domingo, 9 de março de 2014

08-03-2014

A meditação foi muito boa, muito boa mesmo. Normalmente, nas meditações que fiz até agora, o meu racional, o meu mental está constantemente a intervir, a questionar, a divergir, a censurar, a julgar. No final, quando é para partilhar as sensações que se teve, nunca sou capaz de falar, nunca sou capaz de descrever. Acabou sempre por achar que o que tive a fazer foi apenas a dar largas à minha imaginação. Hoje tive a percepção - coisa que eu já sabia antes, mas nunca liguei - de que a imaginação é uma arma que o divino usa para comunicar connosco. As nossas imagens mentais, as nossas referências, a forma como vemos o mundo, é dessa forma que as mensagens nos chegam. Mais confiança em mim para aceitar as imagens que vejo, para deixar também que elas fluam na minha direcção. A meditação foi com o Arcanjo Miguel e fiquei a saber que ele já me acompanha desde 2005, altura do fim da relação com a Susana. Protecção, Justiça, Coragem e Fé são as suas dádivas para quem chama por ele. Sinceramente não me recordo de ter chamado por ele, pelo menos, não de forma consciente. Deixa muitas perguntas no ar, mas... a propósito de curiosidade, não creio que mereça a pena investir tempo ou energia nelas. Saber que estou acompanhado por ele faz-me sentir muito bem. A Sofia disse-me que nesta próxima semana que provavelmente, não é certo, passarei por situações em que seja testado ou levado a intervir. Proteger-me ou proteger alguém que esteja a ser injustiçado, ter a minha coragem e fé postas à prova. Inicialmente fiquei reticente. Qualquer prova ou teste em perspectiva faz-me querer passar com sucesso, sem dúvida, mas ultimamente ando tão cansado de testes e provas que não me apetece mais chatear com as pessoas - a situação da Catarina volta à cabeça imediatamente - mas depois, no caminho para casa, a confiança de que serei capaz de atravessar qualquer teste que se atravesse à minha frente começou a crescer e solidificar. O Arcanjo Miguel deu-me uma armadura que será para usar diariamente e que me protegerá de todo e qualquer mal que me surja.  A armadura, no peito, tinha um símbolo que não consigo lembrar-me. Deu-me dois escudos, um redondo e outro como se fosse um legionário romano, que também tinham o mesmo símbolio que. Normalmente, segundo a Sofia, dá uma capa com uma pregadeira, mas essa parte não me surgiu. Aliás, nem a Espada. A Espada vi-a como se fosse dele mas era a minha. No entanto era ele que a empunhava. Sei que ela também tinha o mesmo símbolo no punho. A Sofia recomendou que nas minhas meditações pedisse por mais imagens para que seja claro o símbolo. Vou fazer isso.

Depois à tarde falei com a Marta e ela disse-me que ligou-se à minha alma. Eu e o meu guia estávamos numa praia à espera dela. Enquanto o guia ficou sentado na areia, eu dei-lhe a mão e levei-a para a água. Ficámos com a água pelos joelhos e começámos a dançar. Até que parámos para observar o nosso reflexo na água. A água era transparente e calma, dava para ver os nossos reflexos, as nossas caras. Então caiu-lhe uma lágrima do olho direito mas que não chegou a tocar na água. Eu apanhei-a com o meu dedo indicador e ela deixou de ser transparente, passando a ter as cores do arco-íris. Foi então que o meu guia interviu e disse: "Ele está aqui para te ajudar".

E com isto fiquei, e continuo, sem palavras. Ao que parece, não só a Marta me está ajudar em ouvir-me e apoiar-me, como eu também a estou a fazer o mesmo. Segundo ela, estava tudo bem até que viu o nosso reflexo e aí ficou triste. Depois ficámos a brincar na água, como as crianças. Fez-me lembrar a forma como a água era importante para mim quando era criança, de como ir para a praia era tudo para mim. A minha ligação à Marta é mais profunda do que eu esperava e é mútuo. É bom sentir isto e não posso dizer que já o tenha sentido antes. Não desta forma.

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