domingo, 4 de janeiro de 2015

03-01-2015

A minha relação com o trabalho mudou e ao mesmo tempo não mudou. Acho que não estou mais exigente comigo mesmo, para me dedicar mais, para poder dar mais, para justificar o ordenado que recebo. Continuo a considerar que o ordenado que recebo é pouco para aquilo que faço ou mereço, mesmo que não dê o máximo. Provavelmente é um ataque de arrogância da minha parte mas é aquilo que sinto, sinceramente. No entanto, agora também quero dar mais, de uma forma a não ter sentimentos de culpa. Querer dar mais, fazer mais. Não porque me sinto culpado de não merecer o meu ordenado - que mereço - mas porque quero dar o meu melhor em tudo aquilo que faço. Claro que isso leva, inevitavelmente, à luta interior, quando as coisas não correm da melhor forma ou por me dispersar um pouco. Quero dar mais, quero dar o meu melhor, porque eu sei que este vai ser o último ano que vou estar aqui, porque quero me sinto grato por ter tido este emprego ao longo de sete anos e porque não sinto mais peso, não sinto mais pressão. A minha vida é fantástica e o universo conspira para me dar tudo aquilo que quero, tudo aquilo que preciso - a combinação das duas porque nem sempre elas se encontram. Este vai ser um ano de mudanças.

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