O concerto foi fantástico... e mais uma vez, após me ter dado aquela vontade de não ir, volto de lá contente por ter ido, mas mais que isso, grato por ter tido a oportunidade de ter ido. Ter a oportunidade de dar largas a uma das minhas paixões, a escrita, que foi a minha bengala depois da minha queda, e ainda por cima poder fazê-lo sobre outra das minhas paixões, que é a música, é bom demais para ser verdade. Mas é. É verdade. Não é sonho, não é ilusão. E de alguma forma, sinto que é o início de algo. De algo que ainda não sei, mas que sentindo isto, não perdendo contacto com este sentimento maravilhoso, que só mais coisas boas podem vir a caminho.
A felicidade por este momento. Este sentimento é a minha bússola, a minha orientação. Se eu não perder o norte, de certeza de que cada vez vou estar mais perto, cada vez mais perto do meu objectivo. Ser feliz, sentir-me realizado com o que sou, com o que faço. Posso dizer sem receio que actualmente estou mais perto do que alguma vez que senti na minha vida. Não que isso tenha peso realmente. Não adianta pensar a longo prazo, não adianta pensar que se está muito longe ou muito perto. O que interessa é o agora. O agora, o eterno agora. O momento, aqueles momentos que parecem durar para sempre são feitos no agora. A felicidade não é um estado inatingível. Ela é real, ela é palpável, ela está aqui. Nas pessoas que amamos, nas pessoas que nos amam, até mesmo nas pessoas que não amamos e nas pessoas que não nos amam. Tudo o que constitui o agora é o mais importante. Não aquilo que julgamos que vai acontecer, de bom ou de mau. Nem sequer o que ficou para trás, de arrependimento ou tristeza. Não devemos desperdiçar um dia que seja, não devemos tentar recriar no agora aquilo que não é do agora. A magia do antes não se vai repetir nunca e a magia do agora... só há uma hipótese para que ela se manifeste agora, precisamos de a receber de braços abertos. E os braços devem estar abertos também para os deixar ir porque nada dura para sempre e se nos recusarmos a aceitar isso, então estamos a falhar o agora. E não há segundas hipóteses para o agora.
Não há segundas hipóteses para hoje por isso não vou deixar escapar mais nenhum dia. Eles serão meus, bons ou maus, serão meus, sem nada que não lhes pertença. Viver apenas para hoje.
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