domingo, 9 de março de 2014

07-03-2014

Depois do massacre de ontem à noite, estava à espera que tivesse um massacre durante o dia de hoje, afinal dormi apenas quatro horas. Para surpresa minha, foi um dia passado com a maior das tranquilidades. Alguns bocejos, mas bocejar também sempre fez parte da minha maneira de ser. O trabalho também fluiu bem, mais uma vez, mas também não deixei de fazer umas pesquisas pela net à procura de qualquer coisa que me despertasse o interesse. Não encontrei mas também não desanimei. Também acho que estou a fazer as coisas mal. Estou a procurar por um trabalho a tempo inteiro, partindo do principio de que será por conta de outrem. Talvez em deva investir as minhas buscas em novos espaços onde possa ter terapias. Se calhar neste momento... é uma opção mais sensata. Agora que já consegui controlar a minha vontade de fugir, e aceitei que preciso de trabalhar para pagar as minhas dívidas, talvez seja melhor começar a construir o plano B - a preparar a segurança para poder fazer a transição. Não fecho as portas a nada, mas... não será mau pensado começar a fazer uma pesquisa por clínicas.

Ainda há pouco tempo falei de como me sentia agradecido por ter pessoas como a Sofia e a Marta na minha vida e é engraçado como as duas entraram na minha vida e em como estou a aprender tanto com elas. No caso da Sofia, ela é terapeuta , tem uma sensibilidade fantástica e faz uma série de meditações com os arcanjos que servem principalmente para comunicar com divino, tomar consciência deles, das suas facetas, daquilo que eles promovem em nós e após um crescente interesse da minha parte acerca do assunto, ela convidou-me para fazer a meditação. Foi assim muito de repente, mas aceitei. Pela primeira vez, fui espontâneo e aceitei, movido não sei se por curiosidade se por necessidade. De qualquer forma, aceitei e vou começar amanhã. Arcanjo Miguel. De certa forma, o Arcanjo Miguel é alguém que tenho recorrido bastante. Nunca fui de orações, aliás sempre julguei os outros por só se lembrarem do divino em momentos de aperto e ao julgar os outros na verdade estava a julgar-me a mim mesmo, porque era a mim que eu criticava. Houve muita coisa inexplicável com a minha "morte" ou "mortes" mas mais inexplicáveis foi o meu renascimento. Se foi difícil por parte daqueles que estão à minha volta deixarem de pensar que eu era maluco, mais difícil foi para mim aceitar o que se tinha passado e largar sem querer focar muito, porque cada vez que o fazia (e que o faço) não encontro respostas, apenas mais perguntas. No entanto, não deixo de sentir que em todo esse período e até antes, de alguma forma estava acompanhado. Voltei-me para a espiritualidade por acaso (coisa que não existe) e desde a primeira vez que me fizeram reiki até ao primeiro nível, segundo, terceiro, foi um tirinho. Depois arranjei baralhos de oráculo, fizeram-me a leitura de aura, ligações de alma, terapia multi-dimensional e tudo batia certo, tudo fazia sentido (e faz). Na terapia multi-dimensional foi a primeira vez que tive contacto com os Arcanjos, foi quando soube o Arcanjo Miguel foi um dos que participou na minha cura - o meu corpo estava todo chagado, provavelmente de feridas infligidas a mim próprio ou por outros que eu não curei ou perdoei. Desde aí sempre tive uma forte ligação a ele, inclusive tive que arranjar o baralho de oráculo dele e é um dos meus apoios quando procuro orientação. Fazer uma meditação para entrar em contacto com ele faz-me todo o sentido e não terá sido mesmo por acaso.

No caso da Marta, ela é uma pessoa super sensível, que tem uma sensibilidade enorme, que consigo sentir apesar de nunca ter estado com ela fisicamente, mas sinto que já estive com ela muitas vezes noutros planos. Daquelas coisas que não posso falar com as pessoas porque já sei que vão começar a ter medo que esteja a desequilibrar outra vez. Odeio ter que fingir ou ter que omitir aquilo que tenho dentro de mim, mas neste momento julgo que seja mesmo o melhor. A Marta, apesar de ter apenas o primeiro nível de reiki, pelo o que me contou, tem uma abertura e uma capacidade de ligação ao divino fantástica. De tal forma que desconfio que ela se ligou à minha alma sem querer. Contou-me que uns dias atrás teve um sonho comigo, mas que como o considerou como sendo apenas um sonho, não lhe deu muita importante. Entretanto, há pouco, calhou em conversa ela contar-me o sonho. Eu estava num campo cheio de margaridas e ela chegou ao pé de mim. Quando a vi fiquei contente. Ela queria levar-me para outro lugar e eu recusei. Ela, entretanto, viu uma gruta que tinha um lobo com um ar muito feroz. Eu disse que o lobo era a razão pela qual não queria ir, porque tinha que derrotar o lobo. Insistindo, lá acedi e levou-me para um lago. Foi quando reparou que junto a mim estava um anjo. Ainda insisti para voltar para trás mas ela voltou-me a convencer. Neste momento, tirei do meu peito um coração pequenino que se transformou num passarinho pequeno e que começou a cantar à volta das nossas cabeças. Ela lembra-se de estarmos os dois felizes. Entretanto ela não se lembra de mais, mas teve a nítida sensação de ter sonhado comigo a noite toda. 

Tive ainda mais convicção em lhe pedir para se ligar à minha alma. Ela não sabia o que era, mas acredito que poderá fazê-lo sem dificuldades. A forma como entendo o sonho foi eu agarrar-me às coisas do passado, a toda esta questão de injustiça com a Catarina e tudo o que isto despertou, o querer enfrentar isto, resolver o que ficou nas sombras a rosnar para mim. Isto também já foi há quase um mês atrás, portanto, faz perfeitamente sentido que eu estivesse nesse ponto. Veremos se ainda é o no mesmo sítio onde me encontro. Na verdade... não preciso da confirmação dela, nem de ninguém. Eu sei que não é nesse ponto onde estou mesmo, mas as dúvidas que tenho sobre a minha percepção e instintos acabam por estar sempre presentes, quase sem me dar conta. Isso e a curiosidade. Um vício. Como a Sofia já disse uma vez em conversa, eu vicio-me nas percepções, leituras, impressões que as outras pessoas têm de mim. Começar a valorizar mais as minhas.

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