Tempo mais frio, mas de certa forma, um alívio. O único que
tive, já que o dia de hoje (ontem) foi ainda pior que o de ontem (antes de
ontem). Um peso descomunal no corpo e no final do dia, nos olhos. Quando
cheguei a casa, só me apetecia fechar os olhos e só de pensar que tinha de
fazer a reportagem… é daquelas alturas em que as coisas que quero fazer se tornam
nas coisas que tenho de fazer e eu encurralo-me a mim próprio na rotina. Neste
caso, poderia fazer a reportagem noutra altura mas a verdade é que prefiro
fazer as reportagens enquanto as tenho frescas na memória para usar mais a
memória do que o meu lado criativo. E normalmente flui bem e hoje não foi
excepção. Só não fluiu tão bem por causa do meu mau estar. Nem fome tinha,
acabei apenas por comer uma pequena coisa – o almoço também foi puxado o que
também deverá ter ajudado à minha tarde letárgica. Depois de jantar, enquanto a
Marta me dava uns mimos e me contava coisas do dia dela, tive que pedir
desculpa e fechar os olhos, já que cada vez mais se tornava difícil mantê-los
abertos. Não demorou muito a que fosse para a cama e adormecesse rapidamente. Desta
vez até adormeci primeiro do que ela, desconfio. E sim, estou a escrever isto,
na manhã de dia 18. Ontem, apesar de ter feito muita coisa de olhos fechados,
duvido que conseguisse escrever o quer que seja de forma coerente. Hoje, dia
18, sinto-me bem mais leve.
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