quarta-feira, 9 de março de 2016

02/03/16

O Nando falou-me de um concurso literário que me caiu como uma bomba. Um prémio fantástico e a oportunidade que mais do que ter sido sentida como isso, foi sentida como um caminho. Esta é a minha porta de entrada para a profissionalização desta paixão que sempre fez parte de mim, mesmo quando eu não sabia. Lembro-me quando tinha nove anos e queria escrever um livro que contasse as histórias que eu tanto gostava mas à minha maneira. Claro que nunca chegou a lado nenhum, mas aquele fogo, aquele desejo... estava lá. Talvez ele precisasse de ficar adormecido para explodir agora, com uma vontade incontrolável de se materializar.

É agora!

01/03/16

A realidade é aquilo que nós fazemos dela e cada vez sinto isso como sendo a verdade absoluta. Estou mais focado na escrita. Não estou tanto nas terapias como desejava, mas estou a escrever como um animal. Já não escrevia assim desde os tempos da Susana - lembras-te? Já passou tanto tempo, tanto tempo que mais do que parecer ter sido numa outra vida, parece que foi noutro milénio, noutro mundo -  e tem sido bom reparar nas diferenças. Na minha maturidade, isto de uma forma completamente humilde, mas é possível reparar no meu crescimento e no ponto diferente onde estou agora e como esse mesmo ponto me permite ver as coisas de uma perspectiva mais clara. E sem dúvida mais positiva. 

Conciliar a rádio, a música e a escrita é algo que nunca pensei que pudesse fazer a tempo inteiro mas isso parece ser cada vez mais uma realidade.

terça-feira, 1 de março de 2016

29-02-16

Não interessa de onde as coisas chegam, não interessa analisar tudo, o que interessa é acreditar que vai acontecer, que merecemos que aconteça. Acreditar acima de tudo que é real. Toda a minha vida fui censurado por andar no mundo da lua, seja pelos outros seja até por mim próprio e agora sinto que todas essas barreiras estão a cair aos poucos. De alguma forma estou a tornar-me mais leve, a tornar-me mais próximo daquilo que quero ser. E é um caminho, percebo isso agora. É um caminho que deve ser feito e não propriamente um objectivo. É o viver, o passar por isto, as emoções que fazem parte de ser feliz. Não é um futuro que não se consegue visualizar por parecer demasiado distante, mas sim algo que está aqui agora, mais que não seja nas nossas expectativas, nos nossos planos. Viver aquilo que queremos mesmo que não esteja ao alcance daquilo que consideramos... "realidade". A realidade é agora, chegou a hora de deixar de ter medo de sonhar, de voar.

O que é a realidade afinal?

28/02/2016

Já não escrevia há demasiado tempo. Só agora aos poucos é que me começo a aperceber que estava numa verdadeira prisão. A minha mente sempre fervilhou de histórias, pequenas histórias, por vezes imagens, muitas vezes, é certo, associadas a ocorrências da minha vida. Fui aquele tipo de criança que refugiava-se das coisas que não gostava no mundo da lua. Era o meu refúgio favorito, pelo que desde cedo criei esse hábito de sonhar acordado. E usei isso, como escape também, para escrever, coisa que entretanto por falta de tempo deixei. Agora estou a voltar novamente e parece que as personagens voltam a falar comigo, como voltar à escola e ver todos aqueles velhos amigos com os quais já não falava há alguns anos, há tempo demais. 

É bom voltar a sonhar.

27-02-2016

Ando a ler um livro que me anda a inspirar. Há muita coisa com a qual não me consigo identificar, não me faz o mínimo sentido, no entanto, existem outras que me fazem perfeito sentido. Aquela que acabei de ler é a relação entre a liberdade e a segurança. Só ao ler a descrição dos paradoxos destes dois conceitos, e a descrição do caso do autor é que me apercebi de como estava completamente dependente da segurança em detrimento da liberdade. No entanto, aquilo que sinto e que de certa forma estou a experimentar é que ao ter abdicado do conforto da segurança, tenho mais liberdade, mas essa mesma liberdade vai-me trazer mais segurança porque estou a fazer o que gosto e vou tirar, muito em breve, os dividendos económicos disso mesmo. As terapias estão a andar lentamente mas de forma segura e é um bom indicativo para tudo o resto. Eu precisava não só de mais tempo (e liberdade) mas de energia para concentrar naquilo que quero fazer. E é um monumento que aos poucos estou a erigir. Vai ser a minha obra de arte.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

26-02-2016

O tempo sempre foi o meu grande desafio e de alguma forma, estou a conseguir superá-lo e não é por simplesmente já não ter de ir trabalhar, aquela rotina da qual não me conseguia escapar, até porque aos fins-de-semana tinha o mesmo problema e chegava deprimido ao domingo não por ter de ir trabalhar no dia seguinte mas principalmente por não ter feito tudo aquilo que queria ter feito. A verdade é que nunca vamos estar no controlo absoluto e quanto mais lutamos contra isso, mais infelizes somos. É engraçado como tive que me despedir e arriscar tudo o que tenho para aprender isso. Por vezes é quando estamos a cair que conseguimos ficar lúcidos e finalmente abrir os olhos para ver aquilo que sempre foi óbvio. Muitas vezes ficamos cegos por conveniência ou por medo, mas sabendo que nada dura para sempre, nem mesmo a lucidez, é tentar procurar a felicidade o máximo possível. Aceitar sobretudo. Não escondo a preocupação que tenho acerca do futuro e evito falar disso com as outras pessoas porque não tenho resposta para lhes dar. Sei que tenho que me proteger dessa incerteza. Alguns diria que estaria a fugir à realidade e talvez esteja. Estou a fugir à realidade que não quero viver. Aquela que sempre vivi. Há algo mais para lá disto tudo, há algo mais para mim, eu sei que sim. Ainda não consigo explicar o que é, nem descrever, mas sei que está lá, sinto-o. Nos meus ossos, tenho uma certeza inabalável. E apenas tenho que me agarrar a isso.

Hoje segui o meu coração e comecei a pesquisar sobre que forma posso fazer a rádio um meio de subsistência, com publicidade, com parcerias. A Marta tem sido incansável nesse aspecto, dando-me um apoio fenomenal. As terapias também estão a começar a pegar, tenho tido alguns pedidos de trabalho. Ainda nada de extraordinário mas o suficiente para que eu veja que escolhi mesmo o caminho certo, o caminho do meu coração.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

25-02-2016

A terapia correu muito bem e aconteceu exactamente como me disse. Fez-me ter mais ânimo para partilhar e fazer publicidade ao site. No entanto, também tenho sentido vontade de voltar a escrever. Não só no diário mas voltar a escrever como quando fazia quando era adolescente. O querer materializar as histórias que tinha na cabeça. Tinha saudades de ouvir as personagens de me dizerem o que iam dizer. No meio de tanta coisa acabei por deixar essa parte para trás, por não ter tempo, por não ter energia, aliás, tal como aconteceu com as terapias. Mas agora... tenho tempo e tenho energia para dar e vender. Não tenho mais desculpas nem quero. Primeira fase: Terapias, construí a base e lancei a semente, agora tenho que cuidar do fruto até que comece a dar o fruto que pretendo. Segunda fase: Escrita.