terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

23-02-2014

Hoje perguntaram-me o que é que eu queria saber. Como se eu estivesse à frente de uma máquina que responde a todas as perguntas e tivesse a hipótese de escolher uma. Acho que este sempre foi um problema meu. Um mundo lá fora. Um mundo de conhecimentos, um mundo de pessoas, um mundo de experiências, sabores, sons, sensações. E eu quero-as a todas. Começar numa ponta e seguir tudo até ao fundo. Até que a vida começou a ensinar-me que não posso experimentar tudo, não posso fazer tudo, não posso controlar tudo. Tenho que ser criterioso, tenho que escolher, tenho que preferir umas e preterir outras. A vida ensinou-me que eu estou num rio e que por vezes consigo apanhar coisas na margem desse rio. Que nem sempre tudo está ao meu alcance quando estou a flutuar no rio. Que por me focar em algo que está fora do meu alcance, por lutar por a alcançar, acabo por me desviar daquilo a que o rio me levaria. Por vezes fica-se tão fixo naquilo que se deseja… ainda bem que nem sempre o temos porque se o tivéssemos sempre, seria mais doloroso descobrir que afinal aquilo que se deseja não é aquilo que se precisa.

É um caminho difícil de discernir porque não há ninguém que nos engane tanto como nós próprios. E quando o assunto é enganar-nos, somos peritos no assunto.

Ah! Quase que me esquecia de dizer, o mais importante. Hoje também foi o dia em que fui fazer um workshop de cristais e aprendi tanta coisa. Tanta coisa simples e tanta coisa que posso usar como ferramentas. Não digo isto  numa perspectiva de terapeuta, mas sim numa perspectiva pessoal. Uma ferramenta para conseguir melhores resultados para algo tão simples e mesmo assim que parece tão impossível como ter paz interior. Não há tesouro ou melhor dádiva que essa.

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