sábado, 29 de novembro de 2014

30-11-2014

Cheguei agora do jantar de natal dos terapeutas do espaço onde dou terapias e vim a pensar em várias coisas. A primeira é a gratidão infinita pela Marta me acompanhar. Já estou grato a ela por ter entrado na minha vida e por me apoiar de forma brutal em tudo o que faço, mas este foi mais um pequeno exemplo da forma como já não consigo passar sem a sua presença e companhia. Sou uma pessoa diferente e se tivesse sozinho, provavelmente não arranjaria uma desculpa qualquer para faltar ao jantar - tal como arranjei em ocasiões anteriores - mas de certeza de que entraria em sofrimento por antecipação, por estar com pessoas que não conheço, num ambiente estranho. Mas com a Marta, tudo fica mais fácil. De tal forma que eu poderia andar sobre brasas descalço que nem me aperceberia de tal. Outra coisa foi ter a percepção de que esta fase que estou a atravessar, esta luta interior entre perceber qual o meu lugar no mundo e perceber se o meu propósito de vida passa por fazer aquilo que amo ou por amar aquilo que faço é uma luta que muitos travam dentro de si, e à sua maneira, com as suas condicionantes. Ouvir-me a falar do problema, sem o prever, foi quase terapêutico. Estou grato pelo trabalho que tenho, estou grato pelo conhecimento que adquiri, pela experiência, pelas pessoas, pelo o que me permitiu aprender e para onde me levou. Estou grato. E por amor a mim mesmo, o meu tempo lá já findou e agora estou pronto para receber coisas novas do universo. Estou pronto para desenvolver novos projectos, para encontrar novas formas de ganhar a vida. Estou pronto para ainda poder dar mais de mim, de uma forma mais pura, mais comprometida, mais profunda.

O que anteriormente seria encarado como uma noite perdida, longe do meu mundinho, acabou por ser algo que o tornou mais claro e nítido. Serviu para me acalmar, abriu-me portas e abriu-me horizontes. Sempre com a Marta ao meu lado. 

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