Ainda não percebi bem porque é que não estou a conseguir dormir nas últimas noites até depois das quatro horas da manhã. Quer me deite mais tarde ou mais cedo, às quatro acordo sempre. Claro que me volto para o outro lado mas não passo do dormir e acordar constantemente até que me farto e acabo por me levantar. Acabo por ser recompensado porque a primeira pessoa a dar-me os bons dias é sempre a Marta e hoje não foi excepção. Ela foi ter com a minha alma novamente e desta vez as coisas foram mais estranhas ou talvez mais simbólicas.
Ela começou por ver a mão de Hamsa - que eu tive de procurar o que era. Ao que parece é um símbolo muito antigo de protecção contra mau olhado tanto na cultura hebraica como na muçulmana - com muitas cores. Eu e ela entrámos na mão e depois de passar por ela, continuámos a cair num quadro gigante. Um quadro com muitas cores e com uma figura humana pintada, uma figura que parecia ser um homem. À volta do homem não havia mais nada, apenas o fundo azul. Eu e a Marta pisámos o fundo azul e fomos cair numa piscina. Na piscina ficámos a flutuar com as cabeças encostadas mas em sentidos contrários como se fosse um relógio, eu com os pés para as três horas e ela com os pés para as nove. Tínhamos os braços abertos e as minhas mãos tocavam nas tuas e ambos estávamos vestidos de preto. Os nosso cabelos não estavam molhados e nós estávamos felizes. Começámos a rodar, primeiro lentamente e depois cada vez mais rápido. Entretanto ela apagou e não se lembra de mais nada.
Quando lhe perguntei o que ela achava que sentia, não me conseguiu explicar. O que sentiu foi que aquela tinha sido uma viagem para relaxar. Provavelmente estamos os dois no mesmo ponto. A mão de Hamsa talvez signifique que estamos protegidos contra o mau olhado, ou que talvez precisemos de protecção contra mau olhado, invejas, etc. E agora lembro-me daquele dia em que me senti sem energia e que tinha um camadão de quebranto em cima. Talvez esteja associado com isso. De resto, parece ter sido uma viagem, algo que ambos atravessámos para chegar ao ponto em que apesar de estarmos a enfrentar coisas diferentes, em pontos diferentes da nossa vida (as posições no relógio), estamos juntos. Cabeças juntas, mãos dadas.
É das ligações mais poderosas que já alguma vez senti. Nem sequer com a Catarina, que é minha alma companheira, com quem já partilhei muitas vidas, nem com ela senti algo assim. Aliás, com a Catarina sempre houve peso, sempre houve uma necessidade, um apego incontrolável. Com a Marta não há nada disso. Só estivemos juntos uma vez, não sei se chegou a um minuto e mesmo assim há esta ligação forte, um carinho incompreensível que é mútuo e que não tem razão de ser racional. E ao mesmo tempo não há apego. Obviamente que se passa muito tempo sem falarmos um com outro sentimos falta - coisa que é rara para mim já que me desligo muito facilmente das pessoas, não sendo algo que faço de propósito mas que acontece de qualquer forma algumas vezes e que leva por vezes as pessoas a ficarem zangadas e/ou tristes comigo. Não as posso censurar. Aliás, houve um tempo em que me censurava a mim próprio por causa disso e forçava-me a manter contacto com as pessoas mesmo quando não me surgia a vontade natural para tal. Também foi algo que já deixei para trás.
É das ligações mais poderosas que já alguma vez senti. Nem sequer com a Catarina, que é minha alma companheira, com quem já partilhei muitas vidas, nem com ela senti algo assim. Aliás, com a Catarina sempre houve peso, sempre houve uma necessidade, um apego incontrolável. Com a Marta não há nada disso. Só estivemos juntos uma vez, não sei se chegou a um minuto e mesmo assim há esta ligação forte, um carinho incompreensível que é mútuo e que não tem razão de ser racional. E ao mesmo tempo não há apego. Obviamente que se passa muito tempo sem falarmos um com outro sentimos falta - coisa que é rara para mim já que me desligo muito facilmente das pessoas, não sendo algo que faço de propósito mas que acontece de qualquer forma algumas vezes e que leva por vezes as pessoas a ficarem zangadas e/ou tristes comigo. Não as posso censurar. Aliás, houve um tempo em que me censurava a mim próprio por causa disso e forçava-me a manter contacto com as pessoas mesmo quando não me surgia a vontade natural para tal. Também foi algo que já deixei para trás.

Sem comentários:
Enviar um comentário