domingo, 26 de janeiro de 2014

25-01-2014


Nada como ficar em casa, entretido com música, escrita e cinema. E há sempre algo que se pode aprender, há sempre uma mensagem subliminar que nos faz sentido. Nem que seja ao ver um filme péssimo, que apesar de ter um bom actor no papel principal, tem uma história ridícula e irritante, sobre um casal que passa a vida a discutir, envolvidos por um ambiente hostil que só faz com que as questões resolvidas do passado, bem mais à superfície do que julgam, venham ao de cima. E a agressividade latente sempre disposta a explodir a cada desculpa que encontram. 

Até mesmo num filme manhoso se encontram espelhos assustadores para a nossa realidade. É melhor lidar com as coisas, enfrentá-las, digeri-las e libertá-las do que ficar à mercê de raiva não resolvida e ser-se controlado por ela. A diferença entre escolhermos o nosso caminho, por muitas influências ou condicionantes exteriores possam haver, e sermos levado a ter atitudes ou a fazer escolhas mediante ressentimento, ciúmes e todas aquelas coisinhas pequeninas que nos tornam ainda mais pequeninos.

Há sempre algo de útil naquilo que nos aparece à frente e nada é por acaso.

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