segunda-feira, 4 de abril de 2016

05-04-16

Olhando para trás... não é algo que deva fazer, eu sei. Nem estar muito à frente sofrendo por antecedência, nem viver no passado. Mas também eu sei que não devo fazer de conta que sou algo que não sou nem enganar-me a mim próprio. Nove anos atrás, ou à quase nove anos atrás, fui despedido e dois dias depois já estava noutra empresa. E custou-me horrores, algo que já escrevi bastante sobre isso... engraçado, só agora reparei, ou pelo menos pensei sobre isso. Foi quando escrevi o meu primeiro diário. Comecei a escrever quando a minha vida mudou por completo e agora comecei a escrevê-lo novamente, sem saber (ou se calhar já sabia) que a minha vida ia mudar novamente. 

Bem, divago. Algo que tem acontecido muito ultimamente. O foco é fundamental.

Nessa altura, eu não consegui fazer o luto. Aceitei ser despedido o melhor que pude, no entanto, existia tanta coisa dentro de mim que não foi lidada que acabou por ser transportada durante muito mais tempo do que devia. E eu nem a consegui identificar. Acabou por se tornar num monstro que se juntou a outros monstros dos quais agora não são importantes falar. 

A questão é... tenho que fazer o luto. Deixei toda uma rotina para trás, coisas que já nem pensava nelas, apenas as fazia automaticamente e agora tenho que me permitir a desprogramar antes de me programar novamente para esta nova realidade. Obviamente que na realidade não é algo tão dramático ou pragmático como aquilo que parece, mas tenho que ter mais calma comigo mesmo. A semana passada foi fantástica mas tenho que parar um pouco e sentir, antes de fazer tudo aquilo que disse que queria fazer. Até as posso querer fazer, mas primeiro tenho sentir se as devo fazer.

Hoje vou tirar o dia para mim e meditar. Não obrigar-me a meditar, mas tentar cortar com as distracções externas que despertam as externas. Que o luto tenha início.

Sem comentários:

Enviar um comentário