sexta-feira, 22 de abril de 2016

15-04-16

A minha falta de à-vontade com os animais é lendária. Talvez por ter dito muitas vezes (demasiadas) de que não gostava de animais, quando no fundo sempre tive medo. Medo que me fizessem mal mas sobretudo medo de lhes fazer mal a eles. Uma espécie de exilo auto-infligido. E é engraçado como nos tempos da Susana, ela sempre tentou  - embora sempre me tivesse respeitado - que eu me aproximasse dos animais. É engraçado também como, comparativamente, a relação com a Susana foi uma espécie de teste - muito espaçado no tempo - para a minha relação com a Marta. Todos os erros cometidos, uma aprendizagem, tudo o que aconteceu, uma eterna aprendizagem. Mas tudo o que aconteceu naquela altura foi uma previsão e mais que isso, foi uma prova de que ainda não estava preparado para o que aí vinha. E tive que penar. Muito. Mas valeu a pena. Tudo.

A prova maior disso é que hoje vou pedir casamento à Marta. Eu, que nunca me quis casar. E faz sentido. Agora, tudo faz sentido. Agora e desde 12 de Abril de 2014.

Sem comentários:

Enviar um comentário