quarta-feira, 9 de março de 2016

04/03/16

Pedi ajuda à Marta para me arranjar ideias para um texto e, curiosamente, por coincidência (ou não, como se isso existisse), ela tinha andado a sonhar com uma história. Imediatamente comecei a escrever sobre ela e as coisas começaram a fluir. Não tenho limite de submissões, pelo que pedi mais ideias para escrever. Mais do que escrever para ter o dinheiro que significa a minha independência, é escrever por prazer mesmo. Quem diria que  escrever, que representa a minha paixão, seria aquilo que me iria trazer liberdade para seguir a minha paixão? Curioso não é? Sempre que não acreditei quando lia que temos que viver a vida que queremos viver independentemente daquilo que a realidade é, tenho aqui a prova. É essa paixão, é essa alegria que faz com que nos chegue tudo aquilo que queremos. Tudo que quero é escrever e trabalhar nas terapias.

Por falar nisso... tenho que me dedicar também a isso.

03/03/16

É engraçado que desde que soube do concurso que comecei imediatamente a visualizar a minha vida no após o ter ganho. Eu sempre me censurei por sonhar acordado, talvez pela minha infância onde o meu pai via isso como algo mau e isso ficou gravado dentro de mim. Cada vez que sonhava acordado, tinha uma voz que me dizia "porque é que estás a fazer isso, porque é que estás a perder tempo a sonhar com coisas que são impossíveis de acontecer?" e desistia. A questão é que... não é impossível. Tanto não é impossível que vai acontecer. Eu tenho a certeza absoluta de que vai acontecer.

50 mil euros!

02/03/16

O Nando falou-me de um concurso literário que me caiu como uma bomba. Um prémio fantástico e a oportunidade que mais do que ter sido sentida como isso, foi sentida como um caminho. Esta é a minha porta de entrada para a profissionalização desta paixão que sempre fez parte de mim, mesmo quando eu não sabia. Lembro-me quando tinha nove anos e queria escrever um livro que contasse as histórias que eu tanto gostava mas à minha maneira. Claro que nunca chegou a lado nenhum, mas aquele fogo, aquele desejo... estava lá. Talvez ele precisasse de ficar adormecido para explodir agora, com uma vontade incontrolável de se materializar.

É agora!

01/03/16

A realidade é aquilo que nós fazemos dela e cada vez sinto isso como sendo a verdade absoluta. Estou mais focado na escrita. Não estou tanto nas terapias como desejava, mas estou a escrever como um animal. Já não escrevia assim desde os tempos da Susana - lembras-te? Já passou tanto tempo, tanto tempo que mais do que parecer ter sido numa outra vida, parece que foi noutro milénio, noutro mundo -  e tem sido bom reparar nas diferenças. Na minha maturidade, isto de uma forma completamente humilde, mas é possível reparar no meu crescimento e no ponto diferente onde estou agora e como esse mesmo ponto me permite ver as coisas de uma perspectiva mais clara. E sem dúvida mais positiva. 

Conciliar a rádio, a música e a escrita é algo que nunca pensei que pudesse fazer a tempo inteiro mas isso parece ser cada vez mais uma realidade.

terça-feira, 1 de março de 2016

29-02-16

Não interessa de onde as coisas chegam, não interessa analisar tudo, o que interessa é acreditar que vai acontecer, que merecemos que aconteça. Acreditar acima de tudo que é real. Toda a minha vida fui censurado por andar no mundo da lua, seja pelos outros seja até por mim próprio e agora sinto que todas essas barreiras estão a cair aos poucos. De alguma forma estou a tornar-me mais leve, a tornar-me mais próximo daquilo que quero ser. E é um caminho, percebo isso agora. É um caminho que deve ser feito e não propriamente um objectivo. É o viver, o passar por isto, as emoções que fazem parte de ser feliz. Não é um futuro que não se consegue visualizar por parecer demasiado distante, mas sim algo que está aqui agora, mais que não seja nas nossas expectativas, nos nossos planos. Viver aquilo que queremos mesmo que não esteja ao alcance daquilo que consideramos... "realidade". A realidade é agora, chegou a hora de deixar de ter medo de sonhar, de voar.

O que é a realidade afinal?

28/02/2016

Já não escrevia há demasiado tempo. Só agora aos poucos é que me começo a aperceber que estava numa verdadeira prisão. A minha mente sempre fervilhou de histórias, pequenas histórias, por vezes imagens, muitas vezes, é certo, associadas a ocorrências da minha vida. Fui aquele tipo de criança que refugiava-se das coisas que não gostava no mundo da lua. Era o meu refúgio favorito, pelo que desde cedo criei esse hábito de sonhar acordado. E usei isso, como escape também, para escrever, coisa que entretanto por falta de tempo deixei. Agora estou a voltar novamente e parece que as personagens voltam a falar comigo, como voltar à escola e ver todos aqueles velhos amigos com os quais já não falava há alguns anos, há tempo demais. 

É bom voltar a sonhar.

27-02-2016

Ando a ler um livro que me anda a inspirar. Há muita coisa com a qual não me consigo identificar, não me faz o mínimo sentido, no entanto, existem outras que me fazem perfeito sentido. Aquela que acabei de ler é a relação entre a liberdade e a segurança. Só ao ler a descrição dos paradoxos destes dois conceitos, e a descrição do caso do autor é que me apercebi de como estava completamente dependente da segurança em detrimento da liberdade. No entanto, aquilo que sinto e que de certa forma estou a experimentar é que ao ter abdicado do conforto da segurança, tenho mais liberdade, mas essa mesma liberdade vai-me trazer mais segurança porque estou a fazer o que gosto e vou tirar, muito em breve, os dividendos económicos disso mesmo. As terapias estão a andar lentamente mas de forma segura e é um bom indicativo para tudo o resto. Eu precisava não só de mais tempo (e liberdade) mas de energia para concentrar naquilo que quero fazer. E é um monumento que aos poucos estou a erigir. Vai ser a minha obra de arte.