É muito bom sentir o apoio da minha família nesta nova fase. Tal como estive presente para eles, eles também estão agora presentes para mim. Acho que até é algo que conforta um pouco a Marta, sentir este apoio. Não posso dizer que seja algo surpreendente para mim toda a ajudar que eles estão a dar ou a planear dar… era algo expectável, mas não sei, acho que não espero nada. Um mecanismo de defesa dos velhos tempos, para que não me desiludisse. Claro que esse mecanismos de defesa também fez que além de não esperar nada, também não querer pedir nada a ninguém. Orgulho, incapacidade de ser rejeitado, há muitas explicações mas na verdade, e cada vez mais, estou farto de explicações. As coisas são como são, certo?
Olhando para a minha mãe… sei que se lhe parte o coração de me ver partir mas acho que ela está muito contente por ele estar feliz e sei que ela está feliz por mim. Ela adora a Marta e preocupa-se com ela como se fosse sua própria filha. Apesar de todas mudanças, são estes laços que me fazem estar calmo e sereno em relação ao futuro, com todas as incertezas que isso implica. Na verdade, não apenas estou a atravessar uma fase de mudanças na minha vida pessoal, como também a profissional está pelo mesmo caminho. Um colega vai passar para a central e as suas tarefas vão ser passadas a nós. Mais responsabilidade, mais trabalho, o mesmo ordenado (claro) e algumas dessas funções são administrativas, contabilísticas. Odeio mexer em contas, conferir facturas, dinheiros, números e seria razão suficiente para começar a entrar em pânico, mas mesmo assim… tranquilo. Completamente tranquilo, como se soubesse de alguma coisa que eu próprio desconheço e se calhar até sei. Ou então quando chegar a altura tenho um colapso nervoso.
Sem comentários:
Enviar um comentário