terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

22-02-2014

Esta é uma semana de transição. Ou está a ser. Acho que estou a arrumar e a resolver coisas na minha vida que ficaram pendendes, mas principalmente, estou a arrumar e a resolver coisas dentro de mim que ficaram pendentes. Coisas que nem sequer ainda sei muito bem o que são. Andar em frente, teimosia ou necessidade. Necessidade talvez de realmente mudar tudo e começar de novo. Acho que nunca senti tanta vontade como essa. Já senti vontade de acabar tudo… sem estar muito interessado em se começo de novo ou não. Não é o caso. Já não estou nesse ponto. Amo a vida com uma intensidade que não conheço em mim ou nunca me permiti a conhecer antes. Sei que tenho muitas coisas a aprender, muitas coisas a ver, muitas coisas a sentir. Sei que tenho muito a dar. Tanto mas tanto a dar. Mas confesso, falta-me a paciência. Falta-me a paciência para comigo, para com o processo natural das coisas, falta-me a paciência para ter fé, para ter sonhos, para alimentá-los com emoções positivas. Parafraseando Jim Morrison, eu quero o mundo e eu quero-o agora, porque de certa forma, sinto que o tenho aos meus pés, como uma promessa que me foi feita mas que ainda não foi cumprida. Não porque é uma conspiração contra mim mas porque estou muito ocupado agarrado a coisas que não consigo largar, e estando nesse ponto, é impossível agarrar o quer que seja.

É impossível. Mas o impossível para mim é apenas o atalho para ser teimoso e agarrar-me ainda mais. E é nesta altura que por defeito tento recolher a todas as ferramentas, pessoas disponíveis fora de mim. E invariavelmente as respostas são sempre as mesmas.

“A resposta está dentro de ti”


O que não ajuda quanto à questão da paciência. Se por outro lado, encarar isto tudo pelo desafio, então devia estar extasiado porque a cada fase da minha vida que entro em que parece que as coisas estão a entrar em fase cruzeiro, as dificuldades que estão escondidas cedo se revelam e mostram que afinal, afinal, a (minha) vida não é assim tão desinteressante como eu sempre pensei. Todavia, a energia escapa-se por entre os meus dedos. E isso é algo que eu tenho que fazer a respeito. Acho que o concerto de ontem também serviu para falar disso, de ter uma maior consciência do que está cá dentro. Pode parecer ridículo, mas por vezes só sentimos o que temos cá dentro quando o partilhamos com alguém. Não posso dizer que tenha sido exactamente o caso de ontem mas foi algo muito parecido.

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