domingo, 20 de março de 2016

13-03-16

Eu amo mesmo a Marta. Amo-a mesmo. O seu espírito de criança, no bom sentido, que faz com que pense que se toda a humanidade fosse assim, não haveria espaço para guerras. Por muito que a possa criticar pelo seu espírito inocente, por muito que isso me possa irritar quando estou preso à minha programação que tenho desde que nasci em que a realidade é o que interessa, que não se pode sonhar, que não se deve sonhar porque quanto mais se sobe... mais a queda vai doer. Aquilo que a Marta me tem estado a ensinar (as poucos porque sou teimoso) é... que se lixe a queda! Porque é que vou estar a pensar na queda quando tudo o que quero fazer é voar? Se cair, logo penso nisso, mas agora o que eu quero é voar.

Era isto que devia ter pensado toda a minha vida. Não adianta também pensar muito nisso, tenho a Marta que me obrigou a pensar nisto agora, a altura em que tenho que pensar nisso. Na altura em que devo ser capaz de sonhar. E sobretudo de viver o sonho.

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