domingo, 17 de abril de 2016

12-04-2016

E depois de um dia que é cada vez mais especial para mim, uma outra data que ficou com um significado muito, muito importante. A segunda vez que estive com a Marta e que também marcou o início do nosso relacionamento. Tentar recriar aquele dia é uma tarefa impossível, já que uma nuvem parece que se passou sobre mim e nem me lembro ao certo do que se passou. Sei que ela estava nervosa, sei que eu andei em antecipação mas consegui conter o meu nervosismo mas que ele surgiu todo em catadupa no momento em que a vi. Velhos receios, velhos medos de velhos padrões, de histórias antigas voltarem a repetir-se. Tudo isso passou, numa tarde que se transformou em noite e passou em questão de segundos. Foi uma questão de meses até que começássemos a viver juntos, mas também foi com ela que deixei de ligar a muitos detalhes. Ela libertou-me em muitos aspectos, assim como eu tento fazer com ela. Libertar da opressão dos nossos medos, daquilo que nos insistimos em castigar sem nenhuma necessidade. Ela trouxe-me liberdade e eu trouxe-lhe segurança. Engraçado como foi depois deste encontro e desta união que eu tento trazer para a minha vida profissional aquilo que ela me trouxe na vida amorosa. Ela é, em muitos aspectos, a minha inspiração. E poderia despejar aqui toneladas de coisas de cariz espiritual e esotérico, mas no fundo nada disso interessa, isso são detalhes que servem para mostrar o quão alinhados estamos, como as nossas vidas tanto tempo afastados convergiram no ponto onde nos encontrámos finalmente. Como foi tudo necessário, toda a dor, toda a confusão... tudo para chegar a este ponto. E valeu bem a pena. É como se a minha vida tivesse começado finalmente dois anos atrás.

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