sábado, 31 de maio de 2014

30-05-2014

É bom sentir que somos importantes na vida daqueles que amamos e é bom sentir que temos quem realmente nos ama. A Marta ter surgido nesta altura em que eu dou realmente muita importância a este "pequeno" factor, acredito, cada vez mais, que não é um simples acaso. As coisas que partilhamos um com o outro, que nunca partilhámos com ninguém antes, ou que teríamos algum receio em partilhar, fluem de forma natural e sem medo, sem pressão, sem obrigações. Hoje foi um dia longo e amanhã vai ser um dia intenso, mas tive que vir aqui partilhar tudo para ver se me ajuda a acalmar um pouco também. O dia começou com mais uma partilha da Marta comigo, onde ela me contou a ligação que fez durante a noite passada. Assim que nos vimos, eu disse-lhe que a ia levar à praia do sítio secreto. Quando lá chegámos, ela disse que aquele sítio lhe era familiar. Parecia-lhe mesmo a praia para onde ela ia quando fazia reiki, ao que eu respondi que era normal, que os dois eram o mesmo sítio. Aquilo que disse do acaso... exacto, definitivamente não existem aqui acasos. Ela disse que depois lembra-se de ter sonhado com eu apresentar-lhe alguém e deve ter sido premonição já que hoje, em conversa com o Paulo, combinámos, caso ele pudesse, ir ver um filme. Apesar de não ter mostrado reservas, todos aqueles receios da junção dos mundos voltaram ao de cimo. Secretamente desejei que tal não acontecesse, que fosse noutro dia. Andei o dia todo sem energia e a sentir-me apático. Senti-me mesmo lento, sem o fulgor que nos dias anteriores e só posso associar à palestra de amanhã, à massagem, ao domingo ir fazer uma reportagem e de manhã ir à minha ou nossa, nova, futura, casa e claro a mais isto do cinema. Quando o Paulo me confirmou que íamos mesmo ao cinema, acabei por encontrar um novo ânimo e ver o lado positivo. Quero tanto que tudo corra bem, que só a mera hipótese de correr mal é razão para querer que não aconteça. A opinião do Paulo é importante para mim assim como a  da Marta. Uma eventualidade onde as coisas não corram bem entre nós três é algo que não quero experienciar.

Obviamente que correu tudo bem e julgo que passámos um bom momento onde todos gostaram de todos. Serviu para nos distrairmos e recarregar baterias, tanto para mim como para ela, que também tem andado atulhada de trabalho. Menos uma coisa no caminho... agora já só tenho de sofrer com a massagem e com a palestra. Gostava de viver numa altura em que estes desvios, positivos, tenho que salientar, da rotina não me causassem ansiedade.

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