sábado, 15 de março de 2014

13-03-2014



Ainda não percebi bem porque é que não estou a conseguir dormir nas últimas noites até depois das quatro horas da manhã. Quer me deite mais tarde ou mais cedo, às quatro acordo sempre. Claro que me volto para o outro lado mas não passo do dormir e acordar constantemente até que me farto e acabo por me levantar. Acabo por ser recompensado porque a primeira pessoa a dar-me os bons dias é sempre a Marta e hoje não foi excepção. Ela foi ter com a minha alma novamente e desta vez as coisas foram mais estranhas ou talvez mais simbólicas.

Ela começou por ver a mão de Hamsa - que eu tive de procurar o que era. Ao que parece é um símbolo muito antigo de protecção contra mau olhado tanto na cultura hebraica como na muçulmana - com muitas cores. Eu e ela entrámos na mão e depois de passar por ela, continuámos a cair num quadro gigante. Um quadro com muitas cores e com uma figura humana pintada, uma figura que parecia ser um homem. À volta do homem não havia mais nada, apenas o fundo azul. Eu e a Marta pisámos o fundo azul e fomos cair numa piscina. Na piscina ficámos a flutuar com as cabeças encostadas mas em sentidos contrários como se fosse um relógio, eu com os pés para as três horas e ela com os pés para as nove. Tínhamos os braços abertos e as minhas mãos tocavam nas tuas e ambos estávamos vestidos de preto. Os nosso cabelos não estavam molhados e nós estávamos felizes. Começámos a rodar, primeiro lentamente e depois cada vez mais rápido. Entretanto ela apagou e não se lembra de mais nada. 

Quando lhe perguntei o que ela achava que sentia, não me conseguiu explicar. O que sentiu foi que aquela tinha sido uma viagem para relaxar. Provavelmente estamos os dois no mesmo ponto. A mão de Hamsa talvez signifique que estamos protegidos contra o mau olhado, ou que talvez precisemos de protecção contra mau olhado, invejas, etc. E agora lembro-me daquele dia em que me senti sem energia e que tinha um camadão de quebranto em cima. Talvez esteja associado com isso. De resto, parece ter sido uma viagem, algo que ambos atravessámos para chegar ao ponto em que apesar de estarmos a enfrentar coisas diferentes, em pontos diferentes da nossa vida (as posições no relógio), estamos juntos. Cabeças juntas, mãos dadas.

É das ligações mais poderosas que já alguma vez senti. Nem sequer com a Catarina, que é minha alma companheira, com quem já partilhei muitas vidas, nem com ela senti algo assim. Aliás, com a Catarina sempre houve peso, sempre houve uma necessidade, um apego incontrolável. Com a Marta não há nada disso. Só estivemos juntos uma vez, não sei se chegou a um minuto e mesmo assim há esta ligação forte, um carinho incompreensível que é mútuo e que não tem razão de ser racional. E ao mesmo tempo não há apego. Obviamente que se passa muito tempo sem falarmos um com outro sentimos falta - coisa que é rara para mim já que me desligo muito facilmente das pessoas, não sendo algo que faço de propósito mas que acontece de qualquer forma algumas vezes e que leva por vezes as pessoas a ficarem zangadas e/ou tristes comigo. Não as posso censurar. Aliás, houve um tempo em que me censurava a mim próprio por causa disso e forçava-me a manter contacto com as pessoas mesmo quando não me surgia a vontade natural para tal. Também foi algo que já deixei para trás.




quarta-feira, 12 de março de 2014

12-03-2014

Quatro horas de sono. Qualquer dia funde-se qualquer coisa aqui no meu cérebro. O engraçado é que durante o dia não tive qualquer tipo de cansaço ou sonolência. Claro que agora já é outra questão... Este concerto fez-me pensar numa coisa engraçada, à qual não tinha dado nenhum valor mas que acabou por voltar hoje, de forma engraçada. Ou pelo menos eu vejo-a assim. No sábado, vieram ter comigo no Facebook. Uma pessoa que não faz parte do meu lote de amigos perguntou-me... "Não tens mais nada para fazer?" Não sabendo quem era, respondi apenas "?" dando-me tempo para verificar a identidade do homem. Cheguei à conclusão que já tinha estado no perfil dele, quando soube que estava a namorar com uma amiga minha. Quando reparei, já tinha outra mensagem que dizia "Queres que te faça um desenho, é?". Não sabendo o que se tratava mas também não querendo saber, apenas respondi, "Não sei quem és, não sei o que queres, mas também não vou perder mais tempo contigo". E bloquei-o.

Agora, a parte interessante. Num outro tempo, teria ficado a falar com ele e tentar perceber o lado dele, o que é que queria, etc. Ficaria chateado porque é o que acontece quando se tenta fazer com quem calhau da calçada fale francês. Não vale a pena e o calhau continua a ser um calhau. Ele não tem a culpa, é um calhau, temos que aceitar a sua condição. Ao bloqueá-lo também fiz algo que não costumo fazer, fechar uma porta ao que não interessa. Nunca quis fechar portas, sempre quis ser amigo de todos. Basicamente sempre quis ser aceite por todos, então fechar portas sempre foi algo que me fez muita confusão. Neste momento, o que me faz confusão é perder energia de forma desnecessária. Tudo o que não me sirva também não vale a pena estar presente na minha vida. E agi em conformidade. Sem olhar para trás, sem raiva, sem emoção. Apenas como quem desliga a televisão quando não estava a dar nada de jeito. Um reflexo. Automático que só me faz ter orgulho de mim próprio, afinal, este automatismo é bom. O automatismo para o meu bem estar.

A parte engraçada. Não falei com a minha amiga porque além de não querer perder o meu tempo, também não o queria fazer perder o dela e porque, sinceramente, não achei que o assunto merecesse que se perdesse mais energia do que aquela que já foi perdida. Ela acabou por me ligar, dizendo que sabia da situação e que já não era a primeira vez que ele tinha feito o mesmo. Que devido a ter sido traído, tinha inseguranças e então, a razão dos seus ciúmes eram os meus likes nas suas publicações. Likes. Ao que parece já tinha feito o mesmo com um amigo dela de cinquenta e tal anos. Curiosamente, o senhor teve a mesma reacção que ele e deixou um aviso - "Se ele está a fazer isto agora, ele vai fazer isto sempre, vê lá o que estás a fazer". Entretanto deixaram de falar. Dei-lhe o mesmo conselho, para ela ter atenção aos sinais vermelhos. E tivemos uma conversa boa, como sempre tivemos, durante quase uma hora. Mais há noite reparei que me tinha tirado de amigo. Nem tive o impulso de lhe perguntar o porquê, nem senti a injustiça como foi com a situação com a Catarina.

Acredito que passamos por testes constantemente e isto foi um teste e eu só me apercebi quando estava a meio.Tudo aquilo que devia ter feito antes, fiz agora. De forma automática. Claro que a Ana não é a Catarina e que são ligações completamente diferentes, mas sei que a situação em si sempre me causou asco e como tal, sempre reagi mal, até agora. O que me faz ter um orgulho enorme naquilo que me tornei. As coisas que nos acontecem servem mesmo de lição se nós quisermos vê-las dessa forma. Ainda bem.

11-03-2014

Hoje vou a um concerto. Em cima da hora. Surgiu e eu vou. Quebrar a rotina e vou. E não vou a resistir. Deixar fluir, como no rio. Desta vez sinto que estou verdadeiramente a deixar-me ir. Ainda me meto a olhar para tudo o que é sítio, à procura de tudo aquilo que acho que devo encontrar mas pelo menos já não tento nadar no sentido contrário ou ficar agarrado à margem. Até agora, simplesmente deixar-me ir, está a ser muito bom. O melhor é aproveitar a viagem.

10-03-2014

Não sei porquê hoje tive um impulso. Nunca fui muito espontâneo e não posso dizer que o tenha sido totalmente espontâneo, mas normalmente para dar um passo que seja em terreno inseguro, é muito raro dar sem ter a certeza do desfecho. Ou pelo menos, era esse o meu padrão. São estas pequenas coisas que me provam que estou realmente diferente. Do azul decidi entrar em contacto com uma rádio e fazer uma proposta para um programa. A rádio entrou na minha vida de forma inesperada. Surgiu como escape na minha recuperação... na minha última recuperação e acabou por me dar um gozo tremendo. Claro que foi uma rádio pela net em que na maior parte das vezes não tive ouvintes. Mas o facto de passar a música que gosto, de a escolher... e sobretudo o fazer locução. Engraçado como a vida me coloca à frente de coisas que não quero fazer mas que acabam por ser tudo elementos de desenvolvimento da minha comunicação. De tal forma que passei a gostar de comunicar. A não ter receio do que pensam de mim, a corrigir eventuais falhas sem auto-crucificação. A possibilidade de fazer isso... numa rádio a sério... seria um sonho tornado realidade!

09-03-2014

Não sei porquê mas não tenho conseguido descansar durante a noite. Deito-me cedo, custa-me a adormecer. Deito-me tarde, acordo sempre antes do despertador tocar. Durante a semana já não tem muita piada - embora dê jeito quando me esqueço de colocar o despertador - mas ao fim de semana é revoltante. Quem é que, no seu perfeito juízo, depois de se deitar à uma da manhã, desperta às sete da matina, de um Sábado para Domingo?

Bem, mas um dia normal para mim. O Domingo até acabou por ser tranquilo, embora ache que me esteja a dedicar pouco tempo às terapias. Se calhar os Domingos foram feitos para isso mesmo, para relaxar. A questão é que tudo o que não consigo fazer durante a semana e considero importante, encafuo para o Domingo, que é uma forma de dizer, "não deixo nada para trás, faço tudo, fica para o Domingo". Claro que depois quando chega a altura... a altura nunca chega.

domingo, 9 de março de 2014

08-03-2014

A meditação foi muito boa, muito boa mesmo. Normalmente, nas meditações que fiz até agora, o meu racional, o meu mental está constantemente a intervir, a questionar, a divergir, a censurar, a julgar. No final, quando é para partilhar as sensações que se teve, nunca sou capaz de falar, nunca sou capaz de descrever. Acabou sempre por achar que o que tive a fazer foi apenas a dar largas à minha imaginação. Hoje tive a percepção - coisa que eu já sabia antes, mas nunca liguei - de que a imaginação é uma arma que o divino usa para comunicar connosco. As nossas imagens mentais, as nossas referências, a forma como vemos o mundo, é dessa forma que as mensagens nos chegam. Mais confiança em mim para aceitar as imagens que vejo, para deixar também que elas fluam na minha direcção. A meditação foi com o Arcanjo Miguel e fiquei a saber que ele já me acompanha desde 2005, altura do fim da relação com a Susana. Protecção, Justiça, Coragem e Fé são as suas dádivas para quem chama por ele. Sinceramente não me recordo de ter chamado por ele, pelo menos, não de forma consciente. Deixa muitas perguntas no ar, mas... a propósito de curiosidade, não creio que mereça a pena investir tempo ou energia nelas. Saber que estou acompanhado por ele faz-me sentir muito bem. A Sofia disse-me que nesta próxima semana que provavelmente, não é certo, passarei por situações em que seja testado ou levado a intervir. Proteger-me ou proteger alguém que esteja a ser injustiçado, ter a minha coragem e fé postas à prova. Inicialmente fiquei reticente. Qualquer prova ou teste em perspectiva faz-me querer passar com sucesso, sem dúvida, mas ultimamente ando tão cansado de testes e provas que não me apetece mais chatear com as pessoas - a situação da Catarina volta à cabeça imediatamente - mas depois, no caminho para casa, a confiança de que serei capaz de atravessar qualquer teste que se atravesse à minha frente começou a crescer e solidificar. O Arcanjo Miguel deu-me uma armadura que será para usar diariamente e que me protegerá de todo e qualquer mal que me surja.  A armadura, no peito, tinha um símbolo que não consigo lembrar-me. Deu-me dois escudos, um redondo e outro como se fosse um legionário romano, que também tinham o mesmo símbolio que. Normalmente, segundo a Sofia, dá uma capa com uma pregadeira, mas essa parte não me surgiu. Aliás, nem a Espada. A Espada vi-a como se fosse dele mas era a minha. No entanto era ele que a empunhava. Sei que ela também tinha o mesmo símbolo no punho. A Sofia recomendou que nas minhas meditações pedisse por mais imagens para que seja claro o símbolo. Vou fazer isso.

Depois à tarde falei com a Marta e ela disse-me que ligou-se à minha alma. Eu e o meu guia estávamos numa praia à espera dela. Enquanto o guia ficou sentado na areia, eu dei-lhe a mão e levei-a para a água. Ficámos com a água pelos joelhos e começámos a dançar. Até que parámos para observar o nosso reflexo na água. A água era transparente e calma, dava para ver os nossos reflexos, as nossas caras. Então caiu-lhe uma lágrima do olho direito mas que não chegou a tocar na água. Eu apanhei-a com o meu dedo indicador e ela deixou de ser transparente, passando a ter as cores do arco-íris. Foi então que o meu guia interviu e disse: "Ele está aqui para te ajudar".

E com isto fiquei, e continuo, sem palavras. Ao que parece, não só a Marta me está ajudar em ouvir-me e apoiar-me, como eu também a estou a fazer o mesmo. Segundo ela, estava tudo bem até que viu o nosso reflexo e aí ficou triste. Depois ficámos a brincar na água, como as crianças. Fez-me lembrar a forma como a água era importante para mim quando era criança, de como ir para a praia era tudo para mim. A minha ligação à Marta é mais profunda do que eu esperava e é mútuo. É bom sentir isto e não posso dizer que já o tenha sentido antes. Não desta forma.

07-03-2014

Depois do massacre de ontem à noite, estava à espera que tivesse um massacre durante o dia de hoje, afinal dormi apenas quatro horas. Para surpresa minha, foi um dia passado com a maior das tranquilidades. Alguns bocejos, mas bocejar também sempre fez parte da minha maneira de ser. O trabalho também fluiu bem, mais uma vez, mas também não deixei de fazer umas pesquisas pela net à procura de qualquer coisa que me despertasse o interesse. Não encontrei mas também não desanimei. Também acho que estou a fazer as coisas mal. Estou a procurar por um trabalho a tempo inteiro, partindo do principio de que será por conta de outrem. Talvez em deva investir as minhas buscas em novos espaços onde possa ter terapias. Se calhar neste momento... é uma opção mais sensata. Agora que já consegui controlar a minha vontade de fugir, e aceitei que preciso de trabalhar para pagar as minhas dívidas, talvez seja melhor começar a construir o plano B - a preparar a segurança para poder fazer a transição. Não fecho as portas a nada, mas... não será mau pensado começar a fazer uma pesquisa por clínicas.

Ainda há pouco tempo falei de como me sentia agradecido por ter pessoas como a Sofia e a Marta na minha vida e é engraçado como as duas entraram na minha vida e em como estou a aprender tanto com elas. No caso da Sofia, ela é terapeuta , tem uma sensibilidade fantástica e faz uma série de meditações com os arcanjos que servem principalmente para comunicar com divino, tomar consciência deles, das suas facetas, daquilo que eles promovem em nós e após um crescente interesse da minha parte acerca do assunto, ela convidou-me para fazer a meditação. Foi assim muito de repente, mas aceitei. Pela primeira vez, fui espontâneo e aceitei, movido não sei se por curiosidade se por necessidade. De qualquer forma, aceitei e vou começar amanhã. Arcanjo Miguel. De certa forma, o Arcanjo Miguel é alguém que tenho recorrido bastante. Nunca fui de orações, aliás sempre julguei os outros por só se lembrarem do divino em momentos de aperto e ao julgar os outros na verdade estava a julgar-me a mim mesmo, porque era a mim que eu criticava. Houve muita coisa inexplicável com a minha "morte" ou "mortes" mas mais inexplicáveis foi o meu renascimento. Se foi difícil por parte daqueles que estão à minha volta deixarem de pensar que eu era maluco, mais difícil foi para mim aceitar o que se tinha passado e largar sem querer focar muito, porque cada vez que o fazia (e que o faço) não encontro respostas, apenas mais perguntas. No entanto, não deixo de sentir que em todo esse período e até antes, de alguma forma estava acompanhado. Voltei-me para a espiritualidade por acaso (coisa que não existe) e desde a primeira vez que me fizeram reiki até ao primeiro nível, segundo, terceiro, foi um tirinho. Depois arranjei baralhos de oráculo, fizeram-me a leitura de aura, ligações de alma, terapia multi-dimensional e tudo batia certo, tudo fazia sentido (e faz). Na terapia multi-dimensional foi a primeira vez que tive contacto com os Arcanjos, foi quando soube o Arcanjo Miguel foi um dos que participou na minha cura - o meu corpo estava todo chagado, provavelmente de feridas infligidas a mim próprio ou por outros que eu não curei ou perdoei. Desde aí sempre tive uma forte ligação a ele, inclusive tive que arranjar o baralho de oráculo dele e é um dos meus apoios quando procuro orientação. Fazer uma meditação para entrar em contacto com ele faz-me todo o sentido e não terá sido mesmo por acaso.

No caso da Marta, ela é uma pessoa super sensível, que tem uma sensibilidade enorme, que consigo sentir apesar de nunca ter estado com ela fisicamente, mas sinto que já estive com ela muitas vezes noutros planos. Daquelas coisas que não posso falar com as pessoas porque já sei que vão começar a ter medo que esteja a desequilibrar outra vez. Odeio ter que fingir ou ter que omitir aquilo que tenho dentro de mim, mas neste momento julgo que seja mesmo o melhor. A Marta, apesar de ter apenas o primeiro nível de reiki, pelo o que me contou, tem uma abertura e uma capacidade de ligação ao divino fantástica. De tal forma que desconfio que ela se ligou à minha alma sem querer. Contou-me que uns dias atrás teve um sonho comigo, mas que como o considerou como sendo apenas um sonho, não lhe deu muita importante. Entretanto, há pouco, calhou em conversa ela contar-me o sonho. Eu estava num campo cheio de margaridas e ela chegou ao pé de mim. Quando a vi fiquei contente. Ela queria levar-me para outro lugar e eu recusei. Ela, entretanto, viu uma gruta que tinha um lobo com um ar muito feroz. Eu disse que o lobo era a razão pela qual não queria ir, porque tinha que derrotar o lobo. Insistindo, lá acedi e levou-me para um lago. Foi quando reparou que junto a mim estava um anjo. Ainda insisti para voltar para trás mas ela voltou-me a convencer. Neste momento, tirei do meu peito um coração pequenino que se transformou num passarinho pequeno e que começou a cantar à volta das nossas cabeças. Ela lembra-se de estarmos os dois felizes. Entretanto ela não se lembra de mais, mas teve a nítida sensação de ter sonhado comigo a noite toda. 

Tive ainda mais convicção em lhe pedir para se ligar à minha alma. Ela não sabia o que era, mas acredito que poderá fazê-lo sem dificuldades. A forma como entendo o sonho foi eu agarrar-me às coisas do passado, a toda esta questão de injustiça com a Catarina e tudo o que isto despertou, o querer enfrentar isto, resolver o que ficou nas sombras a rosnar para mim. Isto também já foi há quase um mês atrás, portanto, faz perfeitamente sentido que eu estivesse nesse ponto. Veremos se ainda é o no mesmo sítio onde me encontro. Na verdade... não preciso da confirmação dela, nem de ninguém. Eu sei que não é nesse ponto onde estou mesmo, mas as dúvidas que tenho sobre a minha percepção e instintos acabam por estar sempre presentes, quase sem me dar conta. Isso e a curiosidade. Um vício. Como a Sofia já disse uma vez em conversa, eu vicio-me nas percepções, leituras, impressões que as outras pessoas têm de mim. Começar a valorizar mais as minhas.