segunda-feira, 17 de março de 2014

16-03-2014

Uns dias atrás - quase um mês, não tenho a certeza - à conversa com a Sofia, ela perguntou-me o que é que eu queria e perguntou-me por uma data em concreto para que todas aquelas coisas acontecessem. Eu disse 15 de Março. Ela perguntou-me que deveria ter especificado o ano, que quando mandamos coisas para o Universo, isto é, pedidos, devemos ser específicos. Corrigi 15 de Março 2014, mas ela na brincadeira disse que já era tarde demais, que o pedido já tinha sido enviado. Durante uns tempos fiquei como que com uma espécie de ansiedade pelo dia 15. Mais curiosidade do que ansiedade. Coincidiu com toda a questão da Catarina e com o sentir estar preso a um sítio onde não queria estar, ter que conviver com uma pessoa com a qual não quero conviver. Esse sentimento desapareceu ou foi desaparecendo. Quer dizer, continuo a querer sair do sítio onde estou, porque agora, não estando adormecido, sei que ele não é para mim, mas agora... agora não há pressão, a pressão que coloquei em cima de mim. Agora posso ver e realmente sentir aquilo que tenho disponível, todas as opções.

Não terá sido por acaso que não escolhi o ano e há duas fortes probabilidades. Primeiro - por receio da mudança. Um registo meu é desejar a mudança em momentos de aflição mas mesmo nesses momentos, desejar que ela seja num futuro indeterminado, em vez de um próximo. Segundo - Porque conhecendo-me como me conheço, saberia que ao colocar uma data, estaria a condicionar o que me vai aparecer - coisa que não especifiquei concretamente. Eu sei o que quero, mas os detalhes, deixo na mão do Universo, no tempo que ele entender. Na altura estava preso, ou sentia-me preso, e tinha urgência, mas agora, passando essa ilusão de urgência, sei que virá a mim aquilo que eu preciso no momento, em função daquilo que desejo para mim e o que desejo para mim é cumprir o meu propósito, as minhas paixões, aquilo que me preenche.

Como parte disso, hoje vou fazer mais uma reportagem. De início, apetecia-me ficar em casa, como parte de um Domingo de preguiça mas agora... acabando de escrever isto, não há mais nada em que pense.

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