas dificuldades que podem surgir, nas pequenas indicações que dizem que se está a cometer um erro ou não - e nem foi preciso tanto tempo para no passado me ter apercebido disso. Um mau estar que só me fazia querer fugir. Com a Marta, nada disso aconteceu, tudo natural. De tal forma que apenas agora quando estava a fazer um esforço de memória para aquilo que aconteceu a semana passada é que isto me veio à mente. Sensação de paz, em que tudo fluiu. Finalmente paz. Como muitas pessoas queridas me têm dito, mereço. Mereço finalmente viver algo assim. E mereço que se prolongue. E depois que viemos do festival, dedicamo-nos à casa, com a minha família toda a ajudar. As páginas do diário podem ter ficado vazias, mas o meu coração está cheio.

terça-feira, 3 de junho de 2014

03-06-2014

Apesar do stress de aguardar respostas, acho que estou relativamente calmo. Com aquela confiança de que vai correr tudo bem, tal como tinha em relação ao trabalho. Quer dizer, não fiquei subitamente preocupado mas... começo a sentir surgirem alguns receios. Também é uma mudança grande, mudar processos automatizados, tentar introduzir outros, ainda por cima coisas de muita responsabilidade. Surge-me a mesma dúvida que tive aquando da massagem e da palestra. A ausência de preocupação começa-me a preocupar. Sei que esse sempre foi o meu registo, preocupar-me em demasia e foi algo que sempre tentei mudar. Agora que parece que estou mais em paz com essa questão, acabo por sentir falta. Como que um espinho que sempre esteve espetado nas costas ou melhor, como que depois de tirar a pedra dos dentes, depois de uma limpeza, a língua não consegue evitar de passar sempre por lá, estranhando a ausência daquilo que no fundo não faz falta. Deve ser apenas uma questão de hábito.

02-06-2014

Início de semana a mil. Quer dizer, não posso dizer que tenha tido muita mais agitação do que o normal, mas consegui fazer tanta coisa que até fiquei admirado comigo próprio. Já achar que poderia ter feito ainda mais não me admirou tanto. Fiquei mais uma hora no trabalho, para compensar a tarde que vou tirar na sexta para ir para Beja mais a Marta logo após o almoço. Também tive tempo para fazer avançar algumas coisas da casa, embora cada vez chegue mais à conclusão que não vou conseguir, ou melhor, não vamos conseguir evitar de pagar uma nota preta com tudo. Mesmo assim tenho esperança que consigamos aproveitar algumas doações de amigos e respectivas famílias. Principalmente famílias. Até agora, ambas se têm mostrado bastante generosas nas suas ajudas, o que também nos conforta o coração. Apesar de ser pouco tempo que a nossa relação tem, as nossas famílias conseguem senti-la como verdadeira, sem termos que nos esforçar por convencer quem quer que seja. Tudo flui naturalmente.

01-06-2014

Sabe-me tão bem ir a concertos com a Marta. Poder partilhar com alguém a música que gosto e sentir que a outra pessoa está lá por gosto e não para me fazer a vontade ou com frete, é algo totalmente novo para mim. Sinceramente, por vezes parece que estou comigo mesmo. Ok, existem coisas em que somos diferentes, na forma de sentir principalmente, mas é incrível, INCRÍVEL mesmo, que namoramos há quase dois meses e ainda não encontrámos nenhum ponto de discórdia, nenhuma discussão, nada, zero. Sei que eventualmente vai acontecer, mas tento não focar nisso, embora admita que a sua ausência me é desconcertante. A relação onde me recordo de haver algo assim foi na relação com a Susana, mas o facto de namorarmos à distância também fez com que certas situações não ocorressem tão frequentemente. Com a Marta não. Estamos juntos praticamente três vezes por semana, quando não é mais, estamos prestes a ir viver juntos e falamos todos dias. Para já o que acho refrescante é o facto de não haver a pressão para falar como aquela que a Catarina exercia sobre mim. Nunca fui muito falador e a Catarina exigia, sem se aperceber e porque eu também não falei nada contra, que tivesse sempre assunto. Acho que só muito depois da nossa relação ter acabado que ela se apercebeu do que é gostar de alguém mas simplesmente não ter nada para dizer. Não é mau, apenas... não há nada para dizer. Com a Marta, quando chegamos a esse ponto, é capaz de se gerar um silêncio constrangedor por cerca de dez segundos e um de nós diz algo como, "bem, então até logo ou assim, amo-te muito". É refrescante, mas acaba por ser o que sempre quis e o estar espantado é o meu cepticismo que se pergunta onde está o senão, que nada pode ser assim tão bom. Até agora, parece que sim, há coisas que podem ser mesmo boas.

O concerto foi engraçado, mas dei mais valor ao facto de estar com ela e a partilha por aquele momento. Ela acabou por me ajudar na reportagem, o que revela também interessa por aquilo que faço, o que também me sabe muito bem. Interesse genuíno, sem ter que o pedinchar - se bem que estou numa fase em que não me interessa o que as outras pensam. Acabou por ser a minha dádiva por todos as questões que passei com a Catarina, saí com o meu lado pessoal reforçado, mais independente, mais forte. O momento alto do dia acabou mesmo por ser a visita à nossa futura casa, com os meus pais, irmão e cunhada. Ver a casa vazia fez-me ter aquela sensação de ansiedade por querer andar com tudo para a frente o quanto antes, mas ao mesmo tempo uma segurança, por me sentir já lá em casa. Uma nova fase e eu ansioso por ela. Muita coisa mudou mesmo dentro de mim. Ainda bem.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

31-05-2014

Eu sabia que os nervos estavam em modo furtivo. Se comecei a stressar por achar que não estava a stressar o suficiente, hoje de manhã já estava praticamente em stress. Interiormente. Curiosamente, isso não se manifestou em estar impaciente, ou estar irritável. Mais uma vez, apenas a minha mãe detectou, chegando-se ao pé de mim com ar triste, a perguntar o que se passava. É incrível que eu ainda me admire com isto, mas a minha mãe tem uma antena para me sentir, quando eu acho que passa perfeitamente despercebido. A Marta também tem o mesmo, assim como a Catarina. Das duas três. Ou elas são mesmo as mulheres mais importantes da minha vida e estão conectadas com a minha energia de tal forma ou então eu estou finalmente a largar as máscaras que construí para me proteger. Se for o caso, é sinal que me sinto seguro suficiente para não precisar de protecção. Seguro ou confiante no que sou, sem ter receio de demonstrar que estou fragilizado.

O facto de ter a massagem e a meditação seguida intensificou o meu stress. A última vez que fiz uma massagem foi no dia vinte cinco de Abril e este período de tempo sem fazer massagens deixa-me sempre inseguro embora, a contrapor, houvesse uma certa calma, um certo lado meu que sabe o meu valor e que sabe que apesar de poder acontecer algo menos bem, que tenho a capacidade e a experiência para o evitar. Correu tudo bem, como qualquer das pessoas que me acompanham diriam com um ar de reprovação e acrescentando um "claro" impaciente, embora tenha sentido mais alguma dificuldade na meditação para me concentrar. Também estive deitado, não sei se teve influência mas foi algo difícil as imagens pararem. Parece que regredi um pouco desde a primeira fase do curso da leitura de aura, o que me fez ficar um pouco desanimado. A Marta também sentiu que desta vez também foi diferente e a D. confirmou que a energia deste dia era um pouco mais pesada, era uma energia superior, que já puxou um poco pelos nossos limites.

De qualquer forma, e como eu já esperava, a Marta teve uma visualização. Acho que estávamos numa praia e eu estava a escavar na areia, todo contente, até que gritei finalmente e encontrei uma pérola branca e dei-lhe a ela. Não faço a mínima ideia do que poderá representar. Ah e antes disso, de manhã, ela contou-me que fez mais uma ligação à minha alma. Levei-a até um lugar que tinha árvores com flores brancas, aliás, tudo era branco. Havia uma forte luz branca e as árvores pareciam amendoeiras em flor e eu disse "aqui tudo é calmo, tudo é transparente". E nisto, os nossos peitos ficaram transparentes, eu conseguia ver o coração dela e ela o meu. Dois corações cor de rosa. Terminei com "as emoções são transparentes". Depois fomos até um lago, onde estava uma canoa igual a uma que apareceu numa ligação anterior.Ainda tudo à nossa volta continuava com luz branca. Fomos para a canoa passear no lago e eu olhei para a água do lago que inicialmente parecia escura e consegui ver muitos peixes. Depois apagou. Basicamente veio no seguimento daquilo que disse no início, cada vez estou mais transparente e sem dúvida que a Marta tem um grande papel nisso.