quinta-feira, 19 de junho de 2014

19-06-2014

Hoje foi um dia exaustivo. Preparações para o começo das mudanças que são amanhã, a luta para que tudo corra bem com os preparativos e o stress a aparecer quando vejo que as coisas estão a correr fora do plano. Nem as palavras da Catarina, que me disse que tudo vai correr de forma a que tudo tenha que ocorrer no momento correcto, ajudaram a acalmar. Na verdade, até ajudaram, não fosse a minha teimosia. Sei que tudo acontece de forma perfeita e que mesmo que eu não consiga aceitar essa perfeição, tudo acontece pelo melhor. Só me resta largar o controle, largar o querer que tudo ocorra de forma como considero perfeita, que mais não que pura teimosia por ser uma visão que eu tinha pré-visualizado e com a qual estou preparado para viver.

Depois no trabalho, o Outlook morreu, o que significa que fiquei sem ferramenta de trabalho. Deram-nos acesso para um webmail, mas não tem metade das funcionalidades que preciso, principalmente ao nível de arquivo. Também fiquei a saber que dia 27, na próxima semana, vou ajudar para uma loja, por ser o dia sem iva da empresa. Acho que estava tão stressado que isto nem me aborreceu o suficiente... talvez para a semana me aborreça... para a semana, quando tenho o segundo fim de semana do curso da leitura de aura, aquele que não vi nada no decorrer destas três semanas...

Estou revoltado comigo por não estar mais preocupado com o curso.

18-06-2014

Hoje já andei bem melhor, o alívio com que me levantei não tinha nada a ver como me sentia ontem. Mais leve. Mas mesmo assim, acho que não estou a dormir o suficiente. Lá está, dormir acompanhado foi algo que nunca fiz durante a minha vida, é algo que vou ter que me habituar agora, mas poderiam haver coisas bem piores para me habituar. Não tem nada a ver mas a Marta contou-me uma série de ligações que ainda não tinha partilhado comigo. Uma delas foi...

Estávamos no meio de árvores deitados numa clareira e eu levantei-me para plantar algo, parecia uma simples planta, mas depois começou a crescer, o caule transformou-se num enorme tronco e a planta passou a ser uma árvore gigantesca. No tronco da árvore havia cristais de várias qualidades e formavam uma espécie de espiral. Nisto a árvore começou a emitir uma música calma, suave, angelical e eu disses: "esta é a nossa música". E ela depois adormeceu. Perguntei-lhe se a música lhe era familiar. Ela disse que já tinha ouvido aquela música antes ou pelo menos aquele tipo de música antes. Disse-lhe que numa das meditações que fiz com os arcanjos, eu ia ao meu jardim secreto e plantava uma árvore, que significava um sonho. Questionei-me se não seria no mesmo sentido. Ela respondeu que não sabia, que a planta na ligação ficou gigante e que se transformou em árvore de uma forma rápida.

Se calhar está relacionado com a nossa relação, da forma como tudo flui rapidamente. Hoje encontrei na minha carteira um papel que já andava com ele há bastante tempo. Basicamente nesse papel escrevi o meu agradecimento ao Universo, a Deus ou à Fonte de tudo o que é, seja como for a designação mais correcta pela mulher da minha vida e toda a descrição que faço da mulher da minha vida, em cada linha, em cada frase, vejo a Marta. Sei que não escrevi à muito tempo o agradecimento, mas já nem me lembrava dele. Nestas alturas é que me recordo que estou com a Marta há pouco mais de dois meses. Depois de tudo o que tem estado a acontecer, faz-me todo o sentido pensar... a nossa árvore está mesmo a crescer depressa.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

17-06-2014

Tempo mais frio, mas de certa forma, um alívio. O único que tive, já que o dia de hoje (ontem) foi ainda pior que o de ontem (antes de ontem). Um peso descomunal no corpo e no final do dia, nos olhos. Quando cheguei a casa, só me apetecia fechar os olhos e só de pensar que tinha de fazer a reportagem… é daquelas alturas em que as coisas que quero fazer se tornam nas coisas que tenho de fazer e eu encurralo-me a mim próprio na rotina. Neste caso, poderia fazer a reportagem noutra altura mas a verdade é que prefiro fazer as reportagens enquanto as tenho frescas na memória para usar mais a memória do que o meu lado criativo. E normalmente flui bem e hoje não foi excepção. Só não fluiu tão bem por causa do meu mau estar. Nem fome tinha, acabei apenas por comer uma pequena coisa – o almoço também foi puxado o que também deverá ter ajudado à minha tarde letárgica. Depois de jantar, enquanto a Marta me dava uns mimos e me contava coisas do dia dela, tive que pedir desculpa e fechar os olhos, já que cada vez mais se tornava difícil mantê-los abertos. Não demorou muito a que fosse para a cama e adormecesse rapidamente. Desta vez até adormeci primeiro do que ela, desconfio. E sim, estou a escrever isto, na manhã de dia 18. Ontem, apesar de ter feito muita coisa de olhos fechados, duvido que conseguisse escrever o quer que seja de forma coerente. Hoje, dia 18, sinto-me bem mais leve.

16-06-2014

Portugal levou na pá. Mesmo à grande. De certa forma já esperava ou pelo menos temia e não creio que tenha sido devido ao meu pessimismo que me caracteriza. Não sei porquê, quando começa a haver muita euforia, principalmente por parte do povo, é sinal de que a coisa vai correr mal. De qualquer forma, foi o suficiente para me irritar e deixar algo resignado à nossa sorte. Escusado será dizer que depois do jogo, ir fazer uma reportagem era das últimas coisas que me apetecia embora também não foi devido ao resultado ou à exibição. A doença ainda está bem presente no meu corpo. O facto de estar-me constantemente a assoar cansa-me, além de me deixar o nariz ferido, mas é principalmente a falta de energia. Não tenho descansado nas últimas noites e parece que estou a sentir no corpo os efeitos de uma gripe, algo que não tinha sentido antes, da última vez que estive constipado, uns meses atrás. A música era ideal para se ouvir de olhos fechados, mas não deixei de me sentir culpado por querer que acabasse depressa. Para que tudo acabasse depressa, só queria um alívio. Acabei por me deitar à uma e tal e dormir cerca de quatro horas. Só hoje estou a escrever isto porque ontem não tinha energia para mais. Hoje com tão pouco descanso… também não estou melhor. Um peso descomunal em cima do corpo que só me apetece deixar cair. O que faz a diferença é mesmo o facto de ter a Marta comigo. De sentir o seu apoio e sobretudo o seu amor. Faz toda a diferença. Nem sinto que tenha os sentimentos ou pensamentos negativos próprios de quando estou assim. Uma mudança das boas.

domingo, 15 de junho de 2014

15-06-2014

A noite de hoje foi mais positiva, mas mesmo assim, não sinto que tenha descansado o suficiente. Mesmo assim, não falhou o meu reiki semanal - que não fiz a semana passada em Beja. Foi a primeira vez que fiz ao lado de outra pessoa, que por acaso depois até se juntou a mim. Ela fez reiki e quando o estava a fazer acabou por se ligar à minha alma. Então estávamos os dois num palácio, o mesmo onde estivemos com os mestres e guias nas duas últimas meditações que fizemos. Nesse palácio, estava uma árvore com um tronco muito invulgar mas bonito, pela descrição da Marta. Demos sete voltas à árvore, até que na sétima, do tronco abriu-se uma porta, na qual entrámos e de baixo vinha uma luz brilhante que subia aos céus. Uma luz que vinha de uma flor branca, tal como a luz. E não sei porquê, associei isto ao nosso filho. Era para não lhe dizer nada mas acabei por partilhar com ela. A resposta dela foi de que não tinha medo. De certa forma tranquiliza-me e incomoda-me ao mesmo tempo ser o único com receios e incertezas quanto a esta questão da paternidade. Sempre desejei muito. Se tudo tivesse seguido com o planeado, o meu filho ou filha já teria neste momento treze ou catorze anos. Ora aí está algo difícil de imaginar.

A dor da garganta tornou-se apenas uma impressão mas agora veio o muco e estou tão farto de me assoar... com um calor destes ainda por cima...

14-06-2014

A primeira noite que passámos juntos, pelo menos numa cama mesmo e não num colchão de campismo, não foi a mais descansada de sempre. Muitos barulhos durante a noite - não ajudou o facto de ter a janela aberta, mas com este calor não havia muita hipótese - a desgraçada de uma melga ou uma colónia delas andaram de volta de nós. O que resultou numa noite mal dormida mas mesmo assim foi muito positivo, não a questão de termos dormido juntos mas o simples facto de termos passado a noite e todo o dia juntos. Se isto foi uma amostra de tempos que hão-de vir, então o futuro traz-me muita confiança. Da parte da tarde, fomos à nossa casa receber uns móveis que a mãe da Marta nos ofereceu. Ainda não conheci a senhora e por acaso, sendo eu, sendo ainda eu, não é uma ocasião pela qual anseie. Estou muito mudado, mas também seria uma mudança brusca demais, eu ansiar por socializações, ainda para mais uma que coloque tanta pressão sobre mim. Lá está, a partir do momento em que estou com a Marta, tudo o resto parece perder a importância ou o peso que tinha, mas mesmo assim, é algo que não quero pensar. 

Na quinta-feira, no meio da exaustão extrema em que estava... a Marta disse-me, antes de entrarmos no recinto, que eu tinha gripe ou que estava engripado. Achei a ideia descabida até porque associei o meu cansaço à falta de descanso nos últimos dias e toda a ansiedade. Ontem à tarde começou a doer-me a garganta e hoje assim continuou.

Fora isso, foi um dia de paz e de partilha de amor. Espero que o primeiro de muitos.

sábado, 14 de junho de 2014

13-06-2014

Não dormi duzentos anos mas acho que já deu para descansar um pouco. Aproveitei o feriado para não fazer nada. Acho que nem fiz aquilo que tinha dito a mim mesmo que ia fazer para recuperar o atraso da rotina. Simplesmente não quis saber. Reduzi a velocidade para mais de metade e acho que algumas vezes parei mesmo. Não vou dizer que foi totalmente livre de culpa e de remorsos. Na verdade, até senti remorsos por não ter ido com a Marta comprar coisas para a casa, por outro lado, soube-me bem este dia de inércia. Amanhã vamos para a nossa casinha à tarde, esperar a entrega dos móveis. Ah, e descobri que tenho mais uma reportagem para fazer na próxima segunda-feira. Estou mesmo sem vontade nenhuma para tal. É daqueles momentos em que gostava de ir ter com o meu eu de uns meses atrás para lhe dar um valente pontapé no cu. Numa nota mais positiva, os meus pais foram uma semana para o Alentejo com o meu irmão e sobrinho e eu vou ficar a tomar conta da casa com a Marta. Sem estar planeado, é um treino para a vida a dois que vamos fazer juntos. De certa forma deve ajudar a mitigar a ansiedade que vou tendo para a mudança que será oficial desde domingo a oito. Amanhã vou tentar sornar mas desta vez na companhia da Marta. Acho que nunca sornei a dois. Há muita coisa que nunca fiz a dois. É o bom desta relação, ter a pessoa ideal para fazer muita coisa pela primeira vez em conjunto.