segunda-feira, 14 de julho de 2014

13-07-2014

Finalmente, um dia em que não fiz mais nada se não estar em casa com o meu amor. Sem obrigações, sem interrupções. E é um dia como estes que me mostra como eu sou retraído, inconformado ou qualquer outro adjectivo de que agora não me recorde. Apesar de ter este dia que já ansiava há já algum tempo, e ansiava por ter a necessidade de parar um pouco e não ter algo para fazer, no final do mesmo (ou seja, agora) não me deixei de sentir culpado. Culpado porque o devia aproveitar da melhor forma, por sentir que devia ter pegado na Marta e levá-la à praia ou qualquer lado. E receoso por ser uma indicação de um futuro provável. Todo o dia em casa. Se nem eu aguento isso (mesmo que o faça), como é que alguém poderá aguentar? Mesmo que esse alguém me ame incondicionalmente como a Marta. Mesmo que ela me conte ligações de alma como esta que teve uns dias atrás em que estávamos no sítio secreto, sentados na relva abraçados. Eu estava com um livro de poesias de amor e estava a declamar-lhe uma quando nisto ela vê um coração vermelho tridimensional por cima das páginas do livro. De repente surgiram várias figuras vestidas de branco com uma luz intensa. Deram as mãos e fizeram uma roda à nossa volta. Estavam bastante alegres parecia uma festa ou comemoração algo do género. Depois juntaram os nossos pulsos. O seu pulso direito com o meu esquerdo e fizeram um laço com uma fita branca. Entretanto, ela adormeceu e não se lembro de mais nada. Nitidamente por estarmos juntos.

Eu não quero estragar isto.

Sem comentários:

Enviar um comentário