domingo, 27 de março de 2016

22-03-16

Foda-se! Sei que este não é o espaço que idealizei para isto, para este tipo de linguagem e energias mas foda-se para isto! Não estou zangado com ninguém a não ser comigo mesmo. Sei que sou humano, sei que devo aceitar a minha humanidade e sei que no passado o não querer ou conseguir fazer isso trouxe-me muitos dissabores mas agora... agora não é o momento para ataques de pânico! Bastou uma simples conversa, uma pequena conversa e eu não consegui evitar. Tinha a caixa à minha frente. Ela estava fechada e eu não consegui evitar. Ela chamava por mim, a puta da caixa chamava por mim. Ou assim eu pensava, mas não era ela, era algo dentro de mim, o meu velho eu, o meu velho eu que duvida, que quer ver parar crer. O meu velho eu voltou para abrir a caixa e quando a abriu e viu que não tinha lá nada, ele entrou em pânico.

Eu entrei em pânico e de repente da caixa saíram um enxame de insectos que me atacaram, cada um deles com uma pequena dúvida, cada um deles com uma questão insignificante. Insignificante para ser colocada, mas demasiado importante exactamente por não ter resposta. E eu fui atacado por uma série de respostas para as quais não tenho resposta e tudo desabou à minha volta. Todas as estruturas que tenho vindo a montar foram ameaçadas. Não quer dizer que caíram porque o facto de estar aqui a escrever isto é sinal que eu me apercebi a tempo, mas... será que foi mesmo a tempo. Sinto que tenho que começar de novo, tenho que começar tudo de novo e isso assusta-me quase tanto como não ter como subsistir. Quase... mas não tanto e essa é a grande questão e esse é é o grande teste. A caixa. A caixa está fechada porque a fechei mas ao olhar para ela parece que noto que está aberta, mais que não seja levemente.

O teste não é resistir a abrir à caixa. O superar o teste é nem sequer notar que a caixa está lá.

Hoje chumbei.

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