quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

18-12-2014

Os testes são engraçados. Nunca sabemos quando vão aparecer e quando aparecem inesperadamente, estamos tão afectados pelos desafios que nos colocam que nunca os conseguimos ver em perspectiva. Conseguem fazer-nos esquecer aquilo que sabemos. Temos conhecimentos para reagir a situações que nos são instintivas e só reparamos que estamos a reagir instintivamente quando já estamos no meio da situação. As últimas semanas não têm sido fáceis, mas penso finalmente ter superado tudo aquilo que o meu instinto me sugere. Instinto talvez não seja a melhor forma de designação... aquilo que a sociedade, em conjunto com os meus medos de agora e os medos que transporto de antes, estes dois conselheiros que enchem de veneno mais vezes do que gostaria. O que eu sei e aprendi à força é que para estes venenos interiores, o antídoto também está cá dentro. O sentir que se está preso, sentir pressão devido a situações financeiras... são tudo questões que fazem parte de receios e inseguranças. Receio de ficar a vida toda a fazer algo que não satisfaz a alma e o coração, receio de não ser capaz de garantir o seu próprio sustento, o seu e daqueles que ama. 

Há mais vida para além desses receios, é algo que eu já sei há muito tempo, embora tenha paciência para comigo mesmo quando me esqueço no momento em que sou colocado à prova. De um sítio mais alto onde me coloco, através dos meus pensamentos, sei que estou disponível para receber coisas a esse nível.

Estou pronto.

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