sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

25-12-2014

Por vezes ainda me custa a acreditar como as coisas mudaram em tão pouco tempo. É um lugar comum desde que conheci a Marta, embora agora tenha sido relegada para ponto secundário nos últimos anos. Relegado para o inconsciente e que volta à superfície em certos momentos. Como o de agora, em que estou aqui a escrever nestas páginas. Este ano foi uma revolução e mesmo assim eu quero mais. Mesmo assim eu queria mais, mas dou-me por satisfeito por ter saído de casa da forma tão pacífica para mim, para todos, como foi. Satisfeito por ter conquistado os meus medos, por ter superado muitas dificuldades e poder dizer: "ainda estou aqui". Satisfeito por ter passado um aniversário onde não me faltou nada. Satisfeito por ter passado um Natal em que me senti completo. Satisfeito por não me ter sentido triste, com o pensamento nalguma pessoa a trezentos quilómetros de distância ou milhentos. A alguém fora de alcance. Satisfeito não. Feliz. Feliz por ter um sentido suave de completude, um sentido de paz suave e tranquilo. Agora... quero mais. Quero mais para a minha vida profissional. Sem o peso do desespero de outros tempos. De vez em quando com uns picos de ansiedade, mas... sem desespero porque eu sei que aquilo que quero, aquilo que é para mim, já existe, já está criado. Eu apenas me estou a colocar a jeito para a receber. Estou a preparar-me para receber-me aquela que vai ser a minha realidade.

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