Uns dias atrás, numa das poucas tentativas para praticar a leitura de aura, fiquei irritado por não conseguir ver a minha rosa. Vi de tudo menos a rosa. Estava no nosso quarto enquanto a Marta estava na sala. Ficámos em salas diferentes, já que a Catarina sugeriu para que não houvessem interferências, mas tal acabou por não adiantar, não para mim pelo menos. Ela conseguiu ver a rosa dela e acabou por ver montes de detalhes enquanto eu já não posso dizer mesmo. Uma das coisas que mais me marcou foi ver na sala uma mulher vestida de preto, com uma espécie de vestido vitoriano ou algo do género, com folhos e rendas. Talvez do século dezanove. A mulher estava de costas e eu acabei por não lhe ver o rosto mas de qualquer forma aquela visão foi o suficiente por me deixar aterrado, provavelmente por me fazer lembrar um filme de terror. Acabei por partilhar isto com a Marta e com a Catarina no dia do curso, já não me recordo se foi no primeiro ou no segundo. E não sei se está relacionado, mas a Marta contou-me que nessa noite sentiu que estava uma luz branca nas costas dela, mesmo quando ela estava de costas e com os olhos fechados, ela sentiu que a luz estava lá. Mais tarde, quando vínhamos para casa dos meus pais, no Domingo, ela disse-me que sentia que as nossas auras estavam à volta do carro, a minha verde e a dela cor de rosa e que atrás do carro estava a luz branca, a mesma do outro dia. Perguntei-lhe se ela conseguia ver de quem era a luz branca e ela respondeu-me, após alguns segundos, que se tratava do Arcanjo Gabriel, que ele nos estava a proteger, tal como naquele dia à noite. Fiquei a pensar se não seria devido à mulher de preto. Hoje, pelo segundo dia seguido e numa altura que até está uma temperatura amena, a Marta sentiu frio, muito frio. Hoje, ou melhor, há pouco mesmo, ela disse-me que era como se tivesse uma brisa ao lado dela, mas as janelas estavam todas fechadas, não havia forma de haver corrente de ar. Amanhã temos que limpar a casa. Sei que tinha dito que o íamos fazer semanalmente, mas Domingo estavamos exaustos... e o tempo é tão curto... Como sempre, quando não temos tempo para algo importante, as coisas colocam-se de forma a que tenhamos de arranjar obrigatoriamente tempo.
Sem comentários:
Enviar um comentário