sábado, 28 de junho de 2014

26-06-2014

Que dia massacrante. Ultimamente só venho aqui escrever para contar do meu cansaço e só hoje reparei que já não o fazia há muio tempo. As novas tarefas estão cada vez a tornar-se mais pesadas. Não que as tenha já começado a fazer mas é o peso da responsabilidade que já começa a pesar. Peso da responsabilidade... quer dizer, é o peso da preocupação. Quando julgo que ando preocupado, na verdade as preocupações andam nas minhas costas a cozinhar formas de me atingir. Mas a questão principal não é surpresa nenhuma. Não para mim. Não gosto de surpresas, não gosto de mudanças da minha rotina, não gosto de pessoas novas a entrar na minha vida, nem de pessoas velhas a sair - se bem que existem algumas das quais não sinto saudades quando isso acontece. E isto tudo foi uma enorme mudança. Não é só o facto de estar a partilhar a minha vida com a Marta, é tudo o resto. As mudanças estão a acontecer, umas atrás das outras e depois de uma tão grande como esta, o que sinto a caminho é que vêm aí mais. Enquanto estou a tentar manter os pés no chão, a tentar familiarizar-me com o que tenho à volta, vem mais uma vaga que me desequilibra. Se antes, não ter o controlo de nada me assustava e paralisava, agora apenas me deixa ligeiramente hesitante e um pouco confuso. Ontem cheguei a casa e recebi uma chamada a dizer que tinha uma pessoa interessada para uma massagem, às sete e meia da noite. Inicialmente não sabia o que dizer. O meu lado comodista gritava não, que não queria ir, que ainda havia tanta coisa a fazer que não podia ir, mesmo que fosse para fazer aquilo que gostava. Não tendo mais razão contra que essa, disse que sim e agradeci. A massagem correu bem, embora tenha sido confrontado uma pessoa com algumas dificuldades em relaxar. Não fiquei tão satisfeito por não ter sentido que a tenha realmente ajudado, mas acabei por ficar grato, porque estes desafios são importantes para que cada vez me torne melhor naquilo que faço. Mais do que isso, ter as pessoas do espaço a agradecer-me por ter aceite em tão pouco tempo fazer a massagem, quando na verdade sou eu que fico grato por ter surgido a oportunidade.

Mesmo que a primeira reacção fosse não querer ir.

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