Uma prima minha faleceu. A morte tem sempre o dom de nos mostrar como aquilo que tomamos como garantido, como as pessoas que conhecemos desde sempre, é apenas passageiro. E esta é apenas a chamada de atenção para a verdade maior que tudo é passageiro. Até nós. Não posso dizer que este desaparecimento tenha tido o impacto em mim de fazer sentir que a vida é preciosa e que temos que a apreciar ao máximo, porque essa era uma noção que já tinha bem presente, felizmente. Confesso que ainda me perco nas coisas que tenho que fazer e no peso que isso acarreta - que me faz colocar à frente de outras coisas que possivelmente são mais importantes, mas felizmente também tenho uma pessoa ao meu lado que me faz ter ainda mais discernimento e arrepiar caminho quando o devo fazer.
A vida é algo abstracto, por isso agarrar a vida é algo que se torna complicado porque as expectativas podem sempre levar a crer de que nunca se consegue fazê-lo por completo. Se calhar a melhor maneira de viver a vida em pleno e por completo é...estarmos bem connosco próprios, sem ilusões. Com o que somos, com o que fazemos e para onde vamos.
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