Esta segunda-feira foi cansativa, mas bem melhor que o final da semana passada em que estive sozinho e a cargo de todas as tarefas. Quando a equipa está toda reunida, o trabalho flui, realmente flui, quando falha um, o stress bate-me à porta.Apesar deste cansaço, disse a mim mesmo que iria praticar a leitura de aura assim que chegasse a casa. Ao falar disto com a Catarina, ela disse-me algo como "é algo que só tu podes ver, organizar-te" e o problema é esse. Continuo a fazer melhor as coisas que me são impostas do que propriamente aquelas que me decido a fazer. Também tenho que ser sincero em dizer que há excepções e que o fazer melhor as coisas não quer dizer que as encare de melhor forma, o que leva à questão principal, não é? O que é que é mais importante, fazer algo de livre vontade e descontraído - o que implica nem sempre ser feito - ou fazer a todo o custo? Quanto ao curso, passaram três ou quatro semanas e eu nem reparei, o tempo voou de tal forma que tivemos que pedir à Catarina um adiamento do curso, porque eu simplesmente não peguei em nada. E é algo que me preocupou. É algo que me faz sentir que estou a remar contra a maré, quando sinto, e já senti de maneira mais forte, admito, que isto faz parte da minha evolução espiritual. Ou será apenas teimosia minha? Seja como for, se eu visse as coisas como a Marta e Catarina vêem, seria se calhar mais fácil para me motivar, mas o problema é esse, não é...? Continuar a procurar por aquilo que está exterior a mim e renegar o que vem naturalmente por não estar de acordo com as minhas expectativas. Se calhar o curso serve para isso mesmo e se ajudar nesse ponto, mesmo não sendo o que estava intencionado, vai valer mesmo a pena.
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