Dia do trabalhador. Um feriado que calha mesmo bem. Embora seja a terceira semana consecutiva com feriados, soube bem uma paragenzinha embora o descanso fique sempre para mais tarde. Ontem a Marta veio ver um filme comigo, aqui na minha casa, e soube-nos mesmo bem. O pior destas coisas é que depois não nos queremos separar. O que fez com que estivéssemos desde as onze e tal até à uma a tentar despedir-nos. Eu sei que corremos o risco de nos fartarmos um do outro quando vivermos juntos, mas agora é o que sentimos. Não deixa de ser engraçado... nas minhas manias de economizar - onde englobo as coisas mais estranhas como os sentimentos - sempre tentei cortar este entusiasmo para que mais tarde houvesse. O que a vida me ensinou foi que mais tarde pode ser tarde demais e que esse entusiasmo que foi cortado volta como arrependimentos daquilo que se devia ter feito e não se fez. Como tal, estou a fazer tudo o que quero fazer no momento em que o quero fazer, obviamente com algum cuidado... para não passar a linha do aceitável.
Bem, isto tudo para dizer que deitei-me tarde e acabei por acordar à hora que normalmente vou trabalhar, quando só tinha que acordar às oito para ir ajudar o meu pai na adega que era dos meus avós e agora ficou em meu nome e do meu irmão. Por acaso tenho que dar a mão à palmatória. O meu pai tem feito um trabalho admirável para uma pessoa apenas. Sempre vi aquilo como uma forma dele se ir entretendo e é bom sentir o entusiasmo da parte dele. O meu pai sempre foi uma pessoa activa e o adaptar-se a estar desempregado/reformado não foi fácil. Por momentos, pensei que ele ia definhar em frente à televisão, mas este projecto que decidiu enveredar - em parte inspirado, penso eu, com as obras na nova horta do pai do Paulo, que todos nós ajudámos - fez com que tivesse algo onde dedicar a sua atenção. Por vezes, demasiado, mas pronto, o equilíbrio não é o forte da nossa família. De qualquer forma, apenas à tarde deu para descansar um pouco, em estado vegetativo, na cadeira do meu escritório... mas soube bem.
Nesta noite, a Marta também me contou de mais uma ligação que teve connosco. Estávamos no nosso sítio secreto, perto do lago, de joelhos virados um para o outro e eu disse que lhe tinha uma coisa para lhe dar. Nisto, levantei-me e coloquei-me atrás dela, para lhe colocar no seu pescoço um colar feito com um cristal que a Marta não conseguiu identificar, apenas que eram pedras esbranquiçadas com azul escuro. Disse apenas que era para lhe dar força e protegê-la. Depois de dizer isto, apareceu um anjo ou arcanjo que disse que não precisava de me preocupar, que ela já estava protegida ao que eu respondi que gostava tanto dela, que não podia evitar de querer protegê-la ao máximo. Entretanto a Marta adormeceu e não se lembra de mais nada. Diversas vezes senti algo do género, saber que não posso fazer mais ou que não preciso fazer mais, mas mesmo assim não hesitar em demonstrar todo o meu amor e carinho. Claro que a Marta não seria excepção.
Nesta noite, a Marta também me contou de mais uma ligação que teve connosco. Estávamos no nosso sítio secreto, perto do lago, de joelhos virados um para o outro e eu disse que lhe tinha uma coisa para lhe dar. Nisto, levantei-me e coloquei-me atrás dela, para lhe colocar no seu pescoço um colar feito com um cristal que a Marta não conseguiu identificar, apenas que eram pedras esbranquiçadas com azul escuro. Disse apenas que era para lhe dar força e protegê-la. Depois de dizer isto, apareceu um anjo ou arcanjo que disse que não precisava de me preocupar, que ela já estava protegida ao que eu respondi que gostava tanto dela, que não podia evitar de querer protegê-la ao máximo. Entretanto a Marta adormeceu e não se lembra de mais nada. Diversas vezes senti algo do género, saber que não posso fazer mais ou que não preciso fazer mais, mas mesmo assim não hesitar em demonstrar todo o meu amor e carinho. Claro que a Marta não seria excepção.
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