terça-feira, 6 de maio de 2014

05-05-2014

Há uns tempos convidaram-me para dar uma pequena abordagem sobre a Ayurveda antes de uma meditação. Inicialmente ainda senti uma certa resistência mas aceitei, até por uma questão de cortesia. Afinal é algo sobre aquilo que gosto de fazer - embora as massagens sejam apenas uma pequena parte daquilo que é a Ayurveda, toda a filosofia é-me fascinante - e além de ficar grato, fico, mais uma vez, esmagado com a ajuda que recebo, como as pessoas acreditam e me querem ajudar. Como posso dizer que não a isso? Impossível. Bem, idealizei na minha cabeça a orientação do que ia dizer, focando mais a origem da Ayurveda do que propriamente a terapia em si. Há pouco, a D. veio ter comigo, pedir-me ajuda para preparar o texto de divulgação do evento. Estranhei o título... "palestra e meditação". A medo perguntei porquê palestra se iam ser apenas cinco minutos. Foi quando ela me disse que ia ser meia hora e eu entrei em pânico por alguns momentos e depois passou. Não sei se é excesso de confiança ou simplesmente inconsciência, mas apesar da intenção ser focar e dar a conhecer a Ayurveda, fazia-me mais sentido falar de algo mais abrangente, mais ligado à realidade actual, ou pelo menos à minha realidade actual. Talvez seja puro ego, não sei. De qualquer forma, vou ter que me dedicar um pouco mais à pesquisa para que o improviso não seja... criativo demais.

Surpresa do dia foi que a Rute, minha ex-colega do curso de massagens, mandou-me uma mensagem a dizer que tinha saudades e que queria marcar um encontro. As saudades são mútuas mas tenho a sensação de que se as pessoas não vierem ter comigo, eu perco-me nas minhas coisinhas e vou-me esquecendo das pessoas - aí está algo que ainda não mudou. Ainda. Ela mencionou que se quisesse levar a Marta, que também era bom e eu fiquei surpreendido. Claro, fiquei surpreendido pela velha questão de misturar mundos. Algo que nunca me passaria pela cabeça, mas felizmente que passa pela cabeça dos outros. Aceitei ou melhor, disse que ia falar com a Marta mas que em princípio estava combinadíssimo. Depois de falar com a Marta, ela referiu que até estava a fazer planos de vir ter comigo na quarta, porque não conseguia ficar tanto tempo afastada de mim - coincidências definitivamente não existem - e que por isso, alinharia sem dúvida. Nem isto me deixou desconfortável. Obviamente que quero que a Rute goste da Marta e vice-versa, porque eu basicamente quero que todos gostem uns dos outros, principalmente se são pessoas de quem gosto. No entanto, aquela aversão, aquela resistência, simplesmente desaparece rapidamente. É tão bom conseguir largar a resistência mas melhor ainda é isso acontecer sem se dar por ela.


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