domingo, 15 de junho de 2014

14-06-2014

A primeira noite que passámos juntos, pelo menos numa cama mesmo e não num colchão de campismo, não foi a mais descansada de sempre. Muitos barulhos durante a noite - não ajudou o facto de ter a janela aberta, mas com este calor não havia muita hipótese - a desgraçada de uma melga ou uma colónia delas andaram de volta de nós. O que resultou numa noite mal dormida mas mesmo assim foi muito positivo, não a questão de termos dormido juntos mas o simples facto de termos passado a noite e todo o dia juntos. Se isto foi uma amostra de tempos que hão-de vir, então o futuro traz-me muita confiança. Da parte da tarde, fomos à nossa casa receber uns móveis que a mãe da Marta nos ofereceu. Ainda não conheci a senhora e por acaso, sendo eu, sendo ainda eu, não é uma ocasião pela qual anseie. Estou muito mudado, mas também seria uma mudança brusca demais, eu ansiar por socializações, ainda para mais uma que coloque tanta pressão sobre mim. Lá está, a partir do momento em que estou com a Marta, tudo o resto parece perder a importância ou o peso que tinha, mas mesmo assim, é algo que não quero pensar. 

Na quinta-feira, no meio da exaustão extrema em que estava... a Marta disse-me, antes de entrarmos no recinto, que eu tinha gripe ou que estava engripado. Achei a ideia descabida até porque associei o meu cansaço à falta de descanso nos últimos dias e toda a ansiedade. Ontem à tarde começou a doer-me a garganta e hoje assim continuou.

Fora isso, foi um dia de paz e de partilha de amor. Espero que o primeiro de muitos.

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