sexta-feira, 18 de março de 2016

10-03-16

Dizia lá qualquer coisa sobre vida social de quem tem aura azul e esta por acaso acho que é um bocado ao lado e daí talvez não... diz que as pessoas de aura azul estão felizes por estarem rodeados de pessoas a todos os momentos. Por acaso sempre detestei estar com pessoas, no entanto, e sendo totalmente honesto comigo próprio, também sei que durante muitas vezes a minha solidão auto-imposta sempre foi uma forma de protecção que se tornou viciante. Para fugir aos abusos dos meus "amigos" quando era criança, criei uma muralha entre mim e o resto do mundo, onde raramente deixava passar alguém para lá dessa muralha. Diz ainda que são muito sociais, perfeitos benfeitores e ajudantes que estão sempre interessados nas necessidades dos outros. Essas características permitem-nos para serem carinhosos e sempre predispostos a servir a família e amigos. - esta aqui sim, embora, lá está, a tendência é sempre para querer estar fechado no mundo. Entretanto, o meu último emprego também ajudou-me a melhorar as minhas qualidades e capacidades sociais. Diz que os que têm a aura azul podem ser encontrados em todas as áreas da sociedade, onde é necessário serviço e manutenção. A maior prenda para eles é serem ajudados pela sua família e amigos. E em relação a isto não há grande coisa a dizer, no entanto, é uma prenda que não quero usar, não quero ter o peso em cima de mim de depender dos outros. A muralha ficou tão alta que acredito na maior parte das vezes que seja intransponível. Que é ou que deve ser. Adiante... São pessoas viradas para a família que amam estar com os seus parceiros, crianças ou amigos. São pessoas que têm amigos para a vida toda. Assim que eles gostam de alguém, nunca a vão esquecer, mesmo que não tenham mais contacto directo com elas. Vão escrever cartas, mandar postais ou inventar mais outra forma qualquer de expressar o seu amor e apreço.

Esta é tão verdade e mesmo assim não se aplica à minha vida. Só ao ler esta parte é que me apercebo de como o tal muro que criei me afastou de quem eu sou, de como me fez ter medo das pessoas, mesmo daquelas que gosto. Aquilo que diz ali de que se gostam alguém, é para toda a vida, é completamente verdade, eu sinto isso mesmo - por isso é que também quando me chateio com alguém, acaba por doer mais que uma facada no peito. Ou nas costas. Ou as duas. Se calhar, de certeza, que é por isso também que acabo por dar uso à máxima longe da vista longe do coração. Pensar nas pessoas, ter carinho por elas, mas não as procurar, não tentar manter o contacto. Não sei quando é que começou isto, mas sempre me lembro de ser assim, mas a verdade também é que só na escola é que comecei a separar-me de algumas pessoas. Quando as encontro, acabo por ver que já não há muito em comum e como tal justifico o meu afastamento. Engraçado como encontramos por vezes coisas que nos mostram aquilo que realmente somos

Sem comentários:

Enviar um comentário