terça-feira, 4 de março de 2014

02-03-2014

Nada como um bom Domingo para não fazer nada além de ouvir música, ver uns videos de música e ... sonhar. É o dia da semana em que se é permitido por lei (moral ou não) deixar para trás tudo aquilo que se queria ou devia fazer e apenas ficar a lanzar o dia fora. Antes, assim que no Sábado caio na armadilha do... "faço amanhã", tinha logo neura para o dia seguinte, porque o Domingo carrega uma energia muito própria de não fazer nada o que entrava em conflicto com o espírito de querer fazer tudo o que tinha dito a mim mesmo que tinha que fazer.

"Tenho que fazer."

É uma boa forma de detectar as coisas que me gastam energia. Ainda acontece algumas vezes, dizer ou pensar "tenho de fazer isto", "tenho de fazer aquilo", mas estando mais atento acabo por parar e pensar... "tenho" ou "quero". É algo que faz toda a diferença quando se é tão tenso e implacavelmente workaholic como eu. 

Hoje, em específico, fiquei com a mesma sensação de sempre - queria ter feito isto, aquilo, acoloutro - mas, não houve peso. Apenas um tranquilo... faço depois. Pegando na velha imagem do professor que despeja bolas de golfe, pedras e areia sobre o jarro, acho que finalmente estou a aprender a estabelecer prioridades na forma como emprego a minha energia e o meu tempo e a aceitar, da melhor forma, a mudar aquelas que criei tempos atrás. Isto da mudança é algo que vai desde o mudar de emprego até ao mudar de talheres à refeição. Tudo tem a sua resistência e tudo tem a sua sensibilidade para que seja lidado da melhor forma. O que se pode reconhecer na forma com que se lida com as coisas é... a partir do momento que não traz peso, é porque se está no bom caminho - partindo do princípio de que não se está iludido ou a dormir.

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