sábado, 22 de fevereiro de 2014

20-02-2014

Felizmente hoje consegui superar aquela inércia de ontem, não sabendo se o remédio da minha mãe ajudou ou não, mas começa a tornar-se complicado arranjar motivação para trabalhar. E essa falta de motivação não ajuda a que mantenha a cabeça longe de sítios que não me servem. É certo que tudo mudou. Esta semana serviu para dar mais um passo em frente em relação a isso, mas esse passo em frente também me fez sentir ainda mais as resistências a que tenho. Não só em avançar mas em relação à forma como vim parar aqui. As coisas mudaram e o fatalismo de outros tempos e as profecias de futuros que são desconhecidos voltaram apenas para me provar que por muito que se evolua, os velhos vícios estão ao virar da esquina. Tal como um drogado. Pode-se limpar o corpo, mas a sua mente, a sua psique, essa é que fica marcada. Essa é que é aquela que pode ser reconduzida ao vício. Por ser a única forma de defesa, por ser familiar ou apenas porque não se tem forças para mais nada. Os suicidas são como os drogados. A tendência para a auto-destruição, a tendência para fugir da dor, mas ao mesmo tempo abraçá-la, não tendo discernimento para distinguir a dor do prazer, a vida da morte. Nem sequer se importando com essa diferença.

Saber isso poderia ser o suficiente para me assustar. Afinal prometi a mim mesmo que amaria a minha vida. Que não iria cair por ninguém e um desentendimento idiota com alguém a quem dei demasiada importância fez-me voltar ao mesmo ponto. A ignorância diria que o erro seria ter dado importância a quem não a merecia e que deveria fechar o meu coração mais uma vez. Mas essa é apenas a questão de fundo. Ou melhor, aquela que está à frente, a mandar areia para os olhos. A seringa está na minha mão, mas a decisão continua a ser minha, apenas minha.

Apesar disto tudo, não deixou de ser um dia mais leve que o anterior. Os pensamentos voam, como abutres, à volta da minha cabeça, mas hoje não me fizeram cair. Ponto para mim.

Sem comentários:

Enviar um comentário