A reacção da Marta foi... digna de ter sido registada para todo o sempre recordar. A forma como os olhos delas se abriram quando eu me coloquei de joelhos. Ela disse-me que ia ter um ataque cardíaco. Eu sabia que ela queria que nos casássemos, não por causa da cerimónia e não porque era preciso algo que nos ligasse ainda mais, apenas porque... porque não? Porque não estarmos casados? Foi o que eu disse a mim mesmo. Desde que me lembro que digo que não me quero casar. Porque não seria uma cerimónia ou um papel que iria provar o meu amor ou até que eu não teria necessidade de provar perante alguém o meu amor pela a pessoa ao meu lado.
E ainda acredito nisso, piamente.
A questão é que eu não tenho necessidade de provar nada a ninguém, nem à Marta, que a amo. Eu sei o que sinto. Eu sei que a amo e sei que ela sabe disso. Então, porque não? Eu amo-a, ela é a minha mulher. E vou-me casar com ela. Não porque tenho que lhe provar algo, não porque tenho que agradar a quem quer que seja ou até porque tenho que cumprir o propósito ou tradição moribunda de uma sociedade cristã que se está a borrifar para isso. Não, eu vou-me casar porque amo a Marta e quero passar o resto da vida ao lado dela. Ela é a mulher que eu amo e é a mulher com quem eu quero envelhecer.
Eu vou casar com a Marta!
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