Hoje descobri que fiz uma burrada de todo o tamanho no trabalho. Fiquei fulo comigo mesmo. Dei razão às vezes que não tive iniciativa por questões de insegurança porque são momentos como o que tive antes de ir de férias, em que tive uma iniciativa inexplicável, julgando que estava a fazer bem e descobrindo mais tarde que era uma burrada de todo o tamanho. Sei que na altura julgava que estava a fazer o correcto, que não foi loucura momentânea: eu estava mesmo convencido que estava a fazer o correcto. A minha pessoa de hoje amaldiçoou a pessoa de há quinze dias atrás, não conseguindo justificar as suas acções e não tendo mais nenhuma explicação além da loucura ou estupidez momentânea embora saiba de que a primeira é improvável e que a segunda não é explicação satisfatória. Não agora, não neste momento. Tenho alguma resistência em falar disto com a Marta, porque sei o que é que ela vai responder e sei que ela vai ter razão. Eu sei que não há nada que possa fazer agora e eu sei serve como aprendizagem, mas eu sinto-me como se estivesse no décimo segundo ano, depois de descobrir que tinha confundido o “e” com “i” depois de acabar uma prova de português.
Estou danado comigo mesmo como sempre fico quando me confrontam com os meus erros básicos. Nisso ainda não mudei. Não sei se vai acontecer até que fique em paz com os meus erros – embora o ficar em paz fique muito próximo da desresponsabilização. Espero que não, embora saiba que amanhã isto não vai ter tanto peso como tem hoje. Independentemente como isso me deixa irresponsável ou não, gostava de retirar o que tenho a retirar dos meus momentos menos brilhantes e seguir em frente sem olhar para trás. É só o que quero.
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