Custou-me voltar hoje ao trabalho. Não é que quisesse continuar a praticar leitura de aura mas apenas porque não me apetecia estar lá, acho que precisava de mais um tempinho para mim para as minhas coisas. O meu entusiasmo por lá não foi grande coisa, nem o entusiasmo nem a energia com que ataquei o que tinha para fazer. Depois também comecei a ser atacado por ansiedade novamente, quando pensei no estudo que quero dedicar ao curso, naquilo que quero rever antes da meditação e palestra desta semana e depois de todos os preparativos que tenho que fazer para começar a fazer as mudanças - pensar nos móveis que faltam, naquilo que se tem que comprar e depois ao mesmo tempo pensar nas reportagens. Senti-me a perder os sentidos outra vez de tanto andar com a cabeça andar à volta. Não sei se a Catarina pressentiu isso ou não mas ela pediu-me à tarde para ver a minha rosa, só naquela do treino coisa que eu fiz. Então a rosa que eu vi - que até poderia passar por tal ao longe e num mundo da Lego, foi uma vara de metal a segurar um globo de pedra a rodar depressa. Para responder à pergunta fatídica e que mais me custou a ouvir este fim de semana - "e o que é que isso quer dizer?" - surgiu-me várias sensações. Que o equilíbrio entre o meu mundo é muito fino mas que pelos vistos até estava a ser conseguido. Depois que o mundo é pesado porque eu o faço assim e o facto de não parar quieto também é indicação que a minha cabeça não pára, que a mesma viaja pelo mundo, mas ao mesmo tempo, foi uma boa sensação, porque também fiquei que o meu mundo não está estagnado. Está a andar.
Já não é a primeira vez que isto acontece mas quando tento ver uma rosa aparece-me tudo menos isso. Tenho a sensação de que leitura da rosa vai ser apenas o ponto de partida para muitas outras formas de visualizar. Para mim é óptimo, venham elas.
Acho que também serviu para me acalmar, ter consciência deste facto. Deu-me calma para voltar à velha e infalível fórmula do... um de cada vez, por favor.
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