domingo, 4 de janeiro de 2015

01-01-2015

Ano novo, vida nova. Olhando para trás, dez anos atrás, estava em Gaia, na casa da Susana, a ver o fogo de artificio sobre o Douro e a trocar juras de amor eterno, um amor que não durou mais quatro meses. Dez anos. Parece uma vida inteira. Muita coisa aconteceu desde esse momento, tanta coisa que parece que morri e nasci mais uma série de vezes. Na verdade, foi mesmo isso que aconteceu. Constantes mortes e renascimentos. Chegar aqui hoje, ao lado de (finalmente) a mulher da minha vida e ter esta paz interior enorme... é bom dizer que valeu a pena, todo o caminho. A gratidão que sinto não é efusiva, é calma, é segura. É presente a todos os níveis. 2014 foi um ano de transformações, um ano de muita coisa boa e de outras que na altura considerei como menos boas mas que me serviram para me trazer lugar. Olhar para trás a meio da viagem é bom. Não para olharmos com saudade, mas para admirarmos todo o percurso. Mas é algo que deve durar apenas meio segundo e depois todas as atenções devem estar voltadas para o que está a nossa frente.

Este foi o meu meio segundo.

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