terça-feira, 4 de março de 2014

04-03-2014

Carnaval.

Incrível como a nostalgia que já senti num passado recente por esta época já não se manifesta mais. Quando ainda sentia ou queria sentir que pertencia a algo. Quando ainda existia o grupo - não que fossemos muito unidos, mas pronto partilhávamos vivências e experiências. Cada um foi para seu lado, uns mantém-se mais ou menos em contacto, mas de resto, dispersou-se tudo. Hoje em dia, nem sinto nostalgia pelo grupo, nem pena por se ter dispersado - um sentimento que me acompanhou por muito tempo. Hoje em dia, graças a pequenos encontros, pequenos convívios, sinto-me completamente desfasado daquilo que muitos deles são. Mesmo nos momentos mais negros de há cinco anos atrás sentia isso, embora, talvez, não quisesse admitir. Mas hoje... hoje é-me tudo indiferente de uma forma quase assustadora. Parte importante, pelos momentos bons e os momentos difíceis - estes últimos em demasia mas provavelmente os mais importantes para o meu crescimento - mas que agora terminou. E não faz mais sentido voltar atrás. Assim vejo quando se sente mesmo e quando se quer sentir. Quando disse muitas vezes que não vale a pena voltar atrás, reatar ou lutar por esta relação ou aquela amizade, nunca senti o desprendimento que sinto hoje. Sempre... havia sempre algo, algum objectivo escondido, algo iludido de mim próprio, algo em que eu queria acreditar. Algo em que eu precisava de acreditar. Hoje, com uma coisa tão simples como o Carnaval, aprendi que o verdadeiro desapego traduz-se em falta de emoção, boa ou má, em relação ao que já foi. 

Simplesmente... deixa de interessar.

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