quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

07-01-2015

Mudanças. Por muito que tenha mudado nos últimos tempos, certas coisas continuam a encontrar uma certa resistência do meu lado. Não é nada de normal as mudanças (que eu desejo) demorarem a acontecer quando no fundo tenho sempre resistências às mudanças no geral. Sempre tive. O caminho percorrido nos últimos anos sem dúvida que foi considerável – para não perder a modéstia e dizer que foi revolucionário – mas esse ponto permanece. Faz parte da minha personalidade, do meu karma, da minha bagagem, daquilo que tenho que resolver. Mesmo sabendo disto, ainda existem momentos que me surpreendem. A equipa de trabalho está prestes a mudar. É algo que já temos vindo a falar desde Novembro do ano passado. Não sei se tinha uma esperança secreta que tal não acontecesse, que me recusasse a acreditar, porque conscientemente eu sei o que essa mudança significa. Significa o início do fim da minha presença naquela empresa. Pois esse início está cada vez mais próximo, já que numa equipa de quatro, já está confirmado que um vai sair e que outro está na iminência sair, sendo que dos dois que saem, entra apenas um. Obviamente que o trabalho vai decair em cima de mim e da Catarina. Nada de novo aí, mas mesmo assim fui apanhado de surpresa, mesmo assim a minha primeira reacção, instintiva, foi de resistência. 

Não quero isto, não quero nem que me obriguem, eu fujo

Felizmente a lucidez não demorou muito tempo a surgir e a aceitar que faz parte daquilo que pedi, que faz parte daquilo que tenho pedido. Que para a mudança ter espaço para acontecer, temos que dar espaço à mudança e que quando não damos espaço à mudança, ela atropela-nos, leva-nos à frente e nem nos apercebemos de que temos que mudar para irmos em busca do que desejamos. Eu sei que peco pela repetição, mas parece-me que a repetição é a única forma de nós, seres humanos, aprendermos, principalmente quando aquilo que está em questão aprender é algo que está tão enraizado, tão programado, que nem damos conta que o temos dentro de nós. A não ser por momentos destes. 

Lição número dois:

Depois de aceitar a mudança, preparar para o impacto.

domingo, 4 de janeiro de 2015

04-01-2015

Não foram precisos muitos dias ou muitas mudanças para sentir os ventos de mudança. A Marta mostrou-me um site de notícias, onde posso ganhar dinheiro com aquilo que escrevo. Obviamente que não é fácil, mas nem foi isto que me animou, não foi olhar para isto como uma forma de ter a independência que tanto procuro. É olhar para isto como um sinal, como se houvesse alguém a dizer-me que é possível. É possível vermos os nossos sonhos tornados realidade, é possível as coisas acontecerem, as coisas que tanto queremos. É sentir que mais do que ter esperança é importante ter fé, fé em nós próprios, nas nossas capacidades, certezas naquilo que somos, naquilo que queremos, naquilo que sentimos. Tudo o resto acontece, tudo o resto aparece. Mais cedo ou mais tarde. Estando voltados para a frente, vamos de encontro a tudo aquilo que é para nós. Sem resistência, sem drama. Com fé e felicidade. Fazer esta caminhada, sabendo que tenho ao meu lado um anjo da guarda que está sempre presente ainda me dá mais força para todos os desafios que possam aparecer no futuro. A ela devo-lhe muita da felicidade que sinto, por me acompanhar neste despertar, neste... iluminar.

03-01-2015

A minha relação com o trabalho mudou e ao mesmo tempo não mudou. Acho que não estou mais exigente comigo mesmo, para me dedicar mais, para poder dar mais, para justificar o ordenado que recebo. Continuo a considerar que o ordenado que recebo é pouco para aquilo que faço ou mereço, mesmo que não dê o máximo. Provavelmente é um ataque de arrogância da minha parte mas é aquilo que sinto, sinceramente. No entanto, agora também quero dar mais, de uma forma a não ter sentimentos de culpa. Querer dar mais, fazer mais. Não porque me sinto culpado de não merecer o meu ordenado - que mereço - mas porque quero dar o meu melhor em tudo aquilo que faço. Claro que isso leva, inevitavelmente, à luta interior, quando as coisas não correm da melhor forma ou por me dispersar um pouco. Quero dar mais, quero dar o meu melhor, porque eu sei que este vai ser o último ano que vou estar aqui, porque quero me sinto grato por ter tido este emprego ao longo de sete anos e porque não sinto mais peso, não sinto mais pressão. A minha vida é fantástica e o universo conspira para me dar tudo aquilo que quero, tudo aquilo que preciso - a combinação das duas porque nem sempre elas se encontram. Este vai ser um ano de mudanças.

01-01-2015

Ano novo, vida nova. Olhando para trás, dez anos atrás, estava em Gaia, na casa da Susana, a ver o fogo de artificio sobre o Douro e a trocar juras de amor eterno, um amor que não durou mais quatro meses. Dez anos. Parece uma vida inteira. Muita coisa aconteceu desde esse momento, tanta coisa que parece que morri e nasci mais uma série de vezes. Na verdade, foi mesmo isso que aconteceu. Constantes mortes e renascimentos. Chegar aqui hoje, ao lado de (finalmente) a mulher da minha vida e ter esta paz interior enorme... é bom dizer que valeu a pena, todo o caminho. A gratidão que sinto não é efusiva, é calma, é segura. É presente a todos os níveis. 2014 foi um ano de transformações, um ano de muita coisa boa e de outras que na altura considerei como menos boas mas que me serviram para me trazer lugar. Olhar para trás a meio da viagem é bom. Não para olharmos com saudade, mas para admirarmos todo o percurso. Mas é algo que deve durar apenas meio segundo e depois todas as atenções devem estar voltadas para o que está a nossa frente.

Este foi o meu meio segundo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

30-12-2014

Escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever!

Este é o mantra que tem ecoado na minha cabeça nos últimos tempos. Só se cala quando começo a pensar e é nesse momento em que sinto que o pensar é um travão às coisas acontecerem. O pensar leva ao duvidar, ao por em questão. Não há nada de mal quanto a isso, serve para nos protegermos, para não errarmos, mas neste estágio da evolução, acredito que o pensar seja a morte do sonhar. Quero sonhar, vou sonhar, estou a sonhar em que escrever, escrever, escrever será a minha principal fonte de rendimento e aí, aí vou estar livre para ajudar ainda mais pessoas através das minhas terapias.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

25-12-2014

Por vezes ainda me custa a acreditar como as coisas mudaram em tão pouco tempo. É um lugar comum desde que conheci a Marta, embora agora tenha sido relegada para ponto secundário nos últimos anos. Relegado para o inconsciente e que volta à superfície em certos momentos. Como o de agora, em que estou aqui a escrever nestas páginas. Este ano foi uma revolução e mesmo assim eu quero mais. Mesmo assim eu queria mais, mas dou-me por satisfeito por ter saído de casa da forma tão pacífica para mim, para todos, como foi. Satisfeito por ter conquistado os meus medos, por ter superado muitas dificuldades e poder dizer: "ainda estou aqui". Satisfeito por ter passado um aniversário onde não me faltou nada. Satisfeito por ter passado um Natal em que me senti completo. Satisfeito por não me ter sentido triste, com o pensamento nalguma pessoa a trezentos quilómetros de distância ou milhentos. A alguém fora de alcance. Satisfeito não. Feliz. Feliz por ter um sentido suave de completude, um sentido de paz suave e tranquilo. Agora... quero mais. Quero mais para a minha vida profissional. Sem o peso do desespero de outros tempos. De vez em quando com uns picos de ansiedade, mas... sem desespero porque eu sei que aquilo que quero, aquilo que é para mim, já existe, já está criado. Eu apenas me estou a colocar a jeito para a receber. Estou a preparar-me para receber-me aquela que vai ser a minha realidade.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

23-12-2014

De todos os momentos em que possa ter dúvidas das minhas capacidades, são dias como o de hoje que me fazem contrariar essa tendência. Sei que tenho um adversário à altura, fortíssimo, difícil de combater. Sei que ele está dentro de mim. Sei que basta uma distracção para ter dúvidas do meu valor. Graças a ter pessoas como a Marta (especialmente a Marta) na minha vida, é uma forma de combater isto. Hoje iniciei-a em reiki, e ela disse-me - tendo uma capacidade brutal para visualizações - que estávamos com a sala cheia. Os guias dela, os meus e os sete arcanjos dos sete raios - a quem eu pedi a ajuda quando íamos começar o ritual. Ela disse-me que estavam todos contentes, que estavam animados por aquilo estar a acontecer. E esse sentimento, através dela, chegou-me a mim, banhou-me. Posso não ver, posso muitas vezes não sentir, por querer muito e/ou por duvidar ao mesmo tempo que o consiga fazer, mas sei que apesar disso, mais depressa ou mais devagar, eu estou no caminho certo.

O dia de aniversário, depois da iniciação, ameaçou ser invadido por uma melancolia muito familiar, uma que era tradição por esta altura todos os anos, mas senti que ela veio ter comigo para se despedir. Houve uma paz e tranquilidade que só foi ameaçada por um certo cansaço, resultado, provavelmente, do esforço energético da iniciação e também pela notícia de que a equipa seria reduzida. Fez-me pensar em como eu também queria sair de lá, mudar de vida, mudar para algo que me preencha. Mais. Algo que não fosse alimentado apenas por "tenho contas a pagar, tenho responsabilidades que me obrigam estar aqui a consumir-me a fazer algo que não me diz nada". Foi uma espécie de... tudo junto. Nostalgia por ter a certeza de que o próximo ano vai ser um ano de revolução, tal como 2014 foi. Um ano em que vou caminhar em direcção aquilo que quero, em direcção aquilo que me preenche. As coisas mudaram irremediavelmente e eu senti aquela contradição de querer ficar no meu canto, longe de tudo, agarrado ao que é e o de querer empurrar tudo para longe e apressar o destino que vai ser. E o destino que vai ser, já o é. Sei-o bem. Sinto-o bem. E ainda vou saber melhor, vou sentir melhor.