sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

05-12-2014

Mais um ano que se aproxima do fim. Mais uma vez, os ciclos repetem-se, no trabalho, em casa, mas mesmo assim é como ver tudo pela primeira vez. Tudo mudou desde o momento em que conheci a Marta, e tudo mudou novamente desde o momento em que nos juntámos. E tudo deixou de ter importância, tudo mudou. Confesso que quando despertei de uma espécie de estado de hibernação, de estado de graça que a nossa união provocou, tive vontade de fugir do marasmo profissional em que tenho estado mergulhado. Como já aprendi no passado, tudo aquilo do qual queremos fugir desesperadamente apenas se torna mais presente a cada movimento de resistência. Esses movimentos de resistência aconteceram principalmente por sentir que a mudança estava para breve. E ainda sinto isso, sinto, mais que nunca, que a mudança está para breve. Tento não qualificar, não criar expectativas porque isso vai limitar aquilo que aí vem. 

Assim sendo, não sei o que vem mas sei que vem.

E está aqui.

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