Fim-de-semana. E a pensar que na semana passada estava a sentir-me deprimido e fracassado por me ter despedido. Não foi uma derrota da minha parte, foi uma oportunidade, uma segunda, ou terceira oportunidade (quem é que está a contar?) para começar a viver, finalmente. Nunca me senti tão acompanhado como ultimamente e não estou a dizer pela Marta, mas principalmente acompanhado pelos meus guias, mestres e anjos que me acompanham. Sinto a sua presença - eu que nunca fui, embora quisesse muito, capaz de sentir ou receber as suas mensagens, talvez por ter também tanto medo quanto vontade - e é daí que também surge o apelo às terapias. Tirei um curso de leitura de aura que não sou capaz de usar em meu proveito, não conseguindo visualizar as mensagens que me são enviadas. Visualizar ou validar. A minha desculpa era sempre a falta de tempo. Pois agora vou ter tempo, mas preciso também de ter disciplina, para não me perder.
Por falar em apoio, fui ter hoje com os meus pais, falar com eles e contar-lhes o que se passou. Ainda não tinha dito nada porque ainda não me sentia preparado e queria que fosse pessoalmente. De certa forma tenho andado meio apreensivo por este encontro porque sabia aquilo que me iam dizer e tinha medo de não ser capaz de suportar com as questões que, compreensivelmente, iriam colocar, mas correu tudo bem. Não me abalaram as convicções e consegui, acho eu, que me compreendessem. De certa forma também sei que posso contar com eles e nesse ponto a Marta, sempre ela, também foi uma ajuda fundamental. Não sou mais um rapaz assustado. Sou um homem falível como todos os outros, mas sou um homem. O rapazinho não morreu, nem se foi embora, ele está cá, mas ele não está mais assustado. Ele está feliz e eu sou dono do meu destino. O rapaz vai-me guiar até à felicidade e eu vou protegê-lo do mundo lá fora, mantendo-nos alinhados com aquilo que queremos.
Juntos, somos todos um.
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